ATENÇÃO: LIVRO "PRONTO PRA GUERRA" DISPONÍVEL PARA VENDA!
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Perda rápida de peso e o risco de infecções do trato respiratório superior de lutadores

Aparelho Respiratório.


Na figura, é apresentada a divisão mais aceita do aparelho respiratório na área de saúde: trato respiratório superior e inferior. Apesar de não haver dados oficiais, boa parte da comunidade médica especula que, no Brasil, as infecções do trato respiratório inferior (ITRI) estão entre as principais causas de morte no país. Este fato é atribuido principalmente às dificuldades diagnósticas, pois muitas vezes o tratamento dessas infecções é iniciado empiricamente. No caso de infecções do trato respiratório superior (ITRS), como as amigdalites, faringites, sinusites e otites, apesar de geralmente serem consideradas benignas, são também frequentes e comum causa de desconforto e inatividade, podendo conduzir a complicações mais sérias se não tratadas de modo adequado.

No livro Pronto Pra Guerra, dentre outras associações, são apresentadas as principais correlações entre perda rápida de peso e saúde. Contextualizando, em artigo recente (Tsai et al., 2009), os pesquisadores optaram por verificar a associação entre perda de peso, mudanças na imunidade da mucosa bucal e infecção do trato respiratório superior de lutadores.

Decidiram acompanhar e estudar dezesseis atletas de elite especialistas em golpes traumáticos (Strikers). Coletaram amostras de saliva para analisar parâmetros imunológicos, ao longo de sete semanas de treinamento, no período de competição e pós-competição.

Os pesquisadores verificaram que a imunidade da mucosa foi modulada pelos exercícios intensos e pela redução rápida de peso. Observaram, também, que os efeitos cumulativos do treinamento de alto rendimento e os meios e métodos utilizados para rápida redução de peso suprimiu a imunidade da mucosa. Concluíram afirmando que, após a diminuição da imunidade da mucosa, o risco de adquirir infecção do trato respiratório superior aumentou de modo significativo, principalmente, no período após a competição.


Leandro Paiva


Referência:

Tsai et al. Changes of mucosal immunity and anti-oxidation activity in elite male Taiwanese Taekwondo athletes associated with intensive training and rapid weight loss. British Journal of Sports Medicine, 2009.

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A Ciência das Artes Marciais: Defesa de Queda (Sprawl)


Estudo ilustrado da técnica de defesa de queda, denominada por atletas de MMA e Luta Olímpica de Sprawl. Nele, observamos logo no início, duas características biomecânicas opostas: a do atleta que tenta projetar o adversário e da defesa do outro (sprawl) no tempo certo da entrada. O primeiro, em situação de instabilidade e dificuldade de concretizar o golpe de projeção. Já o lutador que se defende, aplica força na região do ombro/trapézio e pescoço. Por fim, aos 8 segundos, a demonstração das forças biomecânicas que "facilitam" a defesa de quem está por cima, a favor da gravidade e a dificuldade de quem já está por baixo, de conseguir projetar o oponente.

Leandro Paiva

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Por dentro do negócio UFC

Vídeo mais recente de Dana White, presidente do maior evento de MMA do mundo na atualidade. Nele, podemos observar a força do MMA nos Estados Unidos. Primeiro, o grande número de fãs de todas as idades e público bem heterogêneo: crianças, adultos, melhor idade, etc. Segundo, o glamour do hotel-cassino, de toda cobertura jornalística da imprensa norte-americana. Reparem nos detalhes: ao adentrar no luxuoso cassino, ao fundo, podemos observar as colunas com cartazes do UFC 108, que será realizado dia 02/01 e, como luta principal da noite, terá o brasileiro Thiago Silva, atleta presente no livro Pronto Pra Guerra.

Leandro Paiva

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A volta da "taparia" no MMA?

Para muitos, independentemente da nacionalidade, de praticar esporte ou não e de qual modalidade, a temática "tapa na cara" é mais que um tabu, é sinal contemporâneo de humilhação. Para contextualizar com essa afirmação, ilustro esse artigo com o vídeo do incidente entre o lutador brasileiro de MMA Ricardo Arona e o russo Kareem Barkalaev, durante uma luta de Submission Wrestling em que o brasileiro acidentalmente tascou um tapa na cara do russo. Além disso, segue, resumidamente, a opinião do intelectual Joviano Caiado, publicada em seu blog:

"Não há agressão mais aviltante, humilhante, que o tapa na cara. Em qualquer situação o tapa humilha. Seja como revide ou não. Há um barulho estalado que chama a atenção de todos. Além disso... a marca que o tapa deixa: fica nas bochechas do infeliz as impressões digitais do agressor.

Prestem atenção: em qualquer jogo de futebol os jogadores, vez por outra, agridem seus adversários com cotoveladas e pontapés. Dificilmente alguém revida. Mas, se alguém der um tapa no rosto de seu adversário... o tempo fecha!

O tapa na cara é semelhante ao pé-na-bunda: é a suprema humilhação. Ambos foram inventados para humilhar o coitado do agredido. Qualquer adolescente sabe disso: briga de macho é com soco e pontapé em qualquer parte do corpo, mas tapa na cara e pé-na-bunda não pode."

Já nos primórdios do até então Vale-Tudo no Brasil (o termo MMA surgiu muitos anos depois) nos treinamentos específicos para essa modalidade ou mesmo para Defesa Pessoal, imperava a lei de que não poderia ser utilizado soco, pelo elevado potencial traumático, causando com frequência lacerações ou cortes. Só valia utilizar tapas (ou "soco de mão aberta"). Informalmente, em função desse acordo entre cavalheiros, essa prática limitada no treinamento foi denominada de "Taparia".

Seguramente, todos os atletas brasileiros de Jiu-Jítsu, nas décadas de 80 e 90, que realizaram treinamento de Vale-Tudo, passaram pela tal "Taparia". Com a evolução do esporte e a prática de diversas artes marciais como Boxe e Muay Thai, além do Jiu-Jítsu, os treinos de "taparia", foram praticamente extintos. Ainda é praticado no máximo por atletas amadores ou em treinamento sem compromisso com o alto rendimento esportivo.

De fato, o tapa é valido em eventos de MMA, mas poucos atletas utiliza. No entanto, em estudo científico recente (Neto et al., 2009), foram observadas evidências que podem fazer com que atletas e técnicos mais bem informados tragam de volta a "taparia" para o MMA.

Nele, evidenciou-se que, num grupo no qual continha 3 atletas experientes e 7 intermediários (masculinos), os golpes realizados com a palma da mão foram mais fortes do que os com a mão fechada (socos). Os pesquisadores oriundos do Department of Health & Kinesiology (Texas A & M University - E.U.A), utilizaram para análise equipamentos sofisticados, tais como: duas camêras de captação de imagens em alta velocidade e célula de carga acoplada a saco pesado de Boxe, para mensurar a força de impacto.

Contudo, apesar dos achados, vale salientar que foram encontradas correlações negativas significativas entre os valores de força e precisão dos golpes e, também, dos valores de força e tempo de reação.

Leandro Paiva

Referência:

Neto et al. Force, reaction time, and precision of Kung Fu strikes. Perceptual and Motor Skills, v.109, n.1, p.295-303, 2009.
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UFC 108: Thiago Silva vs Rashad Evans

Último clip disponibilizado pelo site oficial do UFC sobre a luta do brasileiro Thiago Silva x Rashad Evans.

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Luta para todos

Quem disse que é difícil? Impossível? Será? Observe com atenção este vídeo e pense duas vezes... Parabéns a todos que participaram deste projeto.

Leandro Paiva

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A Ciência das Artes Marciais: Triângulo

Estudo ilustrado do golpe de finalização "Triângulo". Nele, observamos entre 3-6 segundos do vídeo, as características biomecânicas do golpe relacionadas à desestabilização do adversário e melhor ajuste. Por fim, aos 13 segundos, a concretização e a direção correta para maior "pressão". Além disso, para maior efetividade, a compressão das artérias carótidas, localizadas bilateralmente, ou seja, uma em cada "lado" do pescoço.

Leandro Paiva

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O negócio Mixed Martial Arts

No livro Pronto Pra Guerra, dediquei um capítulo inteiro sobre a temática da luta como negócio e neste vídeo recente (filmado ontem), é exposto de forma mais clara o status do negócio Mixed Martial Arts - MMA. Nele, na primeira parte, observamos o todo poderoso do maior evento do mundo na atualidade - UFC -, brincando com protótipos dos bonecos que são réplicas de lutadores do evento e comercializados em massa no mercado norte-americano. Destaque para o boneco do lutador brasileiro Wanderlei Silva e dos novos modelos com "sangue" de mentira. Logo em seguida, Dana White, do luxuoso escritório do UFC, segue em conversa pelo telefone desfiando sua contínua intolerância e arrogância com semelhantes. Por fim, recebe o atleta Paul Delay e sua equipe, quase na véspera do UFC 108.

Leandro Paiva

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A influência do tipo de piso nas lesões de atletas de MMA

Dojô japonês clássico: tatame confeccionado com palha de arroz prensada.



Com a evolução do MMA e com a prática do cross training (treinamento de várias modalidades) tenho observado que, de modo geral, os atletas invariavelmente estão realizando seus treinamentos em diversos tipos de piso: tatames sintéticos de encaixe confeccionados com borracha, tatames em placa "recheados" de raspas de pneu, lonas recobrindo raspas de pneu, piso de cimento, etc. Na maioria das vezes se credita às lesões em situação de treinamento, somente aos aspectos técnico-táticos. Contudo, em alguns artigos recentes, observei que os autores tem relacionado lesões com o tipo de piso em que o atleta treina. Portanto, considero relevante aprofundar um pouco mais sobre esse tema.

Na parte do treinamento de MMA referente a técnicas de solo e projeção, em estudo recente (Cunha Júnior, 2009), realizado com 57 praticantes de Jiu-Jítsu, o autor observou relação entre o tipo de piso com a lesão de membros inferiores. 70% das lesões no joelho foram associadas ao tatame de lona coberta (preenchido com raspas de pneu). 100% das lesões no tornozelo foram associadas à tatames sintéticos de encaixe, confeccionados com borracha.

Em outro artigo (Santos e Melo, 2003), foi verificado o tipo de piso preferido por 86 judocas ao praticarem técnicas de projeção e de solo. Os autores observaram que, mesmo havendo controvérsias nas justificativas para as preferências do tipo de piso, o piso sintético foi o que obteve maior preferência para os treinamentos em pé e em competições; entretanto, os atletas reportaram preferir o piso de palha para técnicas de solo. A sugestão dos autores foi, então, buscar uma forma de associar o material sintético à cobertura feita de lona de algodão do tatame de palha e, desse modo, satisfazer as necessidades dos atletas dessa modalidade.

Já no segmento de golpes traumáticos, em estudo recente (Cavalheiro e Toigo, 2009), foram associadas técnicas de chute, tipo de piso e lesões nos membros inferiores. Foi perguntado em que tipo de piso os atletas estavam treinando atualmente. 63,2% dos atletas responderam que treinam em piso emborrachado de EVA. O restante dividiu-se entre piso de madeira (16,1%); piso de lona (12,6%) e piso de lajota (tipo cerâmica, porcelanato) (5,7%). 2,3% disseram que praticam a atividade em mais de um tipo de piso pelo fato de variarem o local de treinamento.

Quando questionados a respeito dos tipos de piso onde perceberam maior dificuldade para realizar os movimentos pertinentes à golpes traumáticos, os atletas responderam: a) no piso de madeira (25%,3); b) não tiveram dificuldade (17,2 %); c) no piso de EVA (12,6%), d) no piso de lajota (10,3%); e) no carpete (8,0%); f) no piso de lona com raspas de pneu (8,0%); g) no piso de cimento (5,7%); h) na areia (2,3%); i) no tatame de palha (1,1%) e j) em mais de um tipo de piso (1,1%). 8,0% dos atletas não responderam a esta questão.

As principais dificuldades reportadas pelos atletas em relação ao piso foram: a) deslizamento (32,2%); b) travamento (24,1%); c) outras dificuldades não especificadas (8,0%); d) instabilidade, que acaba dificultando o equilíbrio (4,6%); e) maciez excessiva (3,4%); f) emendas (2,3%) e g) não tiveram dificuldades (1,1%). 24,1% dos atletas não responderam a esta questão.

Resultados, Conclusão e Considerações finais

O piso de madeira foi mais associado ao deslizamento (85,4%). Esta associação é corroborada pelo fato desse tipo de material apresentar baixo coeficiente de atrito dinâmico.

O piso emborrachado de EVA foi associado ao travamento (46,4%). Este material possui um coeficiente de atrito dinâmico maior que o da madeira.

O carpete foi associado ao travamento (45,0%) em função de também ter um alto coeficiente de atrito dinâmico; contudo, atualmente, este piso já não é mais comumente usado.

O cimento é outro tipo de piso que foi relacionado ao travamento (com 43,8%), provavelmente, pela sua característica porosa, com possibilidade de aumentar o atrito dinâmico entre o piso e a pele.

A lajota foi correlacionada ao deslizamento (54,2%), pelo fato de ser um piso muito liso.

O piso de lona com raspas de pneu foi associado ao travamento (55,0%), por ser, também, um material emborrachado, porém está igualmente relacionado com a instabilidade (25%), que pode conduzir à dificuldade de equilíbrio. Esta falta de estabilidade foi explicada pela utilização de retalhos de pneu prensados embaixo da lona, ou, em muitas casos, pela utilização de tatames de palha alinhados um ao lado do outro, forrados com a lona. A junção das placas de tatame pode provocar quedas bruscas, uma vez que o lutador está sujeito a posicionar inadequadamente seu pé em uma emenda.

A areia foi correlacionada com o travamento (30%) e ao fator maciez (25,0%), principalmente quando se trata da prática em areia fofa de praia.

O tatame de palha foi associado ao travamento (37,5%).

O piso de madeira foi associado a mais de uma lesão (34,4%), em razão de ser o piso de maior deslizamento. Já o emborrachado de EVA, foi correlacionado à entorse (13,6%), luxação (13,6%), distensão muscular (13,6%), inflamação (13,6%), rompimento de menisco (13,6%), bem como múltiplas lesões (13,6%).

O piso forrado com carpete foi associado à distensão muscular (25,0%), o de cimento às entorses (25,0%), o de lajota à contusão (18,8%) e a mais de uma lesão (31,3%), e de lona com raspas de pneu à entorse (21,4%) e à distensão muscular (21,4%).

Evidenciou-se que o piso de EVA (borracha) está associado ao maior número de lesões. Os autores afirmaram que, as lesões ocorrem com mais freqüência no tatame emborrachado, pois os mecanismos causadores dessas lesões, compatíveis com o alto coeficiente de atrito (por exemplo, cargas de torção por travamento do pé), foram mais associados a esse tipo de piso. Vale lembrar, resumidamente, que entorse é o ato ou processo de torcer ou girar em torno de um eixo no qual são lesados os ligamentos e a membrana.

Concluo esse artigo com o alerta para técnicos e atletas de MMA: evite treinar golpes traumáticos sobre piso do tipo emborrachado EVA. Atenção quanto aos pisos de lona, pois foram associados a lesões no joelho em técnicas de solo. Prefira, nesse caso, o tradicional tatame de palha de arroz prensada ou, se ainda estiver em fase de estruturar o tatame de treino, além de raspas de pneu, utilizar espuma reciclada para aumentar a maciez do piso. Uma alternativa, também, ainda referente ao treino de técnicas de solo, seria adaptar os tatames emborrachados de encaixe do tipo EVA, recobrindo com uma lona, evitando, desse modo, o excesso de atrito típico desse material e o risco de o pé "engatar" nos locais de encaixe. Lembrando que, o excesso de atrito e o "engate" do pé, podem facilmente conduzir a entorses, principalmente no tornozelo.


Leandro Paiva


Referências:

1) Cavalheiro, J.; Toigo, A. Influência do tipo de piso em lesões nos membros inferiores de praticantes de tae kwon do chute bandal tchagui. Revista Digital Efdeportes, ano 14, n.139, Dezembro de 2009.

2) Cunha Júnior, A. Incidência e fatores de risco de lesões musculoesqueléticas em praticantes de Jiu-Jitsu. Monografia de Graduação em Fisioterapia apresentada à Universidade da Amazônia – UNAMA, 2009.


3) Santos, S.; Melo, S. Os “ukemis” e o judoca: significado, importância, gosto e desconforto. Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano, v.5, n.2, p. 33-43, 2003.


Observação: Clique Aqui, para conseguir obter na íntegra o estudo no qual é associado o tipo de piso com as lesões em praticantes de Jiu-Jítsu
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Calendário do Judô - 2010

Linda e perigosa: a judoca piauiense Sarah Menezes (quimono azul), foi eleita a melhor atleta brasileira de 2009.


Informe público: recebemos por e-mail, em primeira mão, o calendário das competições internacionais de Judô, que serão realizadas em 2010. Publicamos com intuito de divulgar para interessados e ajudar a difundir a modalidade de combate presente nos Jogos Olímpicos mais praticada no Brasil.

Leandro Paiva

Segue a lista:

15 a 17/1 - World Masters - Suwon (Coréia);

05 a 07/2 - Grand Slam - Paris (França);

12 a 14/2 - Etapa Feminina da Copa do Mundo - Budapeste (Hungria);

12 a 14/2 - Etapa Masculina da Copa do Mundo - Viena (Áustria);

19 a 21/2 - Grand Prix - Hamburgo (Alemanha);

19 a 22/2 - Jogos Sul-Americanos - Medellín (Colômbia);

22 e 23/5 - Grand Slam - Rio de Janeiro (Brasil);

05 e 06/6 - Etapa Feminina da Copa do Mundo - Tallin (Estônia);

05 e 06/6 - Etapa Masculina da Copa do Mundo - Madri (Espanha);

02 a 04/7 - Grand Slam - Moscou (Rússia);

08 a 12/9 - Campeonato Mundial - Tóquio (Japão);

29 a 31/10 - Campeonato Mundial por Equipes - Istambul (Turquia);

10 a 12/12 - Grand Slam - Tóquio (Japão).


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A Ciência das Artes Marciais: Relação Sexual e Desempenho



No vídeo-pesquisa deste artigo, foram apresentados os resultados do estudo realizado para solucionar a seguinte questão: é verdade ou mito que praticar sexo antes de uma competição prejudica a performance? O escolhido como sujeito para pesquisa, foi o atleta de elite, peso pesado de Boxe Profissional, Cornelius Chris Byrd (já foi detentor de dois títulos mundiais).

Foram realizados testes para mensurar a força em exercícios não específicos (agachamento c/ salto e sobrecarga) e específicos (soco no saco de Boxe pesado) antes e após o atleta praticar sexo com sua esposa, Tracy. Além disso, foi realizado um teste cardiorespiratório não específico (no cicloergômetro ou "bicicleta estacionária"), para descobrir se haveria alteração na frequência cardíaca máxima apurada antes e após o sexo. Ainda, realizaram coletas sanguíneas para avaliar os níveis de testosterona ("Hormônio do homem"), antes e após a relação sexual.

Resultados e Conclusão (resumo)

1) Agachamento c/ salto e sobrecarga para mensurar a força de membros inferiores - antes do sexo: 411,3 kg / após o sexo: 411,7 kg;

2) Frequência Cardíaca Máxima atingida - antes do sexo: 180 batimentos por minuto (bpm) / após o sexo: mesma coisa, ou seja, 180 bpm;

3) Soco no saco de Boxe pesado - antes do sexo: 510 kgf / após o sexo: 590,7 kgf;

4) Testosterona - antes do sexo: 325 ng/ml / após o sexo: 462 ng/ml (aumento de, aproximadamente, 20%).

Em suma, os pesquisadores concluíram que sexo (desde que não seja em excesso) pode até melhorar o desempenho, pois auxilia no preparo do organismo do atleta para a próxima atividade.

Indagada pelos pesquisadores (desconfiados dos resultados) se o marido boxeador teria dado uma aliviada no desempenho sexual, Tracy foi categórica e disse que ele foi fantástico na relação. Como brincadeira, os apresentadores alegaram que o lutador além de herói, desbancou com essa pesquisa o mito de que sexo (em moderação) antes da luta pode atrapalhar o desempenho.

Leandro Paiva


P.S: Será que os resultados seriam os mesmo se, ao invés de sua esposa, ele fosse solteiro e tivesse se relacionado pela primeira vez com alguma mulher que conheceu na balada?

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Calendário do Jiu-Jitsu e Submission - 2010

Rafael Mendes: um dos atletas que mais se destacou em 2009. Venceu diversos campeonatos importantes de Jiu-Jítsu e Submission Wrestling.


Informe público: agenda divulgada dos principais campeonatos de Jiu-Jítsu e Submission que serão realizados em 2010.

Leandro Paiva



Janeiro


Campeonato Europeu de Jiu-Jitsu
Dias 28 a 31
Lisboa, Portugal
www.ibjjf.org

Seletiva Abu Dhabi Pro Costa Oeste
Dia 24
Santa Cruz, Califórnia, EUA
www.abudhabibjj.com

Seletiva Abu Dhabi Pro Costa Leste
Dia 31
Boca Raton, Flórida, EUA
www.nafafighters.com

Fevereiro

Pan Infantil de Jiu-Jitsu
Dias 27 e 28
Carson, Califórnia, EUA
www.ibjjf.org

Março

Long Island Pride BJJ
Dia 7
Flushing, Nova York, EUA
www.lipridebjj.com

Arizona Open BJJ
Dias 13 e 14
Mesa, Arizona, EUA
www.azsbjjf.com

Seletiva Abu Dhabi Pro Brasil
Dias 14 e 20
Brasil

Abril

Pan de Jiu-Jitsu
Dias 8 a 11
Irvine, Califórnia, EUA
www.ibjjf.org

Abu Dhabi Pro
Dias 15, 16 e 17
Abu Dhabi, Emirados Árabes

Sul-Brasileiro de Jiu-Jitsu
Dias 24 e 25
Brasil
www.ibjjf.org

Maio

America Cup
Dias 1 e 2
Los Gatos, Califórnia, EUA
www.usopenbjj.com

Brasileiro de Jiu-Jitsu
Dias 8, 9, 15 e 16
Brasil
www.ibjjf.org

Junho

Mundial de Jiu-Jitsu
Dias 3 a 6
Long Beach, Califórnia, EUA
www.ibjjf.org


Long Island Pride BJJ No-Gi
Dia 13
Long Island, Nova York, EUA
www.lipridebjj.com

Julho

Sudeste Brasileiro de Jiu-Jitsu
Dias 3 e 4
Brasil
www.ibjjf.org

Master & Senior de Jiu-Jitsu
Dias 22 a 25
Rio de Janeiro, Brasil
www.ibjjf.org

Rio Open
Dias 22 a 25
Rio de Janeiro, Brasil
www.ibjjf.org

Agosto

Americano de Jiu-Jitsu Sem Kimono
Dia 14
Las Vegas, Nevada, EUA
www.ibjjf.org

Setembro

Asiático de Jiu-Jitsu
Dias 11 e 12
Tóquio, Japão
www.ibjjf.org

Long Island Pride BJJ
Dia 12
Long Island, Nova York, EUA
www.lipridebjj.com

Brasileiro de Equipes de Jiu-Jitsu
Dia 25
Brasil
www.ibjjf.org

Outubro

US Open
Dias 15, 16 e 17
Santa Cruz, Califórnia, EUA
www.usopenbjj.com

Miami International Open
Dia 23
Miami, Flórida
www.ibjjf.org

Brasileiro Sem Kimono de Jiu-Jitsu
Dia 30
Rio de Janeiro, Brasil
www.ibjjf.org

Novembro

Sul-Americano de Jiu-Jitsu
Dias 20 e 21
Santa Catarina, Brasil
www.ibjjf.org

Fonte: www.graciemag.com
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Preview UFC 108: Presença de Thiago Silva

Vídeo-Trailer do UFC 108. Estamos na torcida pelo brasileiro Thiago Silva que, junto do atleta Jorge Patino "Macaco", participou de diversas passagens do livro Pronto Pra Guerra.

Leandro Paiva

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Visita à USP e Unicamp

Da direita p/ esquerda: Leandro Paiva, Emerson Franchini, Mônica Takito e pesquisadores da USP.



Da direita p/ esquerda: Leandro Paiva, Bernardo (futuro faixa preta de Judô) e Fabrício Boscolo Del Vecchio.


Como já havia ressaltado em outro post neste Blog, ando na correria em função do período de festas e, por isso, estou com sérias dificuldades para atualizá-lo. Dentro do possível, vou tentando entrar e atualizar como posso.

As figuras ilustram minha visita informal a amigos e, possivelmente, realizaremos alguns projetos juntos em 2010 e/ou 2011. São eles: Emerson Franchini (USP) e Fabrício Boscolo Del Vecchio (Unicamp). Ambos são considerados os maiores pesquisadores brasileiros de Lutas, Artes Marciais e Modalidades de Combate. Além disso, são respectivamente, líder e vice-lider do grupo de estudo e pesquisa em Lutas da USP. Publicaram em 2008 um livro sobre Preparação Física para Atletas de Judô. Estão com um livro excelente no prelo (em vias de publicação), também sobre o Judô. Aproveitei a oportunidade para fazer algo que já era para ter realizado há muito tempo: "peguei" o autógrafo dos dois (escreveram no próprio livro que eu tinha comprado, praticamente, um mês após ser lançado). Como sempre, cabe o lembrete para todos: Informação é Poder!

Leandro Paiva

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Ronaldo Jacaré é selecionado para Jogo

Ronaldo "Jacaré".

No Capítulo II do livro Pronto Pra Guerra, destaquei todas as possibilidades referentes ao MMA como negócio e, dentre elas, o crescimento das vendas de Jogos (Games) que reproduzem o cenário dos melhores eventos e os atletas de destaque.

Hoje, no Portal Terra, foi divulgado que o atleta Ronaldo "Jacaré" foi selecionado pelo estúdio EA Sports, do grupo Electronic Arts (EA), para integrar o jogo denominado "Mixed Martial Arts (MMA)". Jogo de luta que reunirá competidores de diferentes artes marciais em disputas de MMA (antigo Vale-Tudo). O jogo é direcionado para usuários de PS3 e X360. Será lançado na América, Ásia, Europa e Oceania em 2010.

Vale ressaltar que, a trajetória pessoal e profissional de "Jaca", foi totalmente exposta no Livro Pronto Pra Guerra, inclusive, com lições baseadas em suas convicções ("padrões comportamentais") e atestadas por pesquisas científicas, as quais, se qualquer indivíduo reproduzir, também poderá atingir o sucesso, baseado no pressuposto que sucesso é atingir o que se deseja e não somente fama e riqueza. Cada dia que passa, mais um degrau merecido Jacaré conquista. Afinal, somente por meio de convicções tão rígidas, conseguiu superar todos os obstáculos que a vida lhe impôs: de ex-flanelinha franzino a campeão internacional de Jiu-Jítsu, Submission e MMA.

Leandro Paiva

Fonte:
http://games.terra.com.br/interna/0,,OI4177806-EI1702,00.html

P.S: Informação que poucos sabem é que, para o ano de 2010, "Jaca" está praticamente fechado com uma grande agência de publicidade norte-americana. Responsável pela carreira publicitária de astros do basquete e futebol americano, será a primeira oportunidade para um atleta de MMA. Pelo carisma e sua história de superação, ele foi selecionado dentre diversos atletas norte-americanos e brasileiros.
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Para descontrair: Muay Thai

Vídeo muito engraçado para descontrair.

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Preparação Física MMA: Atenção aos detalhes

Este vídeo ilustra o treinamento de Gilbert Yvel para sua próxima luta no evento UFC. Em diversas passagens do livro Pronto Pra Guerra , exemplificamos com exercícios nos quais são reproduzidas situações de "ground and pound", ou seja, o atleta desferindo golpes posicionado por cima do adversário, em diversas situações. O detalhe observado no treinamento de Gilbert Yvel, ocorre exatamente após 3 minutos e 9 segundos do vídeo. Nesse período, ele desfere golpes sobre o boneco no solo, tudo cronometrado.

O "pulo do gato", que pode ser utilizado tanto referente ao preparo físico como no preparo técnico de atletas de MMA, é que, ao invés de o boneco ficar estático e o lutador desferindo golpes, um companheiro de treinos manipula extensivamente o boneco para simular situações de escapada ou mesmo movimentações no solo, típicas de lutadores que se encontram por baixo nesta situação. Portanto, mais um detalhe relevante que pode ser incorporado à prática do treinamento. Vale lembrar que, no Brasil, em muitos centros de treinamento não é encontrado o boneco, sendo substituído muitas vezes por um companheiro de treino ou técnico segurando manoplas ou mesmo pelo saco de Boxe pesado.

Leandro Paiva

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Treinamento Funcional e Superação nas Lutas

Apesar de ser um vídeo cinematográfico, pelo que apuramos, o ator e praticante de Boxe, Sylvester Stallone, realmente realizou treinamento funcional com intuito de preparo físico. Dentre as principais tendências do fitness, que pode ser bem empregada nas lutas, está o treinamento funcional. Historicamente, os exercícios iniciais do que denominamos de Treinamento Funcional já eram utilizados para melhoria do desempenho pelos atletas gregos nos primórdios dos Jogos Olímpicos. Além disso, na Roma antiga, era utilizado pelos gladiadores. O método tem como diferencial a convergência de diversas valências físicas (Equilíbrio; Força; Flexibilidade; Resistência; Coordenação; Velocidade), tal como ocorre, por exemplo, em um combate de MMA, no qual observamos a alternância dessas valências (ou realização em conjunto), em vez de a utilização isolada de uma delas. O fato é que esse tipo de treinamento se traduz nas lutas (se bem planejado e executado) na "produção" de movimentos mais eficientes. Os principais movimentos que constam no método são: abaixar, puxar, empurrar, agachar, avançar, levantar e girar.

Além do treinamento funcional como "pano de fundo" neste vídeo, constam informações relevantes sobre algo que pode determinar a persistência ou desistência do atleta na carreira de lutador: a derrota. De fato, vencer e perder faz parte do esporte. Como o indivíduo percebe isso (motivação para melhorar e corrigir eventuais falhas ou apenas como terrível frustração pessoal e profissional) e dá continuidade ou não, pode ser melhor dimensionado e canalizado com auxilio de preparo psicológico adequado (direcionado pelo psicólogo e/ou pelo treinador) e, também, com boa dose de inteligência e sensatez individual. Em suma, o vídeo traz boas orientações motivacionais sobre a temática "derrota" e como superá-la.

Leandro Paiva

Observação: No livro Pronto Pra Guerra, são observados diversos exercícios classificados como funcionais. Além disso, são apresentadas informações de como proceder diante de alguma eventual derrota do lutador.

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Amigos leitores...

Ronaldo Jacaré, Leandro Paiva e Fabrício Boscolo Del Vecchio.

Amigos, venho por meio deste post, informar que, em função das festas de Natal e Reveillon, não vou conseguir atualizar este Blog diariamente e sim, de duas a no máximo 3 vezes por semana. Simplesmente, não estou conseguindo acessar com tempo hábil. Apesar de estar de "férias", estou com tudo corrido, pois não estou mais em Manaus (só devo voltar meados de Janeiro ou Fevereiro). Nesse momento, encontro-me em Campinas, pois vim visitar meu amigo pessoal, co-autor de um dos capítulos do livro, Prof. Dr. Fabrício Boscolo Del Vecchio (Unicamp). Ontem, estive na USP, onde fui super bem recebido pelo Prof. Dr. Emerson Franchini. Ambos são os maiores pesquisadores brasileiros de Lutas, Artes Marciais e Modalidades de Combate. Podem esperar coisas boas em 2010... Minha e deles e, de repente, nossa também. Voltando para o RJ para o Natal e Reveillon, estou agendado para visitar meus amigos Ronaldo Jacaré, Rogério Camões, Ricardo Arona e familia e, por fim, o Mestre Paquetá.

No mais, soube hoje que, no dia do Natal (sexta-feira - 25/12), após o Sportv News (23:30), no Canal Sportv (Globosat) - programa Sensei Sportv -, será exibida entrevista comigo, abordando o livro e diversos aspectos da preparação de lutadores. Tem reprise à noite no Sportv e Sportv 2.

Não Percam!!!

Grande Abraço

Leandro Paiva

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Jacaré vence mais uma no MMA



Vídeo em alta resolução da última luta do meu amigo (e sujeito de pesquisa) tetra campeão mundial absoluto de Jiu-Jítsu, Ronaldo Jacaré (1x faixa roxa, 1x faixa marrom, 2x faixa preta) e o medalhista em Jogos Olímpicos, Matt Lindland (Luta Olímpica - Wrestling), no evento de MMA Strikeforce Evolution, realizado nos Estados Unidos em San Jose - Califórnia.

Estreante no evento, Jaca mostrou boa trocação, mas ganhou do medalhista olímpico no primeiro round por finalização (após quase finalizar com armlock e uma chave de omoplata, definiu com katagatami em pouco mais de 4 minutos de luta). Vale lembrar que ele já havia finalizado o norte-americano no Campeonato Mundial de Submission Wrestling (ADCC) em 2003. Atualmente, com 11 vitórias e duas derrotas no cartel, é um dos principais candidatos ao título dos médios (84kg) do StrikeForce, cotado nos bastidores para uma próxima luta contra outro ex-atleta olímpico, o temido Dan Henderson.

Leandro Paiva


Fontes:

1) www.tatame.com.br

2) http://gustavonoblat.blog.terra.com.br

3) www.meiaguarda.com.br

4) www.graciemag.com

Observação: Ressaltamos que no livro Pronto Pra Guerra, desvendamos todos os segredos relacionados ao preparo físico e técnico-tático de Jacaré.

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Vencer nas Lutas, Artes Marciais e Modalidades de Combate: fatores motivacionais.

Perfeito este vídeo! Instruções motivacionais com lições para as lutas e para a vida. Manual prático para qualquer gladiador moderno. Atletas de MMA, dentre outras modalidades, serão beneficiados se prestarem atenção às informações transmitidas.

Leandro Paiva

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A ciência das artes marciais: Golpe Baixo



No vídeo desta postagem é apresentada uma pesquisa inédita, realizada com intuito de verificar com quantos quilograma-força (Kgf), um lutador de categorias mais leves do Boxe pode atingir com um golpe baixo o adversário. Além disso, explica o que ocorre com o corpo do atleta logo após um impacto de relevante magnitude nessa região.


Conclusões (resumidas)

O mexicano Abner Mares (boxeador profissional e atleta olímpico de Boxe), atingiu o modelo antropomórfico híbrido (boneco de testes) com socos de até 176 kgf. Logo após, os pesquisadores ressaltaram sobre o que ocorre quando um impacto desses atinge a "região baixa" do atleta (pênis e testículos). Ao atingir os testículos, em frações de segundos, é iniciada uma reação em cadeia conduzida pelo sistema nervoso central "sinalizando" para o cérebro, que por sua vez retransmite-os causando "colápso" momentâneo com fortes dores agudas na região estomacal, podendo irradiar-se até o tórax.

Leandro Paiva

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Ultima entrevista de Arona antes da cirurgia no joelho

Última entrevista de Ricardo Arona antes da lesão decorrente de sua luta no evento de MMA Bitetti Combate, no qual foi vencedor. Fala de Dana White, Fedor, Wanderlei, de sua amizade com Minotauro e muito mais. Lembrando que ele realizou cirurgia no joelho há exatas 2 semanas e passa bem.

Leandro Paiva




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A ciência das artes marciais: Emelianenko Fedor




Apesar de anunciar em outro artigo neste Blog o fim da série "A Ciência das Artes Marciais", encontrei outras pesquisas interessantes. Portanto, está de volta. Postarei pelo menos um semanalmente ou quinzenalmente. Infelizmente não estão em Português. Dentro do possível, complementarei as informações para auxiliar os leitores.

Voltando ao tópico deste artigo, além do vídeo-pesquisa sobre o estudo realizado para descobrir a força de Fedor no golpe "mata-leão", mais adiante informo sobre dados estatísticos não publicados de ações técnico-táticas realizadas por ele especificamente no segmento de projeções (quedas).

O estudo apresentado no vídeo foi organizado pelo canal norte-americano Fox Sports, pelos produtores do programa Fox Sports Science. Nele, Fedor aplicou o golpe de finalização conhecido como "mata-leão" no modelo antropomórfico híbrido (boneco de testes).

O boneco foi equipado com sensores de pressão para que fosse mensurada a força empregada nesse estrangulamento. Além disso, os pesquisadores resolveram submeter os dados a uma comparação bizarra: uma cobra constrictora (não venenosa). Fedor atingiu 227,3 kgf e a cobra "somente" 18,2 kgf. Além de bizarra, a comparação é para lá de imprópria, mas tudo bem, pois valeu pelos dados de Fedor. Pode ser considerado como um estudo de caso de um atleta de superelite de MMA. Ainda, os pesquisadores concluíram que apenas 3 segundos e 18 kgf, seriam suficientes para um indivíduo comum (não atleta) desfalecer.

Em referência ao estudo realizado para identificar as ações técnico-táticas de Fedor, quanto ao segmento de projeções (quedas), seguem os dados:

Em 30 lutas analisadas, Fedor projetou seus oponentes 55 vezes. Essa quantidade pode ser subdividida em:

- 41 projeções segurando o oponente da cintura pra cima (a maioria partindo do clinch);

- 12 "projeções" invertidas: tentativas de projeção dos adversários que ele reverte e cai por cima;

- 2 projeções pela entrada em uma das pernas (Single Leg).

Observação: Em 15 vezes ele obteve eficácia na utilização de Sprawl (defesa de queda).

Fedor foi projetado apenas 15 vezes (Lazarev, Arona 2x, Haseman 2x, Fujita 1x, Coleman 4x, Randleman 2x, Minotauro 1x, Hong Man Choi 2x), subdivididas em:

- 5 projeções sendo agarrado da cintura para cima;

- 2 projeções pela entrada nas duas pernas (Double Leg). Obs.: Nas duas vezes, quem derrubou foi Ricardo Arona;

- 6 projeções pela entrada em uma das pernas (Single Leg);

-2 "projeções" invertidas (tentativas dele revertidas pelos adversários).

Observação: Não conseguiram realizar Sprawl eficientemente para se defender dele.


Leandro Paiva



Fonte: http://www.sherdog.net/forums/f61/fedor-takedown-analysis-791085/

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Reconhecimento do Mixed Martial Arts

Para ele não tem tempo ruim: Fedor encarou com naturalidade a diferença de tamanho para o Coreano Hong Man Choi. Ganhou a luta por finalização (chave-de-braço).

Em outro artigo neste Blog havia ressaltado sobre o patamar que o MMA está atingindo em todo mundo. No livro Pronto Pra Guerra, profetizei sobre esses acontecimentos. Apesar de o livro ter sido publicado em 2009, já tinha percebido a configuração de tudo que está ocorrendo há mais de três anos, período em que escrevi boa parte do Capítulo II - A luta como negócio. Desse modo, encarei com naturalidade a notícia de que o lutador russo Emelianenko Fedor, foi eleito num pleito em que houve mais de 500 mil participações, como o atleta do ano na Rússia. Fedor ganhou na categoria individual masculina e será premiado por isso. Vale ressaltar a tradição que o país tem nos esportes: diversos medalhistas olímpicos, muitos em modalidades de combate. Portanto, dentre 43 modalidades (Jogos Olímpicos), além de dezenas de outras que não constam nos Jogos, um atleta de MMA ser escolhido, não é pouca coisa.

Leandro Paiva
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Intheguard TV: Entrevista de Leandro Paiva



Vídeo com o autor do livro "Pronto Pra Guerra"
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Preparação física no Mixed Martial Arts - Potência de membros superiores

Em artigo anterior neste Blog, apresentamos um vídeo, no qual constava o trabalho de preparação física com intuito de potência do lutador Lyoto Machida. No entanto, era específico para membros inferiores, apresentando respostas nesse contexto, ou seja, direcionado a golpes como chutes, joelhadas, caneladas, etc. No vídeo deste artigo, apesar de no início constar treinamento de agilidade e coordenação intercalado com golpes, na sequencia é apresentado o trabalho de potência muscular para membros superiores. Lyoto Machida realiza arremesso de bola medicinal intercalando com socos. Além disso, flexões de braço pliométricas (com saltos) seguido de socos. Esse trabalho é de relevância primordial para atletas de elite que desejam aumentar a força e velocidade nesses golpes.

Leandro Paiva

Observação: No livro Pronto Pra Guerra, apresentamos outros exemplos de exercícios de potência para membros inferiores e superiores. Além disso, a melhor forma de organizá-los (periodização) de acordo com a aptidão individual do atleta.

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Somente a preparação física garante maior potência nos golpes?

Rodrigo Minotauro.

Há o mito por parte dos atletas de modalidades de combate e lutas de que o preparo físico seja o diferencial no alto rendimento. Em artigo anterior, informamos que, pelo menos no caso do Jiu-Jítsu, essa afirmação pode não condizer com os achados de pesquisas.

Além disso, foi observado em estudo (Neto et al., 2008) que o aperfeiçoamento da execução da técnica é fundamental para a eficiência do gesto esportivo. Nele, foi comparada a eficiência do soco entre novatos e experientes. Foi verificado que a potência muscular correlacionava-se com a potência de impacto do golpe no grupo de praticantes experientes, mas não nos novatos. Esse resultado sugeriu a necessidade de aprimoramento técnico para transferência da força muscular em potência do golpe. Em suma, pode ser que seja muito mais significativo quando se realiza o trabalho de preparo físico com as técnicas já dominadas e realizadas eficientemente pelo atleta, em função da eficácia biomecânica, gerando, consequentemente, economia de energia.


Leandro Paiva

Referência: Neto, O.; Magini, M.; Saba, M.; Pacheco, M. Comparison of force, power, and striking efficiency for a Kung Fu strike performed by novice and experienced practitioners: preliminary analysis. Perceptual & Motor Skills, v.106, n.1, p.188-96, 2008.
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Preparação Física MMA: Lyoto - Shogun

Neste vídeo, em sua preparação prévia para a luta contra Maurício Shogun, observamos Lyoto Machida realizando trabalho de potência. Quando o atleta realiza treinamento pliométrico (saltos) e conecta logo após com chutes, por exemplo, aumenta a velocidade e força nesses golpes (Potência = Força x Velocidade). Além disso, verificamos a enorme velocidade com que Lyoto desfere os golpes (Velocidade = Massa x Aceleração). Logo após, no mesmo vídeo, realiza treinamento de agilidade e coordenação agregando exercícios específicos.

Leandro Paiva

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Preparação Física MMA: Shogun - Lyoto

Trabalho de Força Máxima realizado por Shogun no período anterior ao combate contra Lyoto Machida. Em outro artigo neste Blog, já havia demonstrado a realidade no trabalho de Força Máxima nas lutas e a necessidade de o atleta se superar utilizando sobrecarga elevada. De fato, esse trabalho é básico no alto rendimento; contudo, quando bem planejado constitui relevante base fisiológica e mecânica para outros treinamentos como Potência, Potência-Resistência e/ou Resistência Muscular (Ex: Circuito).

Leandro Paiva

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Preparação Física MMA

Meu amigo "Paulada" realizando trabalho de preparação física para o MMA. Circuito com exercícios específicos. Só um detalhe não ressaltado neste vídeo: Paulão tem uma das "pegadas" mais fortes que já vi. Muito provavel que seja decorrente de seus longos anos como atleta de elite de Judô. Certa vez, quando ministrava trabalho de preparo físico para Emyr "Tubarão" (ATT) em Niterói - RJ, ele veio acompanhá-lo e, de brincadeira numa aposta com a galera, o vi ficar pendurado na Barra Fixa por quase 10 minutos. Um mutante! Outro detalhe que pode ter passado desapercebido para os menos observadores: o treinamento técnico-tático de Boxe (quase no final do vídeo) na curta distância, respeitando o fato de ele não ter boa envergadura e ser especialista em projeções (Wrestler) e técnicas de solo (Grappler). Desse modo, poderia encaixar o clinche mais facilmente para projetar o adversário. Evolução no preparo técnico: técnicas de Boxe com direcionamento para o MMA, respeitando a individualidade biológica do atleta e suas habilidades técnicas específicas.

Leandro Paiva

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Perfil dos lutadores de MMA

Psicologia da porrada: pouca gente sabe, mas o ex-campeão do UFC, Rashad Evans (à direita, de calção verde escuro), é graduado em Psicologia. Trocou o consultório pela grade do UFC.


Infelizmente o MMA ainda encontra focos de resistência contra o esporte, quer seja no Brasil ou nos Estados Unidos. Além da repugnância pelos combates em si, muitas vezes os que são contra gostam de apresentar argumento que para um atleta se "prestar" a participar de um esporte "brutal" como o MMA, é porque não deve ter tido outra alternativa na vida ou mesmo gostar de estudar. Será que estão certos?

Para verificar essa hipótese, dentre outras, o professor de criminologia da Universidade de Illinois e pesquisador, o norte-americano Ryan Williams - fã do esporte -, estudou por um ano o perfil de 28 atletas de elite de MMA nos Estados Unidos que é, atualmente, o país com a maior e mais concorrida indústria de entretenimento relacionada a esse esporte. Os resultados foram surpreendentes:

* Apenas um lutador não tinha concluído o ensino médio. Dois tinham mestrado. A maioria tinha pelo menos alguma educação universitária;

* A grande maioria dos atletas eram brancos;

* Os atletas não se consideravam bandidos nem tampouco criminosos e sim profissionais de Mixed Martial Arts;

* Ao contrário do Boxe, que atrai muitos de seus adeptos de locais conhecidos pela pobreza e criminalidade, no MMA, os atletas em sua maioria eram constituintes da classe média.

Baseado nesses dados, o autor concluiu seu estudo afirmando que o MMA é um esporte de risco e elevada adrenalina, mas que os atletas canalizavam em competições, não havendo problemas com a lei em sua grande maioria. Além disso, observou que a repugnância contra o esporte vem diminuido drasticamente, desde que evoluiu e estabeleceu um conjunto de regras que reduziram as possibilidades de violência marcada por traumas físicos e/ou excesso de sangue. Ainda afirmou: "O esporte em si não é tão violento quanto as pessoas pensam que é".

Para finalizar, Williams apresentou sua reflexão: "A estratégia de marketing é fazer as pessoas sentirem medo de tal modo, que mal conseguem entrar na sala para assistir. A impressão que fica é: "o MMA é violento". Entretanto, na prática a situação é bem diferente, como boa parte dos lutadores afirma: "mesmo se eu quisesse, as regras não permitiriam."

Leandro Paiva


Referência: Williams, R. A Good Clean Fight: Managing Tension Balance in Mixed Martial Arts Fighting. In: Annual Meeting of North American Society for the Sociology of Sport, Pittsburgh, Pennsylvania, USA, 2007.
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Novo golpe no Jiu-Jitsu?

Quando acreditamos já ter visto de tudo no esporte - apesar de evoluir eventualmente com intermitência por meio de "novas" posições ou golpes -, eis que surge novidade relacionada aos golpes de finalização. Apresentamos no vídeo, pasmem, a finalização "Banana Split".

Leandro Paiva

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Pré-História do Jiu-Jitsu Brasileiro

Vídeo clássico com mestres japoneses

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Preparação física Judô e Jiu-Jitsu

Este vídeo é literalmente um clássico. Masahiko Kimura, um dos poucos a conseguir vencer o saudoso e valente Hélio Gracie. A chave articular apelidada de "Kimura" no Jiu-Jítsu, é um referencial atribuído a ele. Na filmagem, podemos observar que naquele período (quase 50 anos atrás), os japoneses já realizavam preparação física mais rigorosa e específica que os brasileiros. Pode ser que isso tenha sido o diferencial na luta dele contra o Mestre Hélio. Além disso, a vantagem do peso, pois Kimura era quase 15 kg mais pesado que o Gracie.

Leandro Paiva

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A ciência das artes marciais II


Com esse vídeo-documentário, que também é registro de pesquisas científicas inéditas encerro, por enquanto, a série: "A Ciência das Artes Marciais" neste Blog. Para quem não acompanhou as publicações anteriores, basta clicar abaixo:

1) A Ciência das Artes Marciais: o MMA

2) A Ciência das Artes Marciais: Forças de elite

3) A Ciência das Artes Marciais: Defesa Pessoal

Leandro Paiva

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Perda de peso: possível causa de derrotas no UFC?



Prática enraizada na cultura das lutas, desde que surgiram as divisões de categorias por peso, é a perda de peso (gradual ou rápida) por boa parte dos atletas de elite. Em outro artigo neste blog, versei sobre estatísticas atualizadas relacionadas a essa prática. É bem divulgado na mídia especializada e pela literatura científica que os métodos podem causar desidratação, sobrecarga ao aparelho cardiovascular, perda de proteína corporal, eletrólitos, vitaminas, etc.

Em diversos estudos verificou-se o impacto negativo dessa prática sobre o desempenho. Contudo, a literatura científica não é conclusiva, pois em algumas pesquisas observou-se que a capacidade de desempenho não alterou em decorrência dos meios e métodos utilizados com intuito de perder "peso". Portanto, não existe um consenso sobre os efeitos agudos da perda de peso em atletas de modalidades de combate. Vale ressaltar que, em boa parte desses estudos, os métodos utilizados foram prescritos pelos pesquisadores não "respeitando" o método que cada lutador em particular preferia. Desse modo, os resultados podem ter sido influenciados pelo fato de que os indivíduos foram instruídos a seguir um delineamento experimental que não lhes permitiram utilizar a abordagem que eles estavam acostumados e que já haviam praticado.

Para realizar um estudo (Ööpik et al., 2008) condizente com a realidade dos atletas, um grupo de pesquisadores verificou os métodos de perda de "peso" que cada atleta realizava individualmente, de acordo com pressupostos e escolhas individuais. Eles foram instruídos a não utilizar fármacos e manter registros diários de sua alimentação em um diário. Participaram do estudo dezessete atletas de elite em excelentes condições de saúde (12 atletas de Luta Olímpica e 5 Karatecas).

O principal objetivo foi avaliar se os métodos selecionados por eles diminuiria o desempenho muscular e a resposta metabólica em exercício intermitente (com interrupções) de 3 minutos de duração (similar aos esforços realizados no UFC). Os testes para avaliar o desempenho muscular foram realizados duas vezes: antes dos procedimentos para perda de peso (teste 1) e após 3 dias (teste 2) já com a massa corporal reduzida.

Resultados:

* Em média, os atletas reduziram 5% da massa corporal no prazo de 3 dias;

* Essa perda foi conquistada por uma redução gradual no consumo de alimentos e fluidos, além de visitas por breve período a sauna com intuito de transpiração;

* Os dados nutricionais baseados nos registros dos lutadores indicaram baixa ingestão calórica diária e restrição de carboidratos.

Conclusões:

O principal achado no estudo, foi que os lutadores diminuiram o rendimento no segundo teste (teste 2), quando comparados os resultados com o primeiro (teste 1). Os dados sugeriram que os métodos selecionados pelos atletas causavam impacto negativo sobre a capacidade de resistência muscular, mesmo se utilizados por breve período. Dentre outros, o principal fato relacionado a isso foi a restrição no consumo de carboidratos, contribuindo para diminuição da capacidade de resistência muscular em exercícios intermitentes de elevada intensidade por período de 3 minutos.

Concluo esse artigo com a constatação de que, possivelmente, a perda rápida de "peso" esteja vitimando alguns atletas do UFC à derrota em boa parte pela falta de conhecimento e/ou manipulação inadequada dessas práticas do que pelas habilidades técnicas superiores do adversário. Salientamos que no UFC são 3 rounds de 5 minutos com 1 min de intervalo entre eles, com exceção das disputas pelo título em que o número sobe para 5 rounds. Apesar de o estudo que apresentei para reforçar minha linha de raciocínio não ter sido realizado com lutadores de MMA, pode ser entendido como referencial, até mesmo pelo fato de serem comuns essas práticas entre atletas de diferentes modalidades de combate. Nele, verificou-se diminuição da resistência dos lutadores em atividades intermitentes intensas de apenas 3 minutos. Imagine no UFC, onde os rounds são de 5 minutos...

Leandro Paiva


Referência: Ööpik, S.; Pääsuke, M.; Ereline, L. Acute effects of self-selected regimen of rapid body mass loss in combat sports athletes. Journal of Sports Science and Medicine, v.7, p.210-217, 2008.

Observação: No livro Pronto Pra Guerra, apresento diversas informações sobre os meios e métodos de perda de "peso" utilizados por lutadores, além das posibilidades de amenizar os riscos (quando possível) relacionados a essas práticas.
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Premonição nas lutas

Trocando farpas: Chuck Liddell versus Wanderlei Silva. Seria possível prever antes de ter ocorrido o resultado dessa luta?

Um dos principais motivos alegados pelos fãs de 54 países para o fato de gostar de assistir eventos de MMA, é a imprevisibilidade, ou seja, a emoção de descobrir o vencedor somente quando a luta termina. Sob esse contexto, tudo pode acontecer. No livro, apresentei informações completas do estudo mais abrangente já realizado para identificar os telespectadores e tentar entender porque gostam tanto de assistir eventos de MMA. Assim como muitos fãs do esporte, sempre me questionei: será que dá para descobrir quem será o campeão antes de o evento ocorrer. Pela ordem natural das coisas, provavelmente não, afinal cada atleta tem 50% de chances de ser vencedor. Entretanto, pelo menos no caso do Boxe Profissional, uma pesquisa recente foi realizada com esse intuito e os autores apresentaram indícios de que é possível sim, tentar antever com mais precisão o resultado de um combate. Para isso, analisaram registros da carreira de 739 boxeadores profissionais do sexo masculino que participaram de competições realizadas nos Estados Unidos. Baseados em análises estatísticas chegaram às seguintes conclusões:

1) Além do número total de vitórias e derrotas, o sucesso em um combate anterior foi considerado fator preditivo de vitória na próxima luta;

2) A realização prévia de um combate contra um oponente em particular ou em um local onde lutou anteriormente poderiam ser relacionados a maior probabilidade de vitória se o adversário fosse o mesmo novamente e/ou a luta ser realizada no mesmo local.

Leandro Paiva

Referência: Warnick, J.; Warnick, K. Specification of variables predictive of victories in the sport of boxing: II. Further characterization of previous success. Perceptual and Motor Skills, v.108, n.1, p.137-138, 2009.

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O negócio Mixed Martial Arts – MMA


No livro Pronto Pra Guerra, dediquei um capítulo inteiro (Capítulo II) enfatizando a luta sob outro contexto: como negócio. Narrei fatos antigos e contemporâneos que justificam a luta como negócio, com informações desde o surgimento como forma legítima de desenvolvimento bélico pelo homem primitivo. Além disso, profetizei sobre o que aconteceria (e já está acontecendo!) com as modalidades enfatizadas no livro, com destaque para o MMA. Nessa semana tive conhecimento de 2 fatos que reforçaram a minha tese proposta nesse capítulo. O primeiro, foi a escolha do lutador Lyoto Machida como um dos 100 brasileiros mais influentes em 2009 pela revista época. O segundo, o crescimento do MMA nos cinco continentes, possibilitando, por exemplo, a escolha de astros do MMA mundial para estrelar comerciais de grandes empresas. Apostem: vem muito mais por aí. Que venha 2010!

Leandro Paiva


Seguem os comerciais:

1) Estrelado pelo lutador russo de MMA, Fedor Emelianenko



2) Estrelado pelo lutador coreano de MMA, Hong Man Choi

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Orelha de couve-flor diminui a audição?

O lutador Japonês de MMA Baret Yoshida e sua deformidade permanente (orelha de couve-flor).

Em outro artigo neste Blog, ressaltei sobre a possibilidade de uma nova técnica emergencial aplicada em atletas de elite de MMA, em que os autores relataram sucesso em 100% dos pacientes tratados, evitando deformidades permanentes na orelha. Decidi me aprofundar novamente sobre o tema, com intuito de esclarecimentos complementares ao artigo anterior.

Vou concentrar as informações em 3 aspectos: 1) Explicar melhor as causas da deformidade; 2) Informar sobre a prevalência em atletas de Luta Olímpica e Jiu-Jítsu; 3) Elucidar sobre a hipótese de a "orelha de couve-flor" diminuir a audição.

Em referência ao primeiro aspecto: a situação inicial decorre em função de trauma no pavilhão auricular (orelha externa) e, por isso, é denomidado comumente na literatura médico-científica de Hematoma Auricular (Safran et al., 2002). O hematoma localiza-se sob o pericôndrio (camada de tecido conjuntivo ao redor da cartilagem da orelha), separando-o da cartilagem. Em lutadores, é comum a inflamação do pericôndrio em função do trauma, sendo denominado de Pericondrite, no qual, geralmente, causa acúmulo de pús entre essa camada de tecido e a cartilagem da orelha. Em suma, o pericôndrio é responsável pela "nutrição" da cartilagem e um processo inflamatório nesse nível pode conduzir à necrose por falta ou diminuição de suprimento sanguíneo, ocasionando reação fibrosa severa (formação de "nova" cartilagem) e posterior deformidade permanente do pavilhão auricular, conhecida popularmente como orelha de couve-flor.

Quanto ao segundo aspecto, ou seja, prevalência da deformidade entre atletas de Luta Olímpica e Jiu-Jítsu, foi observado que, aproximadamente, 40% dos atletas de Luta Olímpica apresentavam a deformidade (Safran et al., 2002) enquanto que, entre os lutadores de Jiu-Jítsu, esse índice caia para 30% (Viveiros et al., 2006). Nos atletas de Luta Olímpica, o trauma que originava o hematoma era relacionado principalmente às técnicas de projeção, enquanto que no Jiu-Jítsu, não é associado a nenhuma técnica em particular, mas sim das próprias características de constante contato corporal da modalidade (Ide & Padilha, 2005).

Quanto à hipótese de a orelha de couve-flor diminuir a audição, foi realizado um estudo no qual foram avaliados 20 praticantes de Jiu-Jítsu. Foi verificado que 25% dos lutadores tinham dificuldades para ouvir ao telefone, 20% tinham dificuldades para ouvir sons, 20% relataram dificuldades para ouvir rádio ou televisão, 35% apresentaram zumbido e 30%, tontura. Todos apresentaram resultados da avaliação audiológica dentro dos padrões de normalidade. Os autores concluíram que os golpes e as pancadas na região da cabeça podem provocar zumbido, tontura e deformidades de pavilhão auricular; entretanto não alteram a audição.

Leandro Paiva

Referências:

1) Ide, B.; Padilha, D. Possíveis lesões decorrentes da aplicação das técnicas do Jiu-Jitsu esportivo. Revista Efdeportes, ano 10, n.83, 2005;

2) Viveiros et al. Características auditivas dos lutadores de Jiu-Jítsu. Revista Científica de Ciências da Saúde da Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina, 2006;

3) Safran, M. et al. Manual de medicina esportiva. Barueri: Editora Manole, 2002.


Observação: No livro Pronto Pra Guerra, são observadas informações complementares a esse artigo. Inclusive, referências históricas da observação de orelha de couve-flor em lutadores.

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Jiu-Jitsu e ansiedade

Bibiano Fernandes: com frequência apresenta estado emocional calmo antes do combate iminente.

De modo geral, na literatura científica na área de Psicologia do Esporte, encontramos informações nas quais se observa que a ansiedade nas lutas, quando moderada, é até desejável. O que ocorre é que níveis moderados de ansiedade aumentam o estado de alerta do atleta, aumentando o foco, atenção e concentração. Esses estados são correlacionados a melhor desempenho e, por isso, os lutadores devem ser ensinados para perceber que nível moderado de ansiedade é, de fato, boa condição para o(s) combate(s) que se aproxima. Entretanto, situação totalmente inversa pode ser observada no caso de ansiedade excessiva (denominada de ansiedade somática), principalmente quando acentuam os sinais físicos em resposta à ansiedade. Geralmente se observam sinais como: aceleração excessiva e/ou repentina dos batimentos cardíacos, aumento da pressão sangüínea, aumento da tensão muscular, dificuldades respiratórias, sudorese excessiva, enjôos e náuseas. O período pré-competitivo pode influenciar diretamente o atleta, pois eleva alguns estados subjetivos promovendo reflexão, auto-avaliação, comparações, pré-julgamentos em relação ao(s) adversário(s) e problemas a serem superados. Nesse contexto, podem surgir inseguranças, receios, convicções e/ou certezas que são responsáveis pela manifestação do estado de ansiedade positiva ou negativa.

No livro Pronto Pra Guerra, apresentamos informações advindas de estudos realizados com atletas de Jiu-Jítsu, MMA, Judô, Luta Olímpica, além de outras modalidades, sobre a influência da ansiedade logo antes de o lutador entrar para competir, também denominada de ansiedade pré-competitiva. Nessas pesquisas, foi observado algo surpreendente: a ansiedade pré-combate era algo discriminante, ou seja, os atletas que reportaram estado emocional calmo antes de competir, em geral, obtiveram classificação de primeiro lugar. Os que reportaram estado de ansiedade excessiva, obtiveram classificação de segundo e terceiro lugares, ou mais atrás ainda (quarto, quinto, etc.).

Em estudo recente (Bernardi, 2009), foi investigado o nível de ansiedade em atletas de Jiu-Jítsu pré-competição. A pesquisa foi realizada com 32 atletas, sendo 7 do sexo feminino e 25 do sexo masculino. Para diagnosticar o nível de ansiedade durante a competição, foi utilizado um teste de ansiedade. Verificou-se que desse total de 32 atletas, 34% demonstrou nível de ansiedade mínimo, 38% apresentou nível leve, 25% nível moderado e 3% nível grave de ansiedade. Baseado nisso, percebemos que a maioria dos lutadores entrevistados apresentaram nível leve de ansiedade. Acreditamos que, possivelmente, esses resultados poderiam ser diferentes se o autor desse estudo aplicasse o teste antes de os atletas entrarem para competir, ao invés de realizar dias após, com menos influência de toda "pressão" observada no local de competição. Entretanto, o fato de a maioria dos atletas apresentarem níveis leves de ansiedade pode ser creditado também ao "ritmo" constante de participação em competições, ou seja, eles já estavam mais familiarizados com as situações competitivas, gerando menos situações de estresse relacionadas às competições.

Leandro Paiva

Referência: Bernardi, M. Nível de ansiedade em atletas de jiu-jitsu pré-competição. Pesquisa apresentada no Centro de Filosofia e Educação da Universidade de Caxias do Sul, 2009.


Observação: No livro Pronto Pra Guerra, além dos estudos citados neste artigo, relacionando ansiedade pré-competitiva e atletas de Jiu-Jítsu, MMA, Judô, Luta Olímpica, etc., apresentamos explicações acerca do trabalho de preparação psicológica, no qual o atleta é ensinado e estimulado para realizar rotina psicológica individual. Dentre outros, destaque para: mentalizações, concentração mental e regulação no nível de estresse.
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Defesa Pessoal - Self Defense



No vídeo desta postagem, apresento mais uma sequência de estudos da série "A Ciência das Artes Marciais". Dessa vez, abordando com profundidade outra via explorada pelos técnicos e praticantes de luta: "A Defesa Pessoal" ou auto-defesa. Para enriquecer ainda mais este post, adicionei o link de um artigo clássico sobre conceitos básicos, escrito por um oficial da Escola de Educação Física do Exército, cuja conjectura, em parte, encontra-se atualizada até os dias de hoje.

Leandro Paiva
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Lutadores: estatísticas atualizadas sobre "perda de peso"


Esse artigo ainda nem foi publicado, pois foi aceito para publicação somente em 2010. Entretanto, tivemos acesso em primeira mão e, desde já, ressaltamos o excelente trabalho apurado. Foi baseado no estudo realizado pelos amigos, integrantes do maior grupo de pesquisa do Brasil e um dos maiores do mundo: o grupo de pesquisas em Lutas, Artes Marciais e Modalidades de Combate da USP. São liderados pelo Prof. Emerson Franchini e pelo více-lider e co-autor de um dos capítulos do livro Pronto Pra Guerra, meu amigo pessoal, Prof. Fabrício Boscolo Del Vecchio. Vale ressaltar que ambos são autores de um livro excelente que aborda a Preparação Física para atletas de Judô.

Voltando ao artigo, nele, procuraram identificar a prevalência, magnitude e métodos de "perda de peso" entre atletas de modalidades de combate. Participaram da pesquisa, no total, 607 homens e 215 mulheres. Todos atletas de Judô. Preenchiam um questionário, no qual forneciam dados para que fosse avaliada a rápida "perda de peso". Oitenta e seis por cento dos atletas relataram que já "perderam peso" para competir. Quando os atletas da categoria pesado eram excluídos dos dados, esse percentual subia para 89%. A maioria dos atletas relatou reduções de até 5% do "peso corporal" (valor médio). Entretanto, grande parte reportou redução de até 10%. As reduções ocorreram geralmente dentro de 7 dias (em média). Não foram encontradas diferenças significativas na pontuação obtida pelas atletas do sexo feminino vs masculino, bem como por atletas de categorias de peso diferentes. Os atletas de elite tiveram significativamente mais participação nos processos de perda rápida de peso que os não-elite. Os autores concluíram o estudo afirmando que a perda rápida de peso tem elevada prevalência entre atletas de Judô. O nível de agressividade em função do controle de peso, parece não ser influenciado pelo gênero ou pela categoria de peso do atleta, mas parece ser influenciado pelo nível competitivo e pela idade em que os atletas começaram a fazer uso desse procedimento.

Leandro Paiva


Referência: Artioli, G.; Gualano, B.; Franchini, E.; Scagliusi, F.; Takesian, M.; Fuchs, M.; Lancha Junior, A. Prevalence, Magnitude and Methods of Rapid Weight Loss among Judo Competitors. Medicine and Science in Sports and Exercise, 2010.

Observação: No livro
Pronto Pra Guerra, é apresentado panorama completo dos meios e métodos de "perda de peso" gradual e rápida. Além disso, os suplementos e estratégias que podem amenizar os riscos (quando possível) e acelerar o processo.
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