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A Ciência das Artes Marciais: Ricardo Arona




Todos os lutadores possuem recursos técnicos que os distinguem dentre outros competidores. Ricardo Arona, além de seu repertório de projeções, possui o chute baixo com a parte anterior da perna - "Canelada" - como arma imprescindível em seu repertório.

Até aí tudo normal, pois outros lutadores de MMA também costumam utilizar esse golpe. No entanto, diferente de outros atletas, quando dispara sua canelada no tempo certo, o adversário literalmente desaba. Até poderia ser de dor, mas geralmente é pelo desequilíbrio. O fato é que não é comum no MMA derrubar o adversário somente com um chute (a não ser nocauteado, vide Mirko "Cro Cop").

No vídeo abaixo contra Alistair Overeem, aproximadamente aos 4min15s de luta é um exemplo clássico.








Outro exemplo referencial, foi na sua primeira luta contra o ex-rival e ex-desafeto Wanderlei Silva (confira no vídeo abaixo).






O que ocorre e como ele consegue esse feito? A ciência explica. Para facilitar, primeiro assistam o vídeo logo abaixo, no qual consta a base de nossa explicação que virá logo após.






O golpe no vídeo é denominado no Savate (Boxe Francês) de fouetté bas ("Back Leg Sweep" em Inglês). Traduzindo para o Português, seria algo como "vassourada" ou "varredura". Os princípios da física para esse golpe e na forma que Arona executa são bem parecidos. Contudo, tecnicamente ele eleva a condição desse tradicional golpe do Savate para outro patamar em função de sua condição física.

No savate o atleta domina um dos braços do adversário e, em seguida, desfere o chute que atinge suas duas pernas e o derruba. Arona faz o mesmo só que sem segurar o adversário e atingindo apenas uma das pernas do oponente para derrubá-lo.

Como citado, o princípio baseado na física é similar, ou seja, deslocar o centro de gravidade de sua base. Vale ressaltar que, no corpo humano, é praticamente impossível localizar com exatidão o centro de gravidade, porque ele é deslocado conforme o atleta muda sua posição corporal.

Entretanto, em modalidades de combate, aparentemente, no momento inicial de um combate (atleta em pé, com cotovelos estendidos ao longo do corpo), dependendo do tipo físico do atleta, o centro de gravidade pode ser localizado na região da cicatriz umbilical (“umbigo”) ou ligeiramente acima dele. Nas mulheres, abaixo da cicatriz umbilical, mais próximo dos quadris (a posição precisa do centro de gravidade depende das proporções do indivíduo e tem a magnitude igual ao seu peso).



Centro de Gravidade (C.G) na posição anatômica

Nesse contexto, tecnicamente, seria mais fácil derrubar Overeem que Wanderlei. Lutadores de baixa estatura mantêm seus centros de gravidade perto de suas bases de sustentação (membros inferiores), favorecendo o equilíbrio. Overeem mede 1,95 enquanto Wanderlei mede 1,80 metro.




Resolvida a primeira parte sobre equilíbrio e desequilíbrio vamos para o cerne da questão: como Arona consegue derrubar sem ter a necessidade de dominar tanto o oponente como na técnica aplicada no Savate?

Pelo fato de aplicar velocidade na técnica, mas com quantidade de força no chute bem superior à necessária no Savate, conseguindo deslocar "na marra" o centro de gravidade das bases do adversário. Vale relembrar que Força = massa x aceleração e Aceleração = Velocidade/Tempo. Assim, com sua grande aceleração empregada dificulta o bloqueio do adversário ao golpe e, com a força gerada, desloca-o de suas bases de sustentação simultaneamente. Desse modo, podemos afirmar que, além de forte, Arona também é extremamente potente, afinal: Potência = Força x Velocidade.

Se não contasse com sua notável condição física e tivesse de dominar um dos braços do adversário executando da mesma forma que a técnica é empregada no Savate, pode ser que não surtisse o desequilíbrio por dois motivos:

1) Daria tempo para o adversário interpretar a técnica, conseguindo bloquear o chute

ou

2) A dinâmica no MMA é diferente do Savate, oferecendo possibilidade técnica de clinche e prosseguimento da luta, gerando ineficácia da técnica ao encurtar a distância.

Leandro Paiva

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Preparação Física p/ Vale-Tudo


Segue material rico em exercícios de preparação física para Vale-Tudo ou MMA (Mixed Martial Arts). Exercícios básicos e avançados para complementar ou aprofundar o repertório para o alto rendimento. Sugiro baseado na especificidade e individualidade biológica, aproveitar os que mais se encaixam baseados nessas premissas.

Leandro Paiva



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Campeonato de Hapkido


Segue informações do Campeonato de Hapkido. Informações enviadas pelo Mestre Dayverson Wágner.
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Fedor é passista de escola de samba?


Recebemos hoje a contribuição de um leitor deste blog, que nos enviou algo extraído de uma comunidade no orkut sobre o russo Fedor Emelianenko. Como o fato por si dispensa comentários, basta clicar na imagem deste post para se informar. Lembramos que nem todo mundo tem a obrigação de conhecer luta, ainda mais sendo do público feminino, mas fica registrado o fato. Por sinal muito comentado na comunidade em que ocorreu.
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Distribuição dos Impactos em Sessões de Lutas



Grande parte das lesões em esportes são causadas por impactos, principalmente quando se trata de esportes de combate, a exemplo do judô, mesmo que técnicas específicas de quedas (ukemi) sejam utilizados para minimizar o efeito dos impactos do corpo do judoca com o tatame. estudos demonstram que os impactos sofridos por judocas mediante projeções são considerados como fontes de severas lesões, haja vista a magnitude destes impactos medidos com acelerômetros no eixo vertical, em diferentes tipos de tatame (média de 260 g (aceleração da gravidade) no segmento mão; 12g no quadril e 280g no pé). assim sendo este estudo tem como objetivo analisar a distribuição dos impactos (quedas) sofridos entre o corpo do judoca e o tatame em sessões de treinamento de judô. mais especificamente objetivou-se identificar características dos judocas quanto à idade, tempo de prática, e graduação; a freqüência semanal e a duração das sessões de treino; o numero de quedas realizadas e como estas estão distribuídas na sessão, bem como associar o número de quedas com a graduação do judoca.

Metodologia

Participaram deste estudo descritivo diagnóstico, 13 judocas, sendo 09 homens, com idade entre 16 e 28 anos, média de 23,22 (±3,73) anos; 04 mulheres entre 14 e 20 anos, média de idade de 18,25 (±4,03) anos. todos atletas amadores de judô de duas instituições da grande florianópolis, brasil, que treinam regularmente e participam de competições, no mínimo, em nível estadual. a coleta de dados, após aprovação do comitê de ética da udesc foi efetuada nos locais de prática, onde os judocas que aceitaram participar do estudo assinaram um termo de consentimento concordando com os procedimentos deste trabalho. utilizou-se na coleta um questionário com questões abertas e fechadas com informações do sujeito e histórico de prática. para as filmagens das sessões de treino foram utilizadas duas filmadoras jvc de 30 hz, que ficaram dispostas em pontos específicos de forma a permitir visualização de todo o espaço de treino. a análise das imagens foi feita utilizando-se a videografia, cujos registros foram feitos numa ficha, individual, de escalte técnico, identificando as seguintes variáveis: número de quedas por sujeito; intervalo entre elas; tipo de técnica aplicada na projeção; tipo de amortecimento (ukemi) realizado e dominância lateral. os dados foram tratados mediante estatística descritiva (freqüência simples, média, máximo, mínimo, desvio padrão e coeficiente de variação) e teste de qui-quadrado para verificar a associação entre graduação e número de quedas com o p≤0,05.

Resultados

O grupo apresentou média de: idade 20,73 (±3,51) anos (cv=20,12%); massa 72,92 (±16,55) kg (cv= 22,69%), cuja variação de idade e massa confirma as diferentes categorias (adulto, pré-juvenil e juvenil nas categorias que incluem de meio leve a pesado). quanto à graduação, sete sujeitos possuem faixa preta, dois roxa, um marrom, um laranja e dois amarela. o tempo de prática do grupo foi em média de 12,66 (±5,79) anos. a freqüência semanal é de três sessões, com duração média de 2 horas. no que concerne ao número de quedas, durante o aquecimento cada judoca realiza em média 25 (±4) quedas por treino, sendo que o grupo apresentou média de 81 quedas em três sessões de treinamento. durante as outras etapas da sessão de treino, cada judoca realiza uma média de 79 (±4) quedas por treino, sendo que o grupo apresentou uma média de 248 quedas nas três sessões de treinamento, com mínimo de seis e máximo de 47 quedas por treino. em relação ao intervalo de tempo entre as quedas, o grupo apresentou uma média de 13 (±18,1) segundos durante o aquecimento, com um máximo de 103 segundos, e mínimo de 1 segundo (cv=138,6%). durante as demais etapas, onde os sujeitos foram projetados, o grupo apresentou média de 69,8 (±132,6) segundos, com máximo de 873 segundos e mínimo de dois segundos (cv=189,7 %), evidenciando grande heterogeneidade do grupo em termos de intervalos entre as quedas. não encontrou-se associação significativa entre graduação e número de quedas efetuadas (χ2c=0,34).

Conclusões

Com base nos objetivos do estudo, no referencial teórico e nos dados obtidos chegou-se as seguintes conclusões: a) o grupo pesquisado possui características heterogêneas nas variáveis idade e massa; b) tanto a freqüência quanto a duração das sessões estão aquém dos limites utilizados por equipes de alto nível c) mesmo sendo o grupo heterogêneo em relação ao número de quedas por treino, pode-se considerar um número elevado de impactos, podendo os atletas estarem suscetíveis a lesões; d) não se pode afirmar que o intervalo de tempo entre as quedas seja suficiente para que o biomaterial se auto repare das possíveis microlesões advindas da repetitividade de quedas;e) pode-se perceber que durante o aquecimento nos treinos a freqüência de quedas é maior que nas outras etapas da sessão, porém o número de quedas é inferior as outras etapas do treinamento; f) parece que a graduação do atleta não interfere no número de quedas nem na distribuição destas durante o treino.


Por Sebastião Iberes Lopes Melo
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Artes Marciais e Caráter



Encontramos em todas as artes marciais tradicionais códigos de conduta, que no caso do Karate chamam-se “dojokun”, geralmente estão afixados em local de ampla visibilidade no dojo, e em muitas academias são repetidos por todos os estudantes no início e ao final do treino. Neste texto mostramos diversos códigos e preceitos clássicos do Karate-Do, com ênfase no nosso estilo Goju-ryu, e na sequência apresentamos e discutimos um interessante artigo publicado em 1984 na revista Human Relations – um estudo que avaliou o impacto do treinamento com artes marciais (TaeKwonDo) em jovens entre 13 e 17 anos considerados delinquentes juvenis.

(Referência: Trulson ME. Martial arts training: A novel “cure” for juvenile delinquency. Human Relations Vol39 No12 1131-1140 1986)

Existe uma crença compartilhada por instrutores e mestres das diversas artes marciais (e pela população em geral) que motiva muitos pais a levarem seus filhos para os dojos. Arte marcial traz confiança para as crianças que costumam “apanhar na escola”, ao mesmo tempo que traz controle para aquelas que costumam “bater nos outros”. Um ambiente protegido em que o respeito é colocado acima de tudo, em que sempre existe alguém mais forte que você, em que existe sempre um instrutor pronto a intervir quando necessário, fazendo cumprir as regras, advertindo quando a punição é necessária e reforçando as atitudes positivas – esses seriam alguns dos fatores que levariam à melhora do comportamento de crianças e adolescentes que tantos pais buscam. Nossa experiência pessoal ensinando Karate confirma essa idéia – a persistência no treinamento leva a uma mudança de atitude naturalmente. A grande dificuldade inclusive é mantê-los no Caminho, já que muitas vezes tentam abandonar precocemente as aulas – seja porque vieram contra suas vontades, seja porque não toleram um ambiente regrado.

Um estudo muito interessante conduzido por Michael E. Trulson, da Faculdade de Medicina da Universidade A & M do Texas, e publicado na revista Human Relations incluiu 34 adolescentes entre 13 e 17 anos que preenchiam critérios para delinquência juvenil na escala MMPI (Minnesota Multiphasic Personality Inventory).

Os jovens foram separados em três grupos: um deles recebendo treinamento em Taekwondo Tradicional (meditação, alongamento, aquecimento, discurso sobre a filosofia da arte marcial, formas, lutas, defesa pessoal e meditação novamente), outro em Taekwondo Esportivo (alongamento, aquecimento, lutas, defesa pessoal) e um terceiro grupo foi usado como controle – tinham os mesmos três encontros semanais, com o mesmo instrutor, mas realizavam somente alguma atividade física não relacionada à arte marcial. TODOS os jovens incluídos permaneceram no estudo durante os seis meses previstos – foram informados que seriam denunciados pelos seus atos de delinqüência caso abandonassem o treinamento antes deste prazo!

Todos os adolescentes foram avaliados pela NMPI – e pontuavam o suficiente para serem considerados delinqüentes juvenis. Além disso, foram submetidos a dois testes que mediam agressividade (Navaco 1975, Nosanchuck 1981) e responderam o JPI (Jackson Personality Inventory). De acordo com a idade e a pontuação nas escalas e testes aplicados, foram randomizados para os três grupos – 15 jovens receberam treinamento tradicional, 11 receberam treinamento esportivo enquanto 9 formaram o grupo controle.

Todas as testagens foram repetidas após seis meses, encontrando mudanças bastante positivas no grupo I, negativas no grupo II e ausência de mudanças significativas no grupo III. Os adolescentes do grupo TaeKwonDo Tradicional ao final de seis meses deixaram de ser considerados delinqüentes (MMPI), apresentaram níveis de agressividade abaixo da média e ainda mostraram surgimento (ou fortalecimento) de características positivas de personalidade (JPI). O grupo que recebeu o treinamento Esportivo por outro lado mostrou, em comparação com o início do estudo, tendência ainda maior para a delinqüência, aumento dos níveis de agressividade e no geral o oposto do observado com o grupo I com relação à personalidade (JPI). O grupo controle por sua vez não apresentou mudanças estatisticamente significativas em nenhuma das comparações.

Pode-se afirmar, a partir dos dados publicados, que não basta ocupar o tempo dos jovens, nem mesmo oferecer uma figura de autoridade ou uma atividade física. O desenho do estudo permitiu afastar essas possibilidades, já que todos os grupos tiveram o mesmo uso de tempo para suas atividades específicas, todos os jovens tiveram contato com o mesmo instrutor (que não mudou seu “jeito de ser” para cada grupo!), e todos os grupos incluíram atividades físicas variadas.

Ao contrário da arte marcial esportiva, onde o objetivo é a vitória, a arte marcial tradicional valoriza o respeito, o crescimento e o treinamento diligente – muito mais importante é vencer seus próprios “demônios” que o resultado de um combate. Além disso, cada treino começava e terminava com uma breve sessão de meditação – que sabemos ser importante método de ampliação da autoconsciência, além de reduzir níveis de ansiedade e impulsividade.

Compartilhamos da preocupação do autor acerca da proliferação de escolas de artes marciais modernas – se é que esportes de competição podem ser classificados como artes marciais – que parecem possuir o potencial de piorar a conduta, a agressividade e mesmo despertar traços negativos da personalidade de crianças e adolescentes, especialmente aqueles com uma tendência à delinqüência.

Por Gustavo Amadera
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Campeã mundial de Karatê intriga cientistas



Após driblar as drogas, Ciça Maia, atleta de 44 anos, vira objeto de estudo, com frequência cardíaca surpreendente e velocidade de reação melhor que a dos homens.

Um perfil físico que remete a histórias de super-heróis e chega a intrigar cientistas e pesquisadores da saúde. Assim pode ser definida a definição da carreira de Maria Cecilia de Almeida Maia, a Ciça do Karatê. Pouco lembrada, para não dizer esquecida, a lutadora chega aos 44 anos com um desempenho superior ao de muitas atletas mais jovens. À sombra do sucesso, a tricampeã mundial se torna objeto de estudo. O motivo? A jovialidade de uma garota.

Apesar da idade avançada para a modalidade, Ciça luta até hoje nas categorias livre e peso médio (55kg a 61kg). E é justamente este fato que deixa os pesquisadores da Escola de Educação Física do Exército e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EsEFEx) sem entender o que se passa com o corpo da atleta.

- Um fato que sempre nos chamou a atenção é como ela tem uma frequência cardíaca menor que a de meninas muito mais novas. E outro: como a velocidade de reação dela é tão mais rápida que a dos homens, essa questão do reflexo. Não é a toa que ela chegou cinco vezes à final do mundial - disse o instrutor de lutas da EsEFEx e um dos que estudam o caso, Capitão Pedro Ivo.

Outro fato curioso é que, mesmo em um esporte de tanto contato físico, Ciça, que compete há 25 anos, nunca sofreu uma lesão. Mas a vida da atleta nem sempre foi de pontos positivos. Além dos problemas de falta de patrocínio e das dificuldades no meio esportivo, Ciça sofreu durante a infância e a adolescência.

Vida complicada desde a infância

Filha de Ângela Augusta de Almeida, uma diarista mãe de sete filhos que hoje tem 65 anos, Ciça nem chegou a conhecer o pai. Aos 7 anos, morou na rua por um tempo, quando sua família foi despejada da casa onde morava, no Centro do Rio de Janeiro, por falta de pagamento. Sem condições de criar os filhos, Ângela deixou as crianças com uma vizinha, que se solidarizou com a história. Mas Ciça, com seu comportamento rebelde, não se adaptou e deixou a casa. Foi morar então com outra família, onde permaneceu por 11 anos. Lá, cuidava de uma criança. Certo dia, ao buscá-la na creche onde estudava, foi convidada a trabalhar lá. Com seu primeiro salário, se inscreveu em uma academia, onde conheceu o Karatê.

Quando cheguei lá e vi aquilo falei: 'É isso que eu quero”. Assisti à primeira aula numa sexta-feira, voltei com um quimono emprestado e me matriculei. Daí foi uma ascensão muito rápida. Em oito meses o treinador me botou para competir no Campeonato Carioca. Tive um desempenho que surpreendeu todos – conta.

Com os colegas dando apoio, Ciça foi convidada a integrar a seleção carioca para disputar um torneio em Minas Gerais. Lá, a “Trombadinha do Rio”, como era chamada, brilhou e ganhou a chance de disputar uma vaga na seleção brasileira. Quando atingiu esse nível, passou a se destacar também em competições internacionais.

Na linha tênue entre o sucesso e o fim

No entanto, o que parecia ser o ápice da carreira se transformou em pesadelo em pouco tempo. Ciça conheceu um italiano, com quem passou a dividir um apartamento. Certo dia, o companheiro sumiu de casa. A lutadora conta que só foi descobrir o seu paradeiro alguns anos depois. E a notícia que chegou não era nada animadora: o italiano, portador do vírus HIV, tinha morrido. Desesperada, Ciça foi buscar refúgio nas drogas e quase se rendeu ao mundo do crime. Mas foi no próprio esporte que encontrou a recuperação.

- Eu caminhava nessa linha tênue, era um precipício que estava do meu lado, mas eu cai no lugar raso e me salvei. Nos treinos, eu extravasava. Comecei a canalizar de uma maneira muito positiva toda essa minha raiva da vida. Poxa, por que logo comigo, que já tinha sofrido tanto? De uma certa forma, minha vida foi melhorando, fui conhecendo outras culturas e isso foi gerando em mim um sentimento de conquista - explica.

"Enquanto se respira e tem vida, podemos continuar sonhando, essa é a força que não me deixa desanimar" diz Ciça Maia. Focada no sucesso, voltou a conquistar vitórias, títulos e amigos. Mas o reconhecimento parece nunca ter se aproximado muito da lutadora. Mesmo tricampeã mundial (92, 98 e 2008), pentacampeã sul-americana, tetracampeã pan-americana, 13 vezes campeã brasileira, 13 vezes estadual, campeã dos Abertos de Paris, África do Sul e Angola, ela não perde a humildade. Aliás, perder é um verbo que a atleta tenta não conjugar. Foram apenas três Brasileiros perdidos em 25 anos de carreira.

A lutadora teve uma longa história também no Vasco. Defendeu a Cruz de Malta por dez anos. Com o fim da modalidade no clube, Ciça se diz decepcionada, mas não magoada com os cruzmaltinos.

- Quando você dedica suor, sangue, lágrimas, esforço e vê tudo indo embora é triste. Mas tenho um carinho muito grande pelo Vasco. Tenho gratidão por ter sido o único clube no Rio a abrir as portas e proporcionar a cada um de nós a possibilidade de sonhar - conta.

Hoje mãe de três filhos - todos lutadores de Karatê -, Ciça espera continuar lutando, apesar da idade. Para ela, ficar grávida não atrapalhou sua carreira. Pelo contrário, foi um incentivo.

- É engraçado, porque depois que tive meus filhos senti que meu rendimento melhorou muito. Foi como a quebra de um mito. Acho que é porque melhora muito a cabeça - argumenta.

Vencedora na vida e nos tatames, Ciça tem planos de encerrar a carreira em breve. A intenção é de se tornar treinadora e voltar a estudar, já que parou ainda no primeiro grau. Entre as opções, faculdades de Educação Física, Fisioterapia e Psicologia.

- Pena que perdi muito tempo. Mas enquanto se respira e tem vida, podemos continuar sonhando, essa é a força que não me deixa desanimar - conclui a vencedora lutadora.

Fonte: http://globoesporte.globo.com
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MPF proíbe Conselho Regional de Educação Física de exigir filiação de professores de Artes Marciais



A justiça decidiu após uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul (MPF/MS) que o Conselho Regional de Educação Física da 11ª Região (CREF11) não pode mais exigir formação superior em Educação Física dos professores de dança, capoeira, artes marciais e yoga.

Contra essa exigência do diploma para os profissionais, o MPF considera que eles não ministram meramente atividades de Educação Física. Para o procurador regional dos Direitos do Cidadão, Felipe Fritz Braga, ”além de defender a liberdade profissional dos instrutores de danças, capoeira, artes marciais e yoga, trata-se de tutelar formas de expressão cultural".

A decisão veio depois de denúncias que fiscais do Conselho, iam até as escolas para verificar se os professores das academias eram filiados ao CREF. As escolas eram notificadas caso alguns deles não fosse filiados.

"É um absurdo impedir um dançarino paraguaio de ensinar o chamamé; coibir uma árabe de família tradicional, que desde criança aprendeu com seus pais a dança do ventre, de ensiná-la a outras pessoas; impedir um pantaneiro de ensinar profissionalmente, às vezes até como meio de sustento, a dança siriri ou catira, ou o nordestino, o forró ou frevo” acrescenta Braga.

O CREF11 recorreu da decisão e o processo aguarda julgamento do Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Exigência de diploma aconteceu em 1998 onde a profissão foi regulamentada e o CFEF, passou a regulamentar a profissão e começaram a fiscalizar escolas de dança e yoga e academias de artes marciais e capoeira, exigindo que os instrutores fossem inscritos nos conselhos.

Em março de 2009, a Justiça acatou o pedido do MPF e determinou a suspensão dessas cobranças, sob pena, em caso de descumprimento, de multa de cinco mil reais por infração. O CREF foi condenado ainda a devolver todos os valores indevidamente recebidos. O Conselho recorreu da decisão. Num primeiro momento, o recurso foi aceito pela Justiça, que suspendeu os efeitos da sentença favorável aos profissionais até o caso ser julgado pelo TRF-3.

Entretanto, como a suspensão resultaria em significativo prejuízo aos professores de capoeira e artes marciais, o Ministério Público pediu reconsideração da decisão.



Fonte: www.douradosnews.com.br
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Diferenças entre lutas e artes marciais?


Com o propósito de apresentar para a sociedade e estudantes de educação física sem relação com o conteúdo de Lutas, Artes Marciais e Modalidades de Combate, foi realizado evento no qual o mestre de cada luta ressaltava as vantagens da prática. Qual foi escolhida a melhor? Todas! Afinal, independentemente de qual arte marcial escolher, existem contribuições filosóficas e socioeducacionais inerentes a essas modalidades que carregamos por toda a vida. Veja adiante o material audiovisual do encontro.


Leandro Paiva


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Estratégias mentais para potencializar o treinamento




Cada dia de esforço e tempo dedicado ao treino determina o retorno do resultado desportivo que o atleta alcançará no futuro. Isto acontece porque à medida que o atleta vai acumulando o trabalho dos vários dias de treino, vai condicionando a sua mente e o seu corpo para ter um determinado desempenho com uma postura ou abordagem específica, transformando-se na sua atitude em competição.

Possivelmente existem atletas que treinam menos e nem tampouco se preocupam se estão a ter uma atitude promotora de bons desempenhos ou não, e ainda assim conseguem bons resultados. Mas para cada um destes, existe um milhão que não consegue.

Você não tem de ser um atleta profissional ou um campeão olímpico para ser um atleta bem sucedido. Nem tem que ter uma sala cheia de troféus, ganhar um campeonato nacional ou internacional.

Alguns dos atletas de sucesso implementaram programas de preparação mental, incluído, por exemplo, atletas de judo de nível regional, alguns de nível nacional e outros de nível internacional.

O que estes atletas têm em comum é que o desporto é importante para eles. Todos estes atletas estão comprometidos em serem o melhor que conseguirem no âmbito das suas limitações. Eles estabelecem metas ambiciosas, mas realistas para si e para com o treino duro e exigente. Eles são bem sucedidos porque estão perseguindo os seus objetivos e desfrutam ao máximo do seu desporto. A sua participação no desporto enriquece a sua vida, acreditando que vale a pena o esforço que colocam diariamente no treino.



São apresentadas 5 estratégias mentais que consideramos bastante relevantes no contributo que dão para o sucesso dos atletas. Podem todas ser aprendidas e melhoradas através de boas instruções e da prática regular e programada.


1. TRABALHAR A ATITUDE

Todos os dias o atleta deverá trabalhar no desenvolvimento de uma atitude poderosa em face ao treino duro e exigente que na grande maioria das vezes lhe causa dor e fadiga extrema. O objetivo aqui é não se focar no lado “negativo” do treino, mas sim focar-se sempre na recompensa que irá obter de todo o trabalho duro que realiza.

Deverá focar-te nas emoções e sensações que terá quando alcançar o resultado desejado, e que o treino árduo é sem dúvida o caminho para o sucesso. Assim estará a construir uma atitude confiante – “isto é fantástico, farei tudo o que tiver ao meu alcance e enfrentarei os desafios e a dureza do treino com coragem e alegria”. Este tipo de atitude irá “condicionar” e “programar” a mente e o corpo de forma implacável diante das adversidades e dificuldades até que consiga atingir os resultados pretendidos. Com esta atitude consegue construir um bloqueio às auto-sabotagens e de uma vez por todas não inventará desculpas sem sentido. O atleta deverá focar-se 100% na recompensa do seu treino, e não nos aspectos negativos.

2. TRABALHAR A TENACIDADE MENTAL

Por exemplo, se o corpo consegue suportar um período de luta com facilidade, mas a sua mente não, então estará com um grave problema para resolver – e isto é muito usual nos atletas. Terá então de desenvolver sua resistência mental para que não reduza o desempenho. É uma luta entre o corpo e a mente sempre que o treino é exigente. O atleta deverá relembra-se a si mesmo, usando as afirmações – “eu consigo lutar com facilidade” ou “mesmo em esforço eu consigo lutar até completar o tempo”.

Deverá construir uma mentalidade de combate à adversidade, para isso sempre que o treino esteja “difícil” deve usar a visualização e ver-se a fazer aquilo que pretende executar, permitindo automaticamente focar-se no que é importante e não na dor. Ao desenvolver sua resistência mental, aumenta largamente a capacidade de dar indicações a si próprio nos momentos difíceis, focando-se com discernimento naquilo que é importante para a obtenção de um bom resultado.



3. EXTRAIR OS ASPECTOS POSITIVOS

Uma das técnicas vulgarmente utilizadas por muitos atletas bem sucedidos é a revisão mental dos aspectos positivos no treino. Muitos utilizam a parte do treino dedicada à descontração, outros fazem-no no caminho para casa. O que é mais viável é o atleta fazer este exercício de forma sistematizada, e uma das formas eficazes de o realizar, é procurar um local calmo onde se possa sentar ou deitar de forma confortável, de preferência colocando-se num estado de relaxamento induzido e depois fazer o exercício mental.

Isto faz com que o atleta crie um hábito de concentra-se nos aspectos positivos do seu treino e daquilo em que ele é eficaz. Este exercício mental permite criar aquilo que em psicologia é denominado de “pista”, pequenas associações que se fazem, que permitem ligar os circuitos motores e neuronais da boa execução. As “pistas” (uma palavra, um gesto, uma imagem, uma sensação, ou outra coisa qualquer que o atleta escolha) são um estímulo muito poderoso que o lutador gravou na sua memória e que lhe associou um conjunto de movimentos, estratégias e emoções que o colocam no seu melhor estado para a realização das ações desportivas.

Os bons hábitos diários criam vias poderosas que aumentam a auto-eficácia do atleta e consequentemente o seu sucesso. Por este motivo o atleta deve propor-se a este exercício mental de extrair os aspectos positivos do seu treino, e associar-lhe uma pista poderosa para poder voltar a utilizar numa próxima sessão de treino e/ou em competição, aumentando-lhe a percepção de auto-eficácia e confiança e, consequentemente, a performance.

4. DIMINUIR OS EFEITOS DA DOR

Uma das maiores habilidades que a mente possui a favor do atleta é a sua capacidade de diminuir a dor. Todos nós possuímos no nosso corpo analgésicos naturais, similares aqueles que estão disponíveis nas farmácias. É bastante comum ler nos jornais que, algumas pessoas que perderam membros num acidente grave, relatam não sentir dores no momento do acidente, porque o sistema poderoso da mente, e o sistema imunitário, imediatamente libertam morfina e outros analgésicos para a área afetada, inibindo todas as sensações de dor da vítima.

Esta incrível capacidade da mente e do corpo pode ser facilmente utilizada por lutadores. Um dos aspectos mais fascinantes sobre os atletas é que a grande maioria já tem a sua mente preparada para sentir dor! Por exemplo, praticamente todos os atletas têm a noção dos seus limites e das suas capacidades e isto é realmente bom, pois permiti-lhes continuarem a esforçar-se para tentar ultrapassar esses mesmos limites.

No entanto, esta percepção de limites torna-se por si incapacitante em algumas situações, dado que o atleta já conhece a sua zona de sofrimento, ou seja, já sabe em que momento da sua prestação começará a instalar-se o desconforto e a dor. E isto é efetivamente incapacitante, pois mesmo que o atleta fosse capaz de continuar sem sensações desagradáveis, vai colocar-se num estado de incapacidade por indução, por auto-sugestão da dor, é como se a dor fosse virtual.

Com a utilização de técnicas apropriadas, o lutador consegue treinar e competir, não sem a total inibição da dor, mas reduz de forma substancial ou consegue aguentar a dor sem sacrifício da performance. Isto é possível de diferentes formas, mas uma das técnicas principais é a auto-hipnose para que a mente atrase o aparecimento da dor em período maior que o anterior.

Vai-se assim condicionando o atleta a atrasar o aparecimento da dor por intermédio de um conjunto de estratégias de auto-sugestão de distração e de dissociação da dor. Este método, tal como o treino físico necessitam de prática, e vai-se melhorando pouco a pouco até ao ponto de a dor não ser mais impeditiva de o atleta realizar performances para a qual o seu corpo é capaz.



5. EVITAR O EXCESSO DE INFORMAÇÃO

Os atletas possuem a habilidade de seletivamente focarem-se naquilo que pretendem. Esta característica mental torna-se preponderante na realização do seu desporto, exercício ou disciplina técnica, mas apenas se conseguirem dirigir a atenção para as “pistas” ou “atalhos” que promovem a boa performance. Igualmente significativo é perceber o que é que não é relevante para a execução de uma boa performance, e assim conhecer o que é motivo de distração e sabotagem de uma boa execução. Alguns dos atletas que realizam preparação mental, apresentam excesso de processamento de informação, sobrecarregando suas mentes com estímulos com os quais não conseguiam lidar em tempo útil.

A Informação em excesso, ou informação não significativa é enviada em forma de sinal ou estímulo para o corpo, podendo gerar alguma confusão. Este processo pode promover um estado de indecisão, culminando no fato de o corpo não executar movimentos ou resultados desejados.

Assim que consiga perceber ou identificar as pistas ou atalhos de performance e consiga de forma clara reconhecer as distrações e pistas ou informação não relevante, coloca-se numa melhor posição para conseguir atingir um estado de total imersão no seu desempenho. Atingir este estado, leva o atleta a conseguir colocar-se na sua Zona de Ótimo Funcionamento ou atingir a sua Zona de Foco. Pistas sem importância ou distrações como, por exemplo, pensar num golpe que errou, ou numa técnica inapropriada, assim como o que o córner poderá dizer, afasta o atleta daquilo que é importante focar-se para obter um bom rendimento.

Aprender novas habilidades e desenvolver novas capacidades leva tempo. Não importa se você está a aprender habilidades físicas ou mentais, a repetição e aplicação são necessárias nas práticas diárias de treino.


Autor: Miguel Lucas

Adaptação científica e literária: Leandro Paiva

Fonte: www.escolapsicologia.com
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Judô: Novas regras favorecem o Japão?





O Campeonato Mundial de Tóquio, encerrado ontem, provou em estatística que o judô voltou mesmo às origens depois das mudanças de regra impostas pela Federação Internacional da modalidade (FIJ). De 16 medalhas de ouro distribuídas, o Japão conquistou dez. A taxa de sucesso de 36% - um em cada três judocas japoneses a pisar no shiai-jô tornou-se campeão mundial - é a mais alta da década.

O fato de o Japão vencer de forma tão colossal diz muito. A escola fundadora do esporte é considerada pelos praticantes a mais técnica e bela. Suas grandes características são a pegada clássica, com uma mão na gola e outra na manga do oponente, e o uso constante dos chamados golpes grandes - uchi-mata, seoi-nage e osotogari.

Em oposição à pureza japonesa, cresceu muito nos últimos anos uma espécie de luta híbrida, em que os judocas se valiam de técnicas do sambo russo e mesmo da luta olímpica. Seus adeptos faziam a pegada no quimono adversário apenas com uma mão na manga ou na gola. A outra servia para agarrar a perna do rival e assim arremessá-lo no chão. A fração da União Soviética em vários países inundou o circuito internacional de atletas com essas características e eles conseguiram ser tão bem-sucedidos que o judô propriamente dito quase não era mais reconhecido.

Alarmada com a transmutação, a FIJ proibiu desde janeiro as "catadas" de perna. Desde então, o atleta que atacar desta forma é sumariamente desclassificado. Por resultado, as lutas voltaram a ser travadas com os judocas fazendo o agarre clássico. A técnica japonesa refluiu vigorosamente. A ponto de a final de duas categorias - ligeiro e meio-leve - no torneio feminino do Campeonato Mundial ter sido travada por compatriotas da terra do sol nascente.

Comparação

O Japão liderou o quadro de medalhas em todas as edições do Mundial, exceto em 1961, em Paris, quando foi batido pela Holanda. Nos últimos anos, porém, a supremacia estava reduzidíssima. Em Roterdã, no ano passado, os japoneses terminaram com três ouros, uma prata e três bronzes, seguidos pelos sul-coreanos, que tiveram dois ouros e três bronzes. No Mundial do Rio, em 2007, o Japão venceu com três ouros, duas pratas e quatro bronzes, contra três ouros e um bronze do Brasil.

Bem melhor

Criado pelo educador Jigoro Kano em 1882, o judô sempre se pautou pela guarda da integridade física dos praticantes. Desfigurado, ele oferecia risco de lesões durante os treinamentos, sobretudo das crianças. Com o sucesso da escola japonesa, os professores retomarão o antigo cuidado, é o que diz a FIJ.

Brasil avança muito

O Brasil terminou o Mundial de Tóquio em sétimo lugar no quadro de medalhas, posição muito melhor que a de Roterdã, ano passado, em que o país saiu de mãos vazias, apesar de estar defendendo três títulos ganhos do Rio, em 2007. Em entrevistas durante a semana, o coordenador técnico da Seleção se mostrou animado. "Mostramos que temos uma equipe bem homogênea. Apesar de serem resultados individuais, essas medalhas são fruto do conjunto", disse.


Fonte: www.superesportes.com.br
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Potência Muscular no Mixed Martial Arts




Segue material contendo diversos exercícios de musculação adaptados para o treinamento de potência no MMA. Foi enviado pelo colaborador de São Paulo, Diogo Souza (Coach - MMA). O atleta que realiza os treinamentos, Carlos Caiçara Galvão, tem DNA de campeão: é irmão do atleta de elite de Jiu-Jítsu e MMA, André Galvão.



Leandro Paiva



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Preparação Física p/ Arm-Lock (Juji-Gatame)


Segue material audiovisual enviado pelo colaborador Diogo (Coach MMA - SP), no qual consta seleção de exercício interessante para ser incorporado no trabalho de preparação física. Recomendado especialmente para atletas de Jiu-Jítsu e Judô, pautado pela especificidade dos movimentos. Sugiro a utilização.


Leandro Paiva



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Como funcionam as Lutas e Artes Marciais



Saber como as coisas funcionam é algo que pode mudar sua visão do mundo ou simplesmente enriquecer a cultura, especialmente os leitores deste Blog que são fãs, mas nunca se aprofundaram muito sobre essas práticas.

Assim, tendo como referência a versão brasileira do site COMO TUDO FUNCIONA (How Stuff Works), decidimos postar semanalmente um link com informações bem acessíveis e de fácil compreensão sobre (quase) todas as Lutas, Artes Marciais e Modalidades de Combate. Como citado, além de ser informativo e interessante têm uma linguagem bem informal.



Leandro Paiva






Clique na imagem abaixo para saber como funciona:


Jiu-Jítsu

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O tombo na comemoração...


Material no qual consta a engraçada comemoração de Amaury Bitetti e a queda de seu mestre, Osvaldo Alves. Foi apresentado e relembrado em um especial pelo Sensei Sportv e denominado de "Senseicional". O episódio foi narrado pelo atleta de MMA e campeão mundial de Jiu-Jítsu, Paulão Filho.


Leandro Paiva




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Método universal de quebrar blocos com as mãos?




Você já deve ter visto várias vezes cenas de lutadores quebrando blocos de concreto. Quem é que nunca se perguntou: como eles fazem isso?


Segundo informações publicadas no site livescience.com, como tantas outras coisas impressionantes no mundo, essa quebra de concreto pelas mãos dos lutadores tem sua explicação na física. Quando você quebra uma tábua, um bloco de concreto, ou qualquer outra coisa usada em demonstrações (denominadas, em japonês, de “tameshiwari”), você tem de enxergar além do seu alvo.

A instrução que os mestres passam aos alunos é a de imaginar um alvo invisível centímetros abaixo de onde está o bloco, pelo seguinte motivo: temos uma tendência natural (não apenas psicológica, mas também reflexiva, ou seja, nosso “instinto”) para baixar a velocidade de nossos movimentos balísticos (potência muscular), como socos e chutes, antes de chegar a sua máxima extensão, o que ajuda a proteger o tecido conjuntivo em torno de nossas articulações. Em suma, nosso corpo tem um “medo natural” de atacar os objetos.

Se estiver pensando em experimentar quebrar uma tábua ou um bloco de concreto com as mãos, use esse "truque", o de imaginar o alvo um pouco abaixo do objeto. Algumas academias de artes marciais passam a instrução de “aplicar o golpe e puxar a mão para cima, bem rápido”, mas um aficionado por artes marciais, editor da revista Scientific American, garante que esse truque não funciona. Tentando isso, explica ele, o máximo que você consegue é machucar o pulso. Veja abaixo um incrível vídeo sobre isso do Pronto Pra Guerra TV.



Leandro Paiva




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Preparação Física p/ Jiu-Jitsu, Judô, Luta Olímpica, Submission e Grappling




Qual é a semelhança existente entre exercícios com argola de ginastas olimpicos e lutadores? Aparentemente nenhuma. No entanto, em ambas atividades é necessária força de preensão manual (pegada) em situação de desequilíbrio ou instabilidade. Assim, dentre outros exercícios possíveis, pode ser útil se acrescentar às rotinas de treinamento exercícios de flexão de cotovelos utilizando argolas em vez de barra. No material audiovisual que segue podemos observar que a quantidade de variações de exercícios utilizando este equipamento é extensa. Aconselhamos fortemente a incorporá-los na rotina de preparação física dos atletas de lutas, artes marciais e modalidades esportivas de combate.


Leandro Paiva



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Nova entrevista c/ Martin Rooney


Arteriormente havíamos publicado entrevista com Martin Rooney neste Blog. Agora, extraímos trechos de sua última entrevista ressaltando sua mais nova obra: Ultimate Warrior Workouts. Livro de Preparação Física para Jiu-Jitsu, MMA, Submission e Grappling.

Na entrevista, Martin afirmou: "Meu objetivo com este livro é preservar as técnicas de treinamento físico com componentes utilizados no MMA para o futuro, e para demonstrar a maneira correta de treinar fisicamente esses componentes". Prosseguiu: "Para conseguir isso, eu passei os últimos dois anos viajando como os combatentes das antigas para a terra natal de cada arte marcial individual que eu acredito que é essencial para o arsenal de um lutador de MMA."

Seu livro, todo colorido, é recheado com centenas de segredos pouco conhecidos de todas as lutas, incluindo mais de 50 tipos de flexão na barra, dezenas de exercícios com kettlebell, novas formas de utilizar equipamentos tradicionais e conselhos valiosos sobre preparação psicológica, flexibilidade e nutrição.

E estas não são suas técnicas de treinamento padrão da academia. Rooney viajou para a Rússia, Tailândia, Brasil, Japão, Holanda e Estados Unidos, e além de estudar com grandes mestres, se esforçou para descobrir seus segredos no judô, karatê, jiu-jitsu brasileiro, a arte russa de luta (sambô), boxe, kickboxing, muay thai e wrestling - componentes de todas as artes que, praticamente, compõe o MMA.

"Ultimate Warrior Workouts " é a culminação de uma jornada épica. Mais de 1.000 fotos em cores revelam centenas de segredos descobertos ao longo de suas viagens, a partir das encostas do Monte Fuji - Japão, até as praias do Brasil e as ruas da Rússia." Veja o vídeo adiante no qual ele ressalta o livro:



Entrevista

O que de fato é o Furacão, no qual você afirma que é uma mistura muito intensa de treinamento de força e cardio que lhe permite manter a massa muscular?

Pelo Furacão, você consegue ter certeza de que um atleta está muito bom (de condicionamento), porque você está realmente correndo rápido na esteira e entra e sai em alta velocidade. Com um circuito, você pode exigir ainda mais no treinamento. Veja abaixo o vídeo exclusivo desse treinamento:



Então, agora você tem dois livros que são uma obrigação não só para atletas de MMA entrar em forma, mas também para quem quer estar em grande forma. Conte-nos sobre isso

São centenas de páginas não apenas de aptidão e de rotinas de treinamento e dieta, mas de cinco anos da minha vida. Pessoas que eu conheci e as amizades que eu desenvolvi, além de toda uma rede construída para ser capaz de fazer essas coisas acontecerem.

Eu quase sempre tenho desejo de viajar. Eu queria ver o mundo. Eu queria usar o meu conhecimento como um veículo para isso. Foi simplesmente fantástico. Por exemplo, na Rússia, eu não sabia o que esperar. Eu ainda tinha uma ideia da guerra fria que as pessoas ainda guardavam na memória, mas eles foram tão amigáveis.

Sim, este não foi apenas um livro de exercícios para mim. Tornou-se também um diário de viagem, onde eu comecei a experimentar a cultura, a comida. Eu tentei me esforçar para conseguir me comunicar em cada idioma. Para passar algumas semanas em algum lugar, você realmente precisa ter uma ideia do lugar. Se você vai em algum lugar por um dia ou para uma parada, você não pode dizer que, de fato, esteve lá. Minha regra é que você tem de ir lá por cerca de duas semanas, você tem que viver entre as pessoas, tem que comer o que tiver para comer, você tem de ir aonde forem, e ter senso de humor. Eles são abertos, mas até te conhecer, confiar em você, são fechados.

Fui para o Extremo Oriente, Leste Europeu, Europa Ocidental, Estados Unidos e América do Sul. Eu nunca trocaria isso por nada. Agora eu quero mais. Eu já estou pensando na próxima coisa. Como posso chegar a todos os lugares que eu não consegui ir? (risos)




Apesar de 'Ultimate Warrior Workouts ' ser um livro de exercícios, parece que o objetivo principal é apresentar cada arte marcial em suas raízes. Concorda?

Sim, com certeza. É uma tentativa de preservação. Eu amo o MMA, e eu não vou dizer nada de ruim sobre MMA, mas quase se pode dizer que é uma arte marcial própria e jovem agora. Entretanto, existem artes marciais há centenas de anos, que realmente viviam de acordo com os códigos de honra e disciplina baseadas em princípios, regras, costumes e comportamentos que acho que realmente é o que faz as artes marciais serem grandes e que muda a pessoa.

As artes marciais não se baseiam em bater em alguém. As artes marciais incidem sobre o auto-desenvolvimento. A única coisa que eu afirmo é: o MMA está crescendo em um ritmo acelerado. E o MMA talvez esteja passando mensagens que nem sempre são favoráveis aos valores tradicionais das artes marciais. No entanto, o MMA é uma fusão de todas as artes individuais. Eu não quero essas artes desapareçam em detrimento do MMA. Porque agora, já existem programas de aulas de MMA para crianças. Há outras coisas importantes na vida como reverência e ter os princípios de uma arte. Esses valores são importantes para a vida e um garoto vai carregar consigo quando ele estiver mais velho, sendo mais importantes do que ele ter aprendido mais jovem a socar alguém na boca, por exemplo.

Então essa foi a minha tentativa de preservação de mostrar às pessoas que não existem coisas incríveis sobre estas artes que eu não conhecia e isso é você vê no MMA, mas eu queria dar a eles um gostinho de filosofia porque é o que a gente sempre precisa no final. Eu realmente acho que atingi meu objetivo. Foram coisas que eu também aprendi. Eu não sabia que havia tal profundidade na filosofia do Muay Thai (Boxe Tailandês), Karatê ou Sambô. Cara, é muito profundo.

Eu queria ter a certeza de que daria para preservar. Quando vou nos eventos de MMA nos Estados Unidos, vejo as pessoas vaiando, xingando, eu vejo pessoas sedentas por sangue. Observo as palavras nas camisas dizendo "morte" e "raiva". Eu não estou satisfeito com isso. Isso é o que eu quero meus filhos assistindo? Não tem que ser assim.

E é por isso que eu gosto do Lyoto Machida. Se você olhar para todos os verdadeiros grandes campeões você vê esse respeito. Eu gosto de George St. Pierre. Ricardo Almeida se prostra para seus adversários, e ele se curva em respeito até depois das lutas. Eu acho que isso é muito mais poderoso do que amaldiçoa-los. Isso é apenas a minha opinião. Acho que teremos muito mais longevidade com honra e respeito do que com ódio e raiva.

O que mais me atraiu dentre os lutadores que eu trabalhei é que foram mestres no que eles fizeram, eles eram os mestres de si mesmos e, cara, eles estavam em paz. Esses caras eram legais e passaram suas vidas trabalhando apenas em determinadas coisas, mas ganharam muito com isso.

Não perca tempo e adquira o livro Ultimate Warrior Workouts - Preparação Física para Jiu-Jitsu, MMA, Submission e Grappling em uma promoção exclusiva clicando Aqui.
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A Visão do Juiz no MMA


Para quem - assim como eu - se sente orfão do maior evento de MMA já existente (Pride), segue material audiovisual interessante enviado para o Pronto Pra Guerra TV. Nele, constam momentos marcantes, verdadeiras pinturas do MMA, que se eternizarão para os fãs. Detalhes do "terceiro olho" dos juízes, ou seja, imagens captadas pela câmera que, estrategicamente, era posicionada no alto da cabeça desses profissionais. Imperdível.

Leandro Paiva



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Qual meio e/ou método julga ser mais eficiente para desenvolver potência em lutadores?





Em nossa última enquete realizamos a seguinte pergunta aos internautas: Qual meio e/ou método julga ser mais eficiente para desenvolver potência em lutadores? Seguem os resultados de acordo com a opinião dos leitores:

Exercícios específicos de luta com elásticos (51%)

Levantamento Olímpico (arranque e arremesso) (22%)

Pliométricos (saltos e arremesso de implementos) (22%)

Levantamento Básico (supino, terra e agachamento) (18%)

Aproveitando, convido a todos para participar da próxima enquete (coluna do lado esquerdo do Blog), respondendo a seguinte pergunta: Qual meio e/ou método julga ser mais eficiente para o preparo psicológico de lutadores?


Leandro Paiva
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UFC: Novo diretor e a expansão na Ásia

Tiequan Zhang, lutador chinês contratado para o UFC.



Das agências internacionais em Pequim (China).

Depois de se tornar um gigante do esporte nos Estados Unidos, entrar em grandes mercados europeus – como Inglaterra e Alemanha – e ir até a Austrália, o UFC já tem uma nova meta: conquistar a Ásia. Para isso, anunciou no último fim de semana a contratação do executivo Mark Fischer, novo vice-presidente do evento para o continente e que ficará baseado em Pequim.

Assim que assumiu o cargo, ele já começou a por em prática sua arrojada estratégia para o maior torneio de MMA do mundo também fazer eco no berço das artes marciais. “Eu sempre disse que temos bilhões de possíveis fãs como alvo”, afirmou o empolgado cartola. “O esporte já está aqui na Ásia e na China. Há uma herança das artes marciais profunda em todo continente.”

Com a experiência de ter sido o representante da NBA na Ásia, Mark Fischer vai se espelhar na estratégia feita pela liga norte-americana para se expandir em território asiático e, principalmente, chinês – o que aconteceu somente quando o pivô Yao Ming foi contratado pelo Houston Rockets em 2002.

Para colocar em prática seu projeto, o executivo já se adiantou e anunciou a contratação do lutador chinês Tiequan Zhang, que teve grande atuação no torneio Art of War no seu país. Ele fará parte do elenco do WEC, evento dos mesmos donos do UFC para categorias de pesos mais leves.

“Espero que aconteça a mesma coisa com o UFC”, disse o norte-americano radicado na China. “Eu francamente acredito que temos a chance de fazer com o UFC mais do que fizemos com a NBA. Temos muitos lutadores na China com grande potencial para disputar o torneio nos próximos dez anos.”





Mesmo acreditando no fato de as artes marciais terem profundas raízes na Ásia, o que ajudaria na chegada do UFC, Mark Fischer (na foto acima) desconfia que isso também pode atrapalhar. Segundo ele, as tradições fizeram com que algumas lutas não se aperfeiçoassem, como aconteceu no restante do mundo.

Ele aponta que isso ocorreu com o Wushu, modalidade de combate do kung-fu muito popular na China. “Há também uma tradição na Ásia que talvez não seja tão boa. Algumas das técnicas não são tão desenvolvidas ou aperfeiçoadas”, afirmou.

"O que eu gosto e acho que muitas pessoas gostariam de apreciar sobre o UFC é que ele aplicou um conjunto muito consistente das regras e regulamentações para o esporte, que não só destaca e garante a consistência da competição, mas também a segurança para o lutadores”, completou.

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Leandro Paiva prepara nova obra para 2011



Depois do enorme sucesso da primeira edição de seu livro “Pronto Pra Guerra”, Leandro Paiva resolveu quebrar um segredo que vinha sendo mantido a sete chaves e, em primeira mão, disponibiliza para os leitores da TATAME a capa, apresentação e introdução da obra que está escrevendo: “Olhar Clínico nas Lutas, Artes Marciais e Modalidades de Combate”. “Acrescentei tópicos inéditos baseados em outras informações advindas de artigos e livros publicados no Brasil e em outros países, com temas relevantes para serem divulgados, em minha opinião, com máxima urgência”, revela o autor, logo na apresentação do livro. Confira abaixo um aperitivo do livro:


Apresentação:

"É claro que meus filhos terão computadores, mas antes terão livros." (Bill Gates)

Após ter escrito o livro “Pronto Pra Guerra: Preparação Física Específica para Luta e Superação”, minha fome de escrever só aumentou. Queria cada vez mais dar conta desse vício de me comunicar por meio de palavras, especialmente no segmento de Lutas, Artes Marciais e Modalidades de Combate. Como livro-texto de primor e rigor científico, o “Pronto Pra Guerra” cumpre bem sua função: instruir estudantes, professores, atletas, técnicos e fãs de lutas com informações básicas e também avançadas sobre essas práticas. Por outro lado, percebi alguma dificuldade de leitura dos indivíduos que nunca se depararam com textos científicos mais abrangentes.

Assim, decidi mudar o contexto sem perder o foco. Na presente obra, a apresentação de informações baseadas em artigos e livros técnico-científicos está mantida. No entanto, ao invés de discorrer sobre temas abrangentes, serão tratados tópicos especiais em diversas vertentes: preparação física, psicológica e técnico-tática; lesões; aspectos sociológicos; alimentação e suplementação, etc. De fato, estava “tocando” outros projetos de publicações futuras, quando em conversa informal surgiu a ideia de convergir informações de pesquisas recentes com tópicos mais aprofundados do que já havia escrito nos artigos para plataforma web (internet) e cursos que ministro por todo país. A intenção declarada é: publicar um livro menor e complementar ao “Pronto Pra Guerra”; contudo, de forma alguma simplório ou menos importante do que ele. Apenas mais acessível para todos.

Como citado anteriormente, alguns tópicos foram baseados em artigos já publicados no Blog que mantenho (www.prontopraguerra.blogspot.com) e nos slides dos cursos. O que fiz relacionado ao que estava “pronto” foi adicionar novas informações complementares aprofundando ainda mais o tópico. Além disso, acrescentei tópicos inéditos baseados em outras informações advindas de artigos e livros publicados no Brasil e em outros países, com temas relevantes para serem divulgados, em minha opinião, com máxima urgência. Essa rapidez na divulgação dessas informações origina da minha constatação de que, do mesmo modo que meu “apetite” para escrever tem aumentado, também, proporcionalmente, está cada vez aumentando mais a fome dos leitores por novas informações direcionadas às Lutas.

Ressalto que o selo na capa deste livro contendo a frase: “Contém Dados Inéditos”, é referente aos resultados obtidos de algumas pesquisas ainda não publicadas e no fato de que até a data de publicação desta obra, diversos dados oriundos de artigos científicos publicados em periódicos nacionais e, principalmente, internacionais, ainda não haviam sido adaptados para publicação no Brasil neste formato (livro). Dentre eles, destaque especial para inclusão de dados de difícil acesso publicados em periódicos russos e ucranianos.

Como pauto minha vida pessoal e profissional de maneira pró-ativa em vez de somente sonhos e projeções sem realização (apesar de, eventualmente, “viajar” em meus pensamentos...), arregacei as mangas para concluir este livro antes dos outros que já estão sendo minuciosamente preparados. Espero conseguir cumprir a proposta.



Introdução:

“Se as portas da percepção estivessem limpas, tudo apareceria para o homem tal como é: infinito.” (William Blake)

Em diversos estudos foi observado que 80% das informações que nos chegam vêm pelos olhos (Christofoletti, 2004). Nossos olhos são radares individuais, alertas a mudanças no ambiente e ao movimento dos corpos. Em função disso asseveramos que olhar é muito mais do que ver. É contemplar, sondar, ponderar, julgar e estudar. Também é pesquisar, examinar, atentar e considerar. Olhar transcende um fenômeno físico. É uma forma de compreensão, um ensaio de sensibilidade e racionalidade.

A concepção do “olhar clínico” ganhou força no segmento médico-biológico a partir do século 17, constituindo-se em um conhecimento que sistematiza o funcionamento normal do organismo e define o que é patológico (doença) para fins de intervenção, controle e normalização. É um olhar que pensa revelar a extrema verdade pela libertação de uma estrutura implícita, que além de ler o visível, tenta descobrir alguns “segredos” (Foucault, 2004). Caracteriza um olhar clínico: sensível, direcionado, atento, qualitativo, com sutil percepção e que não descarta o essencial.

Atualmente é bem aceita a concepção de que um olhar clínico não é um olhar que ocorre somente no meio médico como se pensava antigamente. É, sim, um método clínico de observação da realidade. Nas lutas, pode ser ressignificado por intermédio do interesse crescente de pesquisadores em decodificar diversos elementos relacionados a essas práticas. O utilizam como instrumento de investigação na coleta de dados para o diagnostico e possível intervenção nas dificuldades associadas a situações de treinamento e competição.

Podemos afirmar que o olhar clínico nas lutas, artes marciais e modalidades de combate é um olhar que procura, interroga e escava. Tenta ultrapassar os elementos biológicos, sócio-culturais e pedagógicos visíveis (e explícitos) e descobrir outros implícitos – “escondidos” – correlacionados ou não à interação lutador-adversário.

Com este livro, o leitor será capaz de dominar tópicos específicos com muito mais propriedade. A proposta é de não enfatizar nenhuma luta em especial, com exceção do Vale-Tudo ou MMA – Mixed Martial Arts. Julgamos baseados na concepção do Mestre de Jiu-Jítsu (faixa vermelha) e Doutor em Psicologia do Esporte, João Alberto Barreto, que de fato, o MMA não representa um tipo de luta na qual as artes marciais se misturam originando outra. Na opinião dele (e na nossa), elas se integram.

Assim, apesar da ênfase sobre o MMA por integrar lutas, artes marciais e modalidades de combate ocidentais e orientais, tentamos distribuir igualitariamente as informações sobre outras lutas não privilegiando nenhuma em especial. Nosso principal objetivo foi o de estimular o senso crítico e reflexivo do leitor para que adapte as informações à modalidade que pratica, ensina ou terá de realizar algum trabalho físico, alimentar, psicológico, etc.

AGUARDE...
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Leandro e o sucesso do “Pronto pra Guerra”





Estudioso das lutas, Leandro Paiva lançou, em 2009, o livro “Pronto pra Guerra”, obra que rapidamente se tornou febre e rapidamente se esgotou. O lançamento da aguardada segunda edição empolgou os leitores, que estão esgotando rapidamente os estoques do livro (garanta já o seu aqui). Em entrevista à TATAME, Leandro comentou o sucesso da obra, analisou o panorama da preparação física no Brasil e comentou os planos para a terceira edição do livro.

Depois de esgotar em pouco tempo a primeira edição do seu livro "Pronto pra Guerra" chegou a segunda edição. Como você está vendo tudo isso?

Me sinto feliz de concretizar meu sonho e direta ou indiretamente conseguir ajudar muitos atletas, técnicos e profissionais que me enviam e-mails afirmando sobre o poder transformador daquelas informações em suas vidas, pessoal e profissional. Parece coisa de mulher (risos), mas toda vez que leio esses e-mails me emociono mesmo, afinal quando dormi e sonhei com isso há quatro anos nunca imaginei que tudo isso se tornaria realidade (confira a história no vídeo abaixo).

Quais são os planos para a próxima edição do "Pronto pra Guerra"?

Bom, pelo que averiguei já está esgotando a segunda edição, com previsão de acabar em no máximo quatro ou cinco meses. Nessa edição, não deu tempo de mexer em nada. Não deu, pois a primeira esgotou bem antes do que imaginávamos. Então, quando terminar por completo a segunda, vou dar um tempo e iniciar um projeto novo, longo e sem previsão, para aperfeiçoar mesmo a terceira edição. Em primeiro lugar vou atualizar com novas informações e revisar novamente. Em segundo, vou ampliar. Provavelmente terão mais três capítulos escritos em parceria com outros autores: medicina esportiva aplicada às lutas, antropologia e também de pedagogia. Essa é a minha ideia agora. Ah, o nome também vai mudar na terceira, mais condizente com o conteúdo: "Pronto Pra Guerra: Manual de preparação física, médica, psicológica, técnico-tática, pedagógica e alimentar específicas para Luta".

Você realizou um Simpósio no Rio de Janeiro... Como foi?

Não realizei sozinho. Meu grande amigo Rogério Camões realizou comigo. Para mim, teve seu lado positivo e negativo. A parte boa foi que conseguimos atingir a proposta, ou seja, democratizar informações de difícil acesso difundindo a ciência das artes marciais. O Simpósio Nacional foi um sucesso de público e as críticas foram bem positivas. Consegui também juntar os melhores jornalistas dos grandes veículos de mídia especializados, feito inédito. Além disso, o nível dos inscritos era muito bom: inteligentes e realmente interessados, atentos. Faltaram ajustar pequenos detalhes que ocorreram em cima da hora, que nos próximos que eu organizar não serão repetidos. Não adianta, sou perfeccionista... O lado negativo, na minha opinião, é que queria contato melhor e maior com os leitores e, por mais que tentei, não consegui como eu queria. Queria conhecer melhor eles e suas histórias. Tive que tomar a frente de muita responsabilidade, que acabou me privando um pouco disso.

Como você vê o mercado de luta no Brasil?

Difícil, bem difícil, mas sinalizando melhoras. Não perco a esperança. O país está crescendo em tantos setores, a tendência é crescer também com o aumento de renda da população, no setor de lazer e entretenimento. Crescendo isso, aumenta a possibilidade de mais investimentos nas lutas, em especial no MMA.

E a preparação dos atletas: você acha que está bem mais profissional desde o lançamento do seu livro?

Sinceramente, não acho isso em função do meu livro. Já estava bem mais profissional antes mesmo do lançamento. Então, seria muita injustiça e pretensão minha desmerecer o trabalho de diversos profissionais que já estavam construindo este cenário. No meio acadêmico, por exemplo, meu amigo, o pesquisador Fabrício Boscolo Del Vecchio já vinha se destacando com estudos científicos relevantes sobre Jiu-Jítsu e MMA. Na parte prática, cronologicamente, ajudaram a constituir este cenário: Rogério Camões, Paulo Caruso, Marcio Pimentel, André Benkei, Rafael Alejarra e, mais recentemente, o Itallo. Na parte psicológica, o pioneirismo do Mestre João Alberto Barreto e as novas informações obtidas pelo Jorge "Marujo". Enfim, se eu tive algum mérito foi o de, com a publicação do livro, trazer ferramentas complementares e compartilhar com todo mundo isso somado ao que já existia, independentemente de morar nos grandes centros. Apenas isso, que acho nada demais.

Fonte: http://www.tatame.com.br/




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Tenório em Pequim





Um documentário lançado recentemente mostra a jornada do judoca Antônio Tenório enquanto se preparava para disputar a medalha de ouro nas Paraolimpíadas de Pequim, realizadas em 2008. Tenório não é qualquer atleta. Carrega na manga do quimono o círculo vermelho que simboliza um atleta classificado como B1, ou seja, totalmente cego. As filmagens foram realizadas no Brasil, França e China, percorrendo os treinos e competições.

Um dos raros atletas deficientes visuais que competem também em campeonatos regulares, Tenório é tetracampeão paraolímpico na categoria até 100Kg. A primeira medalha foi conquistada em 1996, em Atlanta. Depois disso, foi campeão nas três edições posteriores.

Adiante segue parte do fascinante documentário.


Leandro Paiva


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Preparação Física de Randy Couture (Mercenários)


Apesar de fugir um pouco da proposta deste Blog por ser somente preparação física para participar de um filme, segue a título de curiosidade material contendo sessão de preparação física do atleta Randy Couture (UFC). Nela, o casca grossa literalmente "rala" para estar em boa forma no filme "Os Mercenários", lançado há pouco no Brasil. Para assistir, clique Aqui.

Leandro Paiva
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Treinamento Desportivo aplicado ao Jiu-Jitsu

Ricardo Arona.

Um artigo recente escrito pelo amigo Leonardo Andreato joga luz aos avanços conquistados na ciência das artes marciais. Nele, versa sobre diversos estudos ampliando a possibilidade de conhecimento e entendimento sobre como prescrever o treinamento físico e técnico para atletas de Jiu-Jítsu com bases científicas atuais. Adiante segue os principais trechos.


Leandro Paiva




BASES PARA PRESCRIÇÃO DO TREINAMENTO DESPORTIVO APLICADO AO BRAZILIAN JIU-JITSU

Autor: Leonardo Vidal Andreato



Resumo

Nos dias atuais o condicionamento físico vem se tornando cada vez mais importante, tornando-se fator determinante para se alcançar o triunfo nos esportes que exigem das aptidões físicas, em alguns casos superando o talento. Contudo, a sistematização da preparação física deve ser realizada respeitando teorias gerais do treinamento desportivo e principalmente as especificidades da modalidade.

Neste sentido, o Brazilian Jiu-Jitsu é um esporte que vem crescendo muito nos últimos anos, principalmente em seu caráter esportivo, porém a evolução literária acerca da modalidade não segue a mesma proporção. Desta forma, o objetivo deste estudo foi por meio bibliográfico, explanar algumas das bases para a prescrição do treinamento desportivo aplicado ao Brazilian Jiu-jitsu.

FREQUÊNCIA CARDÍACA APLICADA AO JIU-JITSU

A freqüência cardíaca (FC) pode ser um indicativo da intensidade do esporte e indicativo da predominância de sistema fornecedor de energia (POWERS; HOWLEY, 2000; WILMORE; COSTIL,2001). Em estudo com lutadores de BJJ (n=7) onde estes realizaram lutas entre 7 e 10 minutos, obtive-se os seguintes valores: a FC pré-luta de 72,2 ± 9,2 batimentos por minuto (bpm), e FC média de 181,7 ± 5,9 bpm; FC máxima (FCmáx) de 195,0 ± 7,1 bpm. Concluí-se com este estudo que a FC tende aumentar de forma não linear (DEL VECCHIO et al., 2007).

Franchini et al. (2003) em estudo com praticantes deBrazilian Jiu-Jitsu (n=22) relatam quem em uma luta de 5 minutos a maior FC é apresentada no último minuto, embora o seu aumento não ocorra de forma linear.

O aumento da FC de forma não linear pode estar relacionado ao fato que ocorre predominância de pontuação até o terceiro minuto da luta, quando os atletas ainda apresentam níveis inferiores de fadiga neuromuscular; no entanto, em algumas situações, as pontuações acontecem com maior intensidade no final do combate, denotando que os atletas mais bem condicionados tendem a deixar a luta correr para, então, esforçarem-se após o quinto minuto de luta (DEL VECCHIO et al., 2007).

FORÇA MUSCULAR APLICADA AO JIU-JITSU

Força é uma grandeza física expressa pela massa versus aceleração, no treinamento físico é mais correto o uso da expressão força muscular (BARBANTI, 2001) que pode ser entendida como a força máxima que pode ser gerada por um músculo ou por um grupo muscular (POWERS; HOWLEY, 2000).

Em praticantes de jiu-jitsu é de fundamental importância um bom desenvolvimento da força, principalmente a de membros superiores através de contrações isométricas por sua utilização, devido à técnica ser em geral de extremo contato e não proporcionar espaços para movimentos dinâmicos (MOREIRA et al., 2003). Del Vecchio et al. (2007) indicam que os atletas de Brazilian Jiu-Jitsu necessitam de alta força isométrica.

Franchini et al., (2003) em pesquisa realizada com atletas de Brazilian Jiu-Jitsu (n=22) em simulações de luta de duração de 5 min, relatam que os atletas desta modalidade não possuem elevada força de preensão manual, 54,2 ± 6,7 kgf na mão direita e 51,4 ± 6,1 kgf na mão esquerda, porém, conseguem mantê-la sem grandes alterações no decorrer de uma luta de 5 minutos, 84,4 ± 7,7 % da força de preensão máxima no quinto minuto de luta.

Entre tanto na coleta dos dados havia interrupções a cada minuto, fato este que pode influenciar na manutenção da força, tendo os atletas pausas breve, nas quais podiam recuperar-se.

Em mesmo teste de dinamometria de preensão manual judocas da seleção brasileira apresentaram 49,5 ± 12,8 kgf na mão direita e 47,2 ± 12, 4 kgf na mão esquerda (FRANCHINI et al., 1997), enquanto judocas belgas de alto nível apresentaram 64, 9 ± 8,9 kgf na mão direita e 59,7 ± 8,8 kgf na mão esquerda em teste de preensão manual (CLAESSENS et al., 1984).

Porém, deve-se destacar que a força de preensão manual tende a aumentar à proporção ao aumento da estatura, e com o aumento da massa corporal(FRANCHINI; DEL VECCHIO, 2001), e as circunferências de braço relaxado e contraído e de antebraço influenciam positivamente os resultados de preensão manual, apesar de essa correlação ser moderada (MOREIRA et al., 2003).

POTÊNCIA E CAPACIDADE AERÓBIA APLICADAS AO JIU-JITSU

Potência aeróbia máxima, VO2máx, é uma medida reproduzível da capacidade do sistema cardiovascular de liberar sangue a uma grande massa muscular envolvida num trabalho dinâmico (POWERS; HOWLEY, 2000). Capacidade aeróbia é a capacidade máxima de transportar e utilizar oxigênio.

Considera-se o poder aeróbio um importante indicador de aptidão física cardiovascular (LATIN, 1997).A capacidade aeróbia é indicada pelo limiar anaeróbio, momento onde passa a prevalecer o metabolismo anaeróbio (POWERS; HOWLEY, 2000).

Conhecer a zona de transição aeróbia/anaeróbia dos atletas de lutas se faz importante para controle do trabalho através da FC, individualizando o número de combates realizado por cada atleta na sessão de treino, pois uma sustentação por longo período do trabalho acima desta zona pode influenciar negativamente nos aspectos neuromusculares que exige a modalidade(RODRIGUEZ et al., 2007).

Acredita-se que valores elevados da potência e da capacidade aeróbia proporcionem ao atleta manter uma intensidade elevada durante toda a luta, retardando o acúmulo de lactato, e proporcione maior recuperação entre as lutas (CASTARLENAS; SOLÉ, 1997).

Atletas de judô norte-americanos de elite apresentaram VO2máx entre 53,2 ± 1,4 ml⁄kg⁄min (CALLISTER et al., 1990). Judocas da seleção canadense apresentaram valores de 59,2 ± 5,2 ml⁄kg⁄min (THOMAS et al., 1989). Não existe exigência de valores acima de 65 ml⁄kg⁄min, nem indicações de que o VO2máx acima desse valor possa trazer vantagens, uma vez que o treinamento concorrente pode diminuir a capacidade do desenvolvimento de força e potência.

Em atletas com mais de 90 kg tem sido comum encontrar valores de VO2máx abaixo de 50 ml⁄kg⁄min (FRANCHINI, 2001).

O treinamento para melhorar o VO2máx é importante para atletas que competem em provas de média duração (2-3 minutos a 10-15 minutos) (DENADAI, 2000). Atividades com intensidade sub-máxima,tanto intervaladas quanto contínuas, não são capazes de aumentar o VO2máx em atletas que já possuem uma elevada potência aeróbia. Desta maneira tem sido comum a utilização do método intervalado, o qual tem se mostrado eficiente para o aumento da performance competitiva. Este método produz intensidade igual ou superior à encontrada na competição (BARBANTI et al., 2004).

Em atletas altamente treinados se faz indispensável ao menos uma ou duas sessões de treinamento intervalado de alta intensidade, acima do VO2máx, para que ocorra melhora do VO2máx. Porém, a intensidade e volume devem respeitar a individualidade do atleta para evitar o overtraining (DENADAI, 2000). Exercícios de tiros e alto intervalo, 90 segundos a 3 minutos, tendem a não aumentar o VO2 de Pico, diferente do treinamento com menor tempo de intervalo, entre 20segundos e 1 minuto (FLECK; KRAEMER, 2006).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao analisar o treinamento desportivo aplicado ao Brazilian Jiu-jitsu se pode perceber que ainda existem diversas lacunas a serem preenchidas, visto a evolução do esporte. Com base em dados disponíveis da modalidade, e com bases em dados de modalidades semelhantes, como luta olímpica e judô, pode-se relatar que a principal base a ser seguida é a definição de quais fatores são determinantes e quais fatores são limitantes do desempenho em lutas de Brazilian jiu-jitsu.

A partir disto, deve-se conduzir o treinamento com a maior especificidade possível, evitando a inclusão de exercícios gerais e que não se enquadre nas demandas energéticas da modalidade. Contudo, devem ser estimulados mais estudos acerca do Brazilian Jiu-jitsu, visto que ainda existem muitas questões a serem investigadas.

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