ATENÇÃO: LIVRO "PRONTO PRA GUERRA" DISPONÍVEL PARA VENDA!
Contato para cursos, workshops, palestras e consultorias: leandropaiva@prontopraguerra.com.br

Curso de Preparação p/ Lutas (Física, Técnico-Tática, Psicológica e Alimentar)





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Convido formalmente os leitores deste Blog e amantes das lutas em geral para participarem de mais um evento no qual participarei em Porto Alegre (clique na imagem do cartaz). Além da chancela e registro do número de horas pela OMP Editora contará com aulas teóricas e práticas. Sinceramente, estarei realizando o que mais gosto, ou seja, democratizando informações de difícil acesso e difundindo a ciência das artes marciais. Imperdível!



Leandro Paiva
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Lutas na Educação Física






Professora Joice Mayumi Nozaki, da EMEF Professor Marques de Oliveira, em São Paulo, desenvolveu um projeto sobre lutas na Educação Física com os alunos da 5ª e 7ª séries e foi uma das vencedoras do Prêmio Victor Civita 2010.

Leandro Paiva.


Assista o vídeo sobre o projeto vencedor:




Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/
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Projeto exige curso para professor de arte marcial





Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7813/10, do deputado Walter Feldman (PSDB-SP), que obriga os profissionais que ensinam artes marciais (instrutor, técnico, professor ou mestre) a terem um curso de capacitação técnica na modalidade de pelo menos 24 meses ininterruptos.

De acordo com o projeto, o curso de formação será promovido por instituições de ensino ou organizações da sociedade civil reconhecidas pela administração pública.

A proposta regulamenta a profissão de instrutor de artes marciais. Segundo o deputado, apesar de bastante difundidas no País, essas modalidades esportivas ainda não contam com legislação específica, não sendo mencionadas nem na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), cadastro do Ministério do Trabalho que reúne todas as profissões em curso.

Atualmente, diz Feldman, a atividade de professor de artes marciais é regulada apenas na esfera privada, pelas federações estaduais e pela Confederação Brasileira de Esportes de Contato (Confbec).

Apesar dos esforços dessas entidades, ele acredita que o assunto precisa ser tratado na esfera legal, abrangendo todas as modalidades esportivas, como muay thai, boxe, jiu-jitsu e caratê, entre outras.

"Elas [artes marciais] precisam e podem ser homogeneizadas, pois a atividade básica é a mesma, conforme entendem as próprias confederações", avalia o deputado.

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivoRito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo.

O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total).

Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário. nas comissões de Turismo e Desporto; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara de Notícias
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MMA é violento?



Hematomas pelo corpo, cortes no rosto e dores musculares. É comum identificar tais sintomas em lutadores de Mixed Martial Arts (MMA). À primeira vista, o esporte é um dos mais violentos da atualidade e gera as mais variadas lesões nos praticantes. Um estudo publicado pela American College of Sports Medicine, no entanto, vai na direção contrária desse pensamento. A pesquisa, realizada pelo dr. Matthew Otten, que é médico de ringue no Ultimate Fighting Championship (UFC), atesta que a maioria das lesões não são tão sérias quanto imaginamos.

Segundo o especialista, o resultado foi surpreendente até mesmo para ele, acostumado a lidar com os combates de perto. Questionado se os índices apontados pela pesquisa eram os que ele esperava quando começou a conduzir o estudo, ele é taxativo. "Não, muito pelo contrário. Eu pensei que o número de lesões seria muito alto. Esse foi o grande achado da pesquisa. A taxa de lesões é menor do que no boxe e, na verdade, se tirarmos os cortes no rosto e as dores musculares, o esporte apresenta um surpreendente baixo número de contusões", explica o pesquisador.

Para o dr. Otten, os dados conseguidos por meio do estudo poderão ser úteis para os profissionais que, assim como ele, realizam o primeiro atendimento aos lutadores. Mas também podem ir além. "A pesquisa pode ajudar os médicos a avaliar as tendências de lesões e a estar preparados para lidar com elas. Além disso, ajuda na hora de verificar os resultados de imagens neurológicas e raios X", opina ele, que se mudou este ano para Las Vegas justamente para trabalhar no UFC.

Lutadores concordam

Literalmente dando a cara a tapa nos ringues e octógonos, os lutadores são os que têm mais propriedade para falar se o esporte é violento ou não. E, para eles, a pesquisa do doutor Matthew Otten retrata a realidade. "Concordo que o MMA não é um esporte tão violento e perigoso. Na academia mesmo eu reparo isso. Os atletas de luta machucam-se menos do que os de outros esportes. A gente vê muita gente que se machuca jogando futebol", afirma Renato Alves, mais conhecido como Moicano, atleta de 21 anos que treina vale-tudo desde o começo do ano passado.

Segundo o jovem lutador, que tem um histórico em outras modalidades, ele nunca teve problemas sérios por causa do esporte. "Já tive pequenas lesões, mas nada muito sério. O pior foi uma lesão parcial no joelho direito, mas consegui recuperar apenas com fisioterapia. Antes de entrar no MMA, eu treinava jiu-jítsu e boxe e também nunca me machuquei", conta. Guto Inocente, outro praticante da capital, no entanto, não teve a mesma sorte. "Quebrei a mão lutando no Rio de Janeiro. Foi a segunda vez que tive essa lesão", revela.

Polêmica das proteções

O tamanho das luvas e as proteções geram certa discussão. Mesmo concordando que as luvas são muito pequenas, todos concordam que não há o que mudar. "A luva é pequena sim e a mão fica pesada nos pesos mais altos, mas não tem como ser diferente sem atrapalhar alguns golpes", destaca o lutador Pedro Galiza, que tem luta marcada no Capital Fight. "Acredito que a proteção no MMA é suficiente para os atletas", acrescenta Guto Inocente.

Para o dr. Matthew Otten, a questão é delicada, mas nada que justifique nenhuma mudança nos eventos. "Essa é uma questão difícil, porque a essência do MMA é lutar sem proteção. Tem um estudo que confirma que, quanto menor o tamanho das luvas, maior a velocidade dos socos. Isso aumenta as chances de concussões e lesões cerebrais. Porém, no geral, não há muito mais opções de proteção que os lutadores em nível profissional possam usar."

Fonte: www.superesportes.com.br
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Professor de Muay Thai faz papelão




Muitos mestres de artes marciais costumam quebrar pedaços de madeira com chutes e socos para mostrar que são verdadeiros guerreiros. Só que quando a tentativa não dá certo fica a impressão de que o lutador não é tão bom assim. O que acontece no vídeo abaixo é exatamente um desses momentos de pouca glória no esporte.

Durante um treino em uma academia nos Estados Unidos, um professor de Muay Thai (boxe tailandês) resolve reunir seus amigos para demonstrar toda sua técnica. Mas, dessa vez, a madeira ganhou. Foram três chutes, com toda a força possível para partir ao meio um pedaço grande de madeira. Não deu certo. Apesar de toda a vontade, o objeto se manteve intacto.

Envergonhado, o professor desiste, vira para a platéia e diz:

- Bom, deu pra vocês entenderem. É mais ou menos isso.



Veja o papelão no vídeo abaixo:

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A ciência dos perdedores...



Quase nunca utilizei este espaço para falar de mim, pessoalmente. Sempre acreditei que, além de desinteressante, soaria pedante demais. Pensei, titubeei e decidi que, dessa vez, em vez de utilizar esta oportunidade para compartilhar informações sobre "As Ciências das Artes Marciais", não frearia meu ímpeto em apresentar informações da "ciência" mais perversa: a dos perdedores.

De fato, não precisava denominar este artigo de "A ciência dos perdedores". Foi apenas um trocadilho irônico com meus textos costumeiros. Explico. Aliás, tentarei sucintamente:

Em 2001, após perceber que, em longo prazo, o mercado de educação física no Rio de Janeiro se tornaria cada vez mais perverso para os profissionais e atraente para os empresários do setor (oferta e demanda...), decidi que iria embora do Estado.

Tudo começou aí. Quando comentei que a escolha tinha sido Manaus, capital do Amazonas todos foram contra. Família, amigos, colegas. Todos me taxaram de louco e diziam: NÃO vá para um local tão distante, NÃO vai dar certo.

Decidi - como sempre - nadar contra a corrente e ir para o Amazonas. Depois de muito trabalho, conquistei em três anos o que não havia conquistado trabalhando quatro no Rio. Não foi dessa vez que entrei para as estatísticas da ciência dos perdedores. Ufa! É claro que sou obstinado. Não relaxo nem sossego enquanto não da certo. Ajuda muito quando você começa do zero.

Já no Amazonas, mais uma vez as estatísticas me namoraram...(risos). Decidi em 2005, apesar de ser um "mero" professor de Educação Física, que me engajaria em um projeto social no qual fui "fisgado". Formação e assistência para crianças vítimas de violência doméstica, do nascimento até os seis anos de idade. Na época era desesperadora a situação, pois tinham se esgotado os estoques de fraldas sem previsão de reposição. Imagine. As fraldas estão para os bebês como a dentadura para os idosos. SOBREVIVÊNCIA.

Convenci um grande amigo de tamanho e coração, Jair Gomes (na época participava da competição do homem mais forte do mundo), a vir me ajudar. Empresários e políticos me diziam: "é loucura, vai nadar, nadar e nadar, e morrer na beira da praia". Somente o Senador Arthur Virgílio e seu filho Arthur Bisneto se sensibilizaram e colaboraram enviando a passagem para Jair vir a Manaus para puxar "no braço" um caminhão lotado de crianças.

Arrecadamos um caminhão cheio de fraldas doadas pela população e por empresários. A foto que ilustra este artigo representa este dia. Com toda certeza, um dos mais emocionantes da minha vida. Dei um duro golpe nas estatísticas dos perdedores (Ahahahahahaahahha). Gargalhei dos que disseram NÃO. Juntinho com as crianças.

Em 2008, após concluir o livro "Pronto Pra Guerra", literalmente a concretização de um sonho, o fantasma dos perdedores voltou a me assolar. Não sabia o que fazer. Tinha vendido meu carro, raspado todas as economias de anos de trabalho para apostar neste sonho. Sabia que ia mudar a vida de muita gente, mas naquele momento só ouvia as piadas. Ora um dizia: "você é doido, ninguém mais lê nada nesse País", ora outro bradava: "vai falir, todo mundo só lê coisa de internet, ninguém tem mais paciência para ler livro". Que desespero. Fui adiante.

Após publicar com muita dificuldade em 2009, em menos de um ano já praticamente se esgotaram duas edições e o livro se tornou Best-Seller. Sorte? Talvez. Parafraseando Fabrício Boscolo Del Vecchio (amigo que me impulsionou e deu injeção de ânimo fundamental para concretizar meu livro): Sorte = oportunidade + capacidade.

Quero concluir este artigo alertando para algo inédito. Agora, em 2010, estou diante da maior prova de que posso engrossar as estatísticas. O pior: levar quase três mil leitores do livro "Pronto Pra Guerra" e os mais de cinquenta mil leitores de meus artigos comigo.

Fui incumbido da missão de transformar em dois dias a vida de centenas de pessoas. Fãs de lutas, técnicos, praticantes casuais, atletas, professores de educação física, fisioterapeutas e por aí vai...

Deus e/ou o destino me mandaram definitivamente tomar a frente e encerrar de vez com os tais "mistérios" que envolvem as Lutas, Artes Marciais e Modalidades de Combate. Lembra até "Zadig ou O Destino", célebre livro de Voltaire, escritor e filósofo francês (recomendo). A única certeza que tenho é de que as coisas serão diferentes para quem conseguir se esforçar para participar disso.

Assim, os que desejarem se unir comigo para não engrossar a perversa estatística supracitada, contará com o auxílio dos maiores especialistas do País, quiçá, do mundo. Não posso adiantar muita coisa ainda. Só posso afirmar que, mais uma vez tenho ouvido NÃO diariamente; entretanto, mais uma vez, resolvi seguir adiante. Quem sabe não exterminamos de vez a tal "ciência dos perdedores", afinal se nascemos nus, sem nada, e conseguimos ler este texto até o final, o céu é o limite. Basta acreditar e ter atitude vencedora. Bom, pense bem baseado na programação adiante. Até lá.


Leandro Paiva








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* Obrigatória a participação em ao menos 70% das aulas que escolher (opcionais) nos dois dias de convenção para receber o certificado.
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Dolce & Gabbana estreia no Boxe





Os famosos estilistas italianos Domenico Dolce e Stefano Gabbana vão patrocinar uma equipe de boxe pela primeira vez, em mais uma medida para levar sua marca além do mercado da moda.

A marca da dupla, cujas criações são usadas por astros e estrelas mundiais como a cantora Madonna e o jogador de futebol Lionel Messi, está entre uma série de grifes que apostam no mercado esportivo para levantar suas vendas após a crise financeira global.

"O esporte é basicamente disciplina e sacrifício, e isso constantemente inspira nossas coleções", informou Dolce e Gabbana à Reuters em entrevista por email.

O ícone fashion Giorgio Armani, que patrocina o time de basquete do Milan com sua marca Armani Jeans, anunciou recentemente que vai investir 7 milhões de euros em uma academia esportiva na cidade.

A Dolce e Gabbana, que já veste os times do Milan e do Chelsea, além da seleção italiana, agora está patrocinando a equipe de boxe Milano Thunder, que conta com lutadores como o italiano medalhista olímpico Clemente Russo.

A equipe vai estrear no novo torneio internacional World Series of Boxing em novembro. Os dois estilistas já têm uma linha esportiva chamada Dolce&Gabbana Gym.

"Marcas de luxo se associam com o esporte frequentemente - uma das razões pela qual a PPR, dona da Gucci, comprou a Puma", disse James Lawson, diretor da consultoria internacional especializada no mercado de luxo Ledbury Research.

O novo acordo com a equipe de luta, anunciado em uma academia de Milão, acontece apenas uma semana após a Dolce & Gabbana ter fechado acordo com o argentino Messi para ser embaixador internacional da marca.

Fonte: http://oglobo.globo.com
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Lutadores receberão milhões de patrocínio?





O esporte brasileiro recebe um auxílio precioso para crescer em modalidades que são pouco apoiadas em seu próprio território. No Programa Petrobras Esporte e Cidadania será investido uma verba de R$ 265 milhões em atletas do boxe, esgrima, taekwondo e levantamento de peso, tradicionalmente conhecidos por suas dificuldades em treinar e participar das principais competições.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva compareceu à apresentação do projeto, porém nem sequer discursou ou concedeu entrevistas aos jornalistas. De qualquer forma, pôde perceber a satisfação dos representantes de esportes que vinham carentes no país e agora serão patrocinados pela Petrobras.

"Estão estendendo a mão aos que precisam, não é uma decisão fácil. Todos aqui não têm acesso a patrocínios. Normalmente, só é dado apoio aos atletas que ganham", exaltou o presidente da Confederação Brasileira de Levantamento de Peso, Ricardo Mesquita Calmon.

O ministro do Esporte, Orlando Silva, seguiu a mesma linha de discurso e destacou que o planejamento do governo desde 2003 é abrir as portas para atletas que encontram dificuldades em treinos e estrutura. Aliás, muitos dos representantes do boxe, esgrima, taekwondo e levantamento de peso conseguem sobreviver porque não vivem exclusivamente do esporte.

"Esse projeto é parte da estratégia que o Brasil persegue para estimular a política de todos os esportes. Completamos três anos da Lei de Incentivo Fiscal e já foi investido um valor de R$ 240 milhões em diferentes esportes", ressaltou. "Essas são as modalidades que mais precisam", emendou.

A verba de R$ 265 milhões será investida em duas frentes: R$ 100,5 milhões a atletas de alto rendimento, visando a evolução imediata das modalidades, e R$ 164 milhões na revelação de novos talentos, com a construção de sete Centros de Treinamentos espalhados por todas as regiões do país.

"Esse programa se baseia no planejamento desse período, mas não esquece o amanhã. Se por um lado vamos melhorar as condições dos atletas que já disputam competições, também abrimos o leque para o esporte educacional. O objetivo é atingir até 18 mil estudantes. Eu acho difícil, mas gostaria de chegar até 17.999", brincou o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.

As verbas relacionadas a esporte de alto rendimento serão administradas pelo Instituto Passe de Mágica, da ex-jogadora de basquete Paula. Desta forma, ela será a responsável por distribuir o dinheiro às Confederações e também prestar contas.

"Eu me preparei dez anos para isso, trabalhando no Centro Olímpico e realizando cursos", afirmou Paula, que terá a ex-jogadora de vôlei Ana Moser como parceira, cuidando dos investimentos no esporte educacional.

Gafe - Se Lula saiu em silêncio do evento, o presidente foi um dos alvos do momento mais hilário do dia. O protagonista: Orlando Silva, que fez uma brincadeira com Diogo Silva, medalhista pan-americano no taekwondo, e acabou atingindo outras pessoas. "Sei que você terá de cortar o bigode e a barba porque faz parte das forças armadas do nosso país. Lá não pode, é lugar de gente séria", disse o ministro Orlando, sem lembrar da "barba presidencial".

Fonte: http://esportes.terra.com.br/
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Jiu-Jitsu: Servidores se enfrentarão nos tatames





A edição 2010 dos Jogos dos Servidores Municipais de Manaus-AM conta com iniciativa inédita no cenário nacional. Pela primeira vez a modalidade esportiva Jiu-Jítsu será incluída. Atletas que fizeram sucesso no passado e os atuais campeões poderão se enfrentar representando suas secretarias, no estilo “lutas casadas”, que contará com atletas da faixa branca à faixa preta.

Disputadas em três categorias (Galo/Pluma/Pena; Leve/Médio/Meio Pesado e Pesado/Pesadíssimo/Super Pesado), as lutas terão inicio as 8h do dia 23 de outubro. Não haverá disputa entre atletas das faixas branca e marrom, e branca e preta.

As lutas serão arbitradas pelo quadro de árbitros da Federação Amazonense de Jiu-Jítsu Esportivo (FAJJE). Estarão prestigiando o evento os professores “faixas pretas”, Paulo Coelho, Orley Lobato e Omar Salum. No tatame, servidores que já foram campeões: Calil Salam, Pililim, Cristian Rocha, Davi Araújo, Rodrigo Medeiros, Ricardo Silvestre e Rodrigo Brandão.

Veja a tabela de lutas casadas:

Rodrigo Brandão (Semcom) x Cristian Rocha (Semdej)

Rafael Macedo (Semcom) x Marcos Rocha (Fundação Dr. Thomas)

Heraldo Moraes (Semcom) x Ricardo Silvestre (Semdej)

Glauber Nunes (Guarda Municipal) x Hudson Santos (Semulsp)

Herivelton Barros (Guarda Municipal) x Davi Araújo (Semdej)

Claudionor Silva (Semad) x Vander Araujo (Semdej)

Gilberto Gomes (Semtec) x Altamir Jr. (Semgov)

Guilherme Vieira (Semtec) x Áramis Miranda (Semtrad)

Daniel Ferreira (Guarda Municipal) x Rodrigo Santos (Semad)

Jean Carlos (Semdej) x Emílio Correa (Semtec)

Fernando Lima (Semdej) x Leonardo Barros (Semtrad)

Lincon França (Semtec) x Alvaro de Jesus (Guarda Municipal)

Raimundo Almeida (Guarda Municipal) x André da Silva (Semed)

Fonte: http://portalamazonia.globo.com/
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Qual meio e/ou método julga ser mais eficiente para o preparo psicológico de lutadores?





Em nossa última enquete realizamos a seguinte pergunta aos internautas: Qual meio e/ou método julga ser mais eficiente para o preparo psicológico de lutadores? Seguem os resultados de acordo com a opinião dos leitores:


Dureza mental (aplicar no treinamento situações adversas para superação física e mental) (51%)

Metas (fixar periodicamente metas a serem conquistadas) (33%)

Visualização (imaginar intensamente o combate antes de lutar) (22%)

Yôga (posturas e respiração) (3%)

Aproveitando, convido a todos para participar da próxima enquete (coluna do lado esquerdo do Blog), respondendo a seguinte pergunta: Qual suplemento alimentar considera eficiente para lutadores?


Leandro Paiva
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Neurociência no Jiu-Jitsu e MMA

Atletas de Jiu-Jítsu reunidos com indumentária de cor azul, branca e preta.



Em outro artigo neste Blog foi apresentada a relação entre cor e sucesso nas lutas. No livro Pronto Pra Guerra, abordamos cuidadosamente o tema, ainda controverso.

A maior parte dos estudos associando vitória ou derrota às cores da indumentária dos atletas foi baseado em observação analítica descritiva, ou seja, simplificando, observação dos combates com registro do atleta campeão e perdedor, além da cor do "uniforme".

Diversos estudos têm sido realizados para confirmar a hipótese de que a cor do uniforme influencia no resultado esportivo. No Judô, os atletas lutam de quimono azul ou branco, determinados por sorteio. Portanto, nessa modalidade, é esperado que metade das lutas seja vencida por lutadores usando quimonos azuis e a outra metade, por quimonos brancos. Ao analisarem os resultados das lutas de judocas utilizando quimonos azuis e brancos (Jogos Olímpicos de Atenas – 2004), pesquisadores observaram que 60% foram vencidas por lutadores com quimono azul. A diferença não foi grande, porém significativa.

Todavia, outro estudo recente, no qual além dos Jogos Olímpicos de Atenas, também foram analisados três campeonatos mundiais da modalidade (2001, 2003 e 2005), observou-se que a diferença foi maior. Grande quantidade de combates foi vencida pelos atletas masculinos que utilizavam quimono azul.

Assim, apesar de não ser unanimidade na comunidade científica, existe a suposição de que uma estratégia simples possa ser eficaz se aplicada com atletas de Jiu-Jítsu e MMA: a escolha da cor do quimono ou do short/bermuda, respectivamente. No Jiu-Jítsu é permitido a escolha da cor do quimono que pode ser branco, azul ou preto. Já no MMA, o atleta pode se apresentar com a cor que desejar.

Como citado, essa "estratégia" ainda gera controvérsia entre pesquisadores. Contudo, mais recentemente, os resultados de algumas pesquisas divulgados por neurocientistas tem ajudado a fundamentar essa hipótese. Na ilustração adiante podemos observar de forma simplificada alguns resultados associados às cores (clique para ampliar).



Cientificamente, esses achados são recebidos com maiores perspectivas do que, por exemplo, os resultados encontrados nos estudos de observação dos lutadores. Isso pelo fato de que na neurociência, a metodologia de pesquisa é baseada na utilização de aparelhos mapeando o cérebro e identificando as áreas de comportamento.

Será que não seria oportuno sugerir a nossos admiráveis atletas brasileiros de utilizarem sucessiva e repetitivamente calções vermelhos ou azuis em seus combates?


Leandro Paiva

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Taekwondo melhora a aptidão física?




Taekwondo é um esporte popular, praticado por pessoas de todas as idades em mais de 180 países e é considerado benéfico para a saúde. Contudo, as provas científicas para se afirmar isto não são conclusivas. Apesar de sua popularidade, existem poucos estudos sobre os benefícios de saúde. Assim, dois pesquisadores realizaram uma revisão de literatura sobre o Taekwondo para averiguar e discutir sobre os estudos associando esse esporte com os benefícios sobre a aptidão física.

Eles analisaram 23 artigos. Os principais resultados analisados foram: condicionamento anaeróbio e aeróbio, composição corporal, força muscular, resistência muscular e flexibilidade.

Resultados

A formação de Taekwondo pode ter alguns benefícios na capacidade aeróbia, composição corporal (perda de gordura) e flexibilidade. Entretanto, não há evidências conclusivas na literatura de que a prática de TKD pode melhorar a aptidão anaeróbia e força muscular.

Conclusão

Os autores concluíram alertando que os Fisioterapeutas e também os Educadores Físicos podem considerar o Taekwondo, recomendando aos seus clientes como uma forma benéfica de exercício, para promover o condicionamento aeróbio e a flexibilidade.


Leandro Paiva


Referência:

Fonga, S.; Ng, G. Does Taekwondo training improve physical fitness? Physical Therapy in Sport, 2010.
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Magnésio minimiza problemas de perda de peso em lutadores




Abordamos em outros artigos neste Blog a temática da perda rápida de "peso" por lutadores.

Apesar de ser tema controverso, em diversos estudos foi observado que, no mínimo, nos exercícios de predominância aeróbia, o desempenho é reduzido pela perda rápida de "peso". Vale lembrar que, apesar de nas lutas a determinância ser anaeróbia, a predominância é do metabolismo aeróbio.

Mesmo, literalmente, "sentindo diminuir o gás e a força na luta", muitos atletas (grande parte) continua realizando perda rápida de "peso". Uma luz no fim do túnel para esses insistentes: em estudo recente foi ressaltado que a suplementação de magnésio pode ajudar a minimizar os efeitos negativos associados a essas práticas.

Segundo os autores, a deficiência de magnésio (Mg) afeta fortemente o desempenho muscular. Nas lutas, artes marciais e modalidades esportivas de combate, os atletas muitas vezes passam por drásticas mudanças de "peso" (massa corporal) perto de competições, quase sempre em função de técnicas de desidratação aguda. Essas práticas podem conduzir à déficit de magnésio.

Assim, o objetivo do estudo foi compreender o impacto das mudanças na força muscular relacionadas ao magnésio. Participaram da pesquisa 20 atletas de elite de judô do sexo masculino. Os participantes foram divididos de acordo com mudanças no nível de água intracelular (Intracellular Water - ICW): perdas inferiores a 2% e perdas iguais ou superiores a 2%. Os níveis de magnésio foram estimados por meio de exame de sangue e urina. Além disso, os lutadores foram submetidos aos seguintes testes físicos:

1) "Força de Pegada" - denominada na literatura científica de Força Máxima de Preensão Manual (medida por intermédio de um aparelho denominado dinamômetro);

2) Potência de membros superiores - determinada pelo exercício de supino.


Ronaldo Jacaré testando sua "pegada" no dinamômetro.




Resultados e Conclusão

Diminuição drástica nos níveis de água intracelular foi associada a redução da força. Os resultados sugeriram que o aumento do magnésio sanguíneo parece atenuar essas reduções de força nos lutadores. Como as perdas de magnésio podem ser consideráveis e a ingestão é frequentemente insuficiente, os pesquisadores recomendaram que os atletas considerem a suplementação, especialmente durante os períodos de redução de "peso".


Leandro Paiva



Referência:

Nunes et al. Magnesium and strength in elite judo athletes according to intracellular water changes. Magnesium Research, v.23, n.3, p.138-41, 2010.
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Lutadoras são mais ansiosas do que os lutadores?





Um estudo foi realizado com o objetivo de identificar os níveis de ansiedade-traço pré-competitiva de atletas de modalidade de combate e analisar a interferência de algumas variáveis nos referidos níveis. O mais impressionante foi que as atletas femininas, aparentemente, foram mais ansiosas do que os lutadores.

Metodologia utilizada

Participaram 122 judocas, sendo 65 atletas do sexo masculino e 57 do sexo feminino. O instrumento de medida utilizado foi o "Sport Competition Anxiety Test" - SCAT, cuja classificação é dada em escores, sendo: de 10 a 12 pontos, ansiedade baixa; de 13 a 16 pontos, média baixa; de 17 a 23 pontos, média; de 24 a 27 pontos, média alta e acima de 28 pontos, ansiedade alta.

Resultados:

Os 122 judocas apresentaram média de idade de 21 anos e média de tempo de prática de 9 anos. Em relação à ansiedade, 9 atletas caracterizam-se por apresentar ansiedade média baixa, 58 ansiedade média, 37 ansiedade média alta e 18 ansiedade alta. No que diz respeito à colocação obtida nos jogos, 6 obteram o primeiro lugar; 6 o segundo lugar; 18 o terceiro lugar e os demais (92) não foram medalhistas. No que concerne à idade, obteve-se associação significativa com a ansiedade, isto é, quanto maior a idade menos ansiosos os judocas se mostraram. Em relação ao sexo, verificou-se associação significativa, confirmando que as mulheres judocas participantes deste estudo possuem índices ansiogênicos mais elevados do que os índices encontrados no sexo masculino.

Conclusões:

Com base nos resultados, conclui-se que: o nível de ansiedade traço pré-competitiva foi considerado médio, mesmo que alguns judocas tenham apresentado o nível máximo proposto pelo protocolo; as mulheres judocas mostraram-se mais ansiosas que os homens; a ansiedade dos judocas participantes dos jogos tem associação com a idade, ou seja, quanto maior a idade menos ansiosos os judocas se mostraram; parece que os níveis de ansiedade traço pré-competitiva apresentados pelos judocas nos jogos, não foram influenciados pelo tempo de prática.


Leandro Paiva


Referência:

Detanico, D. Variáveis Influenciando e Sendo Influenciadas Pela Ansiedade-traço Pré-competitiva: Um Estudo com Judocas. Apresentado na 57ª Reunião Anual da SBPC.
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Lesões em treino de MMA




É comum os lutadores de MMA (Mixed Martial Arts), chegarem para os combates com olhos roxos e outros hematomas espalhados pelo corpo. O que muita gente não sabe é como eles conseguem esses machucados, que podem chegar até a cancelar lutas e atrapalhar a carreira dos atletas.

Wanderlei Silva, um dos mais conhecidos brasileiros no UFC, sofreu desse mal há pouco tempo. Ele estava escalado para fazer parte da edição número 116 do evento, em 3 de julho, quando enfrentaria o japonês Yoshihiro Akiyama. Só que Wand fraturou a costela durante um treino alguns dias antes do combate e teve que cancelar a luta. O brasileiro passou por uma cirurgia no local, e só voltará ao UFC em fevereiro.

Apesar de os fãs ficarem sabendo das contusões, pouco de sabe sobre como elas acontecem. No vídeo abaixo, que mostra uma sessão de treinos de Vitor Vianna, parceiro de Wanderlei Silva, é possível imaginar de onde vêm tantas lesões. Apesar de ser apenas um treinamento, o ritmo tem que ser semelhante ao de uma luta, o que faz a porrada acontecer de verdade.

Veja o vídeo abaixo e entenda melhor.



Fonte: http://esportes.r7.com
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Preparação Física de Vitor Belfort p/ Anderson Silva



Material saindo do forno, no qual consta momentos da rotina diária de Vitor Belfort. Nele, consta: Preparação Física, reabilitação, Preparação Técnico-Tática. Além disso, momentos familiares. Foi disponibilizado pelo próprio Belfort anteontem. Vale ressaltar que já é parte do arsenal no qual prepara para tentar vencer Anderson Silva no UFC, pela disputa de cinturão. Sugestão do amigo do CORE ("BOPE" da polícia civil do Rio de Janeiro), Sergio Monteiro.


Leandro Paiva




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Preparação Física p/ Vale-Tudo (MMA)



Segue mais um material rico em exercícios de preparação física para Vale-Tudo ou Mixed Martial Arts - MMA. Foi enviado pelo Diogo de São Paulo, Preparador Físico da CoachMMA. Vale a pena conferir, pois além da parte física, como bônus, são apresentados treinamentos técnico-táticos específicos para o UFC.


Leandro Paiva



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Seminário Nacional de Hapkido





Seguem informações sobre o Seminário Nacional de Hapkidô. As informações foram enviadas pelo Mestre Dayverson Wágner.


Leandro Paiva.



Seminário Nacional de Hapkido.

Aberto a todos os estilos, federações e Artes Marciais.

Aberto a todas as Graduações e Faixas.


* Armas (Tonfa , Bastão e faca)

* Hapkido (Torções e outros)

* Tecnicas de Solo

* Recreação Marcial

* Defesa Pessoal Urbana

* Tecnicas de Competição (Luta)


Mestres Dayverson Wágner (Hapkido)

Mestre Alexandre (Defesa Pessoal Urbana)

Mestre Luiz Lima (Tecnicas de Luta)

Prof. Fabio Almeida (Faca)

Prof. Leonardo Almeida (Tonfa)

Prof. Ronaldo Santanna (Bastão)

Prof.Dayana Bastos (Pos Graduada em Educação Fisica) - (Recreação Marcial)


Data 23 e 24 de Outubro de 2010


Local: Vila Olimpica de Nova Iguaçu – RJ

Rua Luis de Lima, 268 – Centro / Nova Iguaçu - Rio de Janeiro



R$50,00 Para não filiados.

R$30,00 para filiados



INSCRIÇÕES ATE O DIA 10 DE OUTUBRO



** Alojamento para os 40 primeiros escritos (trazer colchonete e roupa de cama)

** Lista de hotéis será enviado a todos os interessados



Certificado, Camisa, Manicaca do curso e medalha de participação.



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Preparação Psicológica de lutadores - Mentalização (visualização)



A mentalização é conhecida por diversos termos, dentre os principais: treinamento mental, imaginação guiada, visualização e prática mental. É um meio de simulação que pode ser utilizada para reduzir ansiedade, estabelecer confiança e aumentar a concentração. Desenvolve a plasticidade humana que permite ajustes diante de situações novas e a possibilidade de diferentes planos de solução diante de uma circunstância.

Numa luta de Jiu-Jítsu, Submission, Grappling e Vale-Tudo, as decisões são tomadas em frações de segundo e a obsessão seguida de lerdeza de raciocínio pode custar caro ao atleta. Muitas vezes para ganhar um combate, o lutador, além de ser mais técnico e forte, deve ser também mais inteligente e fazer uso da agilidade mental para descobrir os erros de seu oponente e utilizar isto a seu favor antes do término da luta.

Alguns atletas campeões de alto nível, como Bibiano Fernandes e Ronaldo Jacaré, na situação que precede alguns treinos e principalmente na competição, costumam imaginar os movimentos que executarão, repetindo algumas vezes essa representação mental, chegando até em alguns casos a dividi-los em partes, dentro de uma sequência correta tecnicamente.

Esses atletas, mentalmente, produzem estímulos e respostas. A imagem é um estímulo gerado que, em contrapartida, originará uma resposta positiva em algum determinado comportamento que ele deseja alterar.

Não existem referências ainda de estudos em curso ou publicados sobre os efeitos da visualização no MMA, mas há estudos que detalham o uso de mentalização de imagens em diversas Lutas, Artes Marciais e Modalidades de Combate. Neles, os autores chegaram a diferentes conclusões, principalmente pelo fato de utilizarem métodos distintos. Contudo, podem ser encarados como ensaios importantes para utilização com atletas de MMA.

Pesquisas


No estudo realizado por Kuan e Roy (2007), o objetivo principal foi descobrir se a visualização poderia auxiliar na dureza mental de atletas de Kung Fu (Wushu). Dureza mental é a capacidade de o lutador resistir e persistir às situações adversas, físicas e psicológicas. Os resultados indicaram que a mentalização de imagens era a chave para o sucesso dos atletas, apesar de não ter sido o único método de preparação psicológica utilizado. Outro método relevante que contribuiu muito foi a determinação e definição de objetivos e metas.

Em outro estudo (Fontani et al., 2007) foi observado que a visualização mental prévia poderia ajudar a incrementar algumas qualidades físicas relevantes para o lutador. Nele, conduzido com 30 atletas de elite de Karatê, observou-se que a visualização de um golpe antes de executá-lo influenciava positivamente na força e potência muscular desse golpe.

Weinberg, Seabourne e Jackson (1981) observaram correlação entre visualização e ansiedade pré-competitiva. Após aplicação de testes iniciais, no final de seis semanas os lutadores avaliados realizaram testes de habilidades, incluindo sparring (simulação de combate real). Foi observado que o grupo que estava trabalhando e aprendendo habilidades de visualização teve desempenho melhor do que os outros grupos pesquisados.

Davenport (2006) entrevistou três kickboxers com experiências variadas para descobrir quais habilidades eles consideravam benéficas para o sucesso. A visualização foi apontada como um componente chave na rotina. Segundo um indivíduo pesquisado: "Eu costumava me imaginar lutando contra os adversários e pensava: 'no momento em que ele tentar colocar esse golpe em mim eu vou fazer isso...', eu realmente lutava com eles em minha mente. "

Highlen e Bennett (1979) analisaram 40 lutadores de elite do Canadá. Segundo seu estudo, os lutadores só poderiam utilizar visualização de imagens em grau moderado. Eles explicaram que na Luta Olímpica, por ser uma modalidade aberta (com possibilidade de ações "imprevisíveis" do adversário), é tarefa muito difícil utilizar a visualização. No entanto, vale salientar que esse estudo é antigo, realizado antes de haver qualquer forma padronizada de mensurar os efeitos da mentalização de imagens.

Já Barrow et al. (2007), utilizaram uma Escala de Imaginação no Esporte. Concluíram que os atletas de elite utilizam a visualização para aprender novas habilidades e controlar o estresse com muito sucesso. Afirmaram que, nas lutas, apesar de serem modalidades abertas, a mentalização de imagens permite-lhes a oportunidade de aprender habilidades motoras associadas à técnica.

Vantagens


1) Aumenta a precisão e com isso a velocidade de execução de um movimento ao ser posto em prática;

2) Sua utilização torna-se muito importante nas pausas decorrentes de lesões, para manter a noção do movimento;

3) Em situações pré-competitivas e competitivas, pode ajudar o atleta a ir menos sobrecarregado mentalmente para a competição, pois já repassou a seqüência diversas vezes, de forma imaginária;

4) Nas modalidades de Jiu-Jítsu, Submission, Grappling e Vale-Tudo, pode minimizar o medo, pois por meio da imaginação intensiva de um movimento, serão reconhecidos os elementos mais inseguros deste movimento e com isto poderá ser melhor efetivado.

Desvantagens


A. É mais adequada a utilização em atletas com mais de 12 anos de idade;

B. Em função da possibilidade de fadiga neuromuscular, só deve ser utilizada de forma limitada (no máximo 3 minutos por unidade de treinamento);

C. Por falta de controle adequado, sob aplicação real, se algum movimento técnico errôneo for executado de forma exclusiva ou muito longa, pode ser desenvolvido e fixado na mente.


Conclusão

Vale ressaltar que a mentalização ou visualização de imagens (Treinamento Mental) não substitui a prática técnica e por si só não garante o sucesso da performance. O treinamento prático, a princípio, é superior ao Treinamento Mental, mas a combinação dos dois conduz a melhores resultados.


Leandro Paiva




Referências:

1) Barrow , M, D Weigland, S Thomas, B Hemmings, and M Walley. "Elite and Novice Athletes’ Imagery Use in Open and Closed Sports." JOURNAL OF APPLIED SPORT PSYCHOLOGY,. (2007): 93-104. Print.

2) Davenport, T. (2006). Perceptions of the contribution of psychology to success in elite kickboxing. Journal of Sports Science and Medicine, (CSSI), 99-107.

3) Fontani, G.; Migliorini, S.; Benocci, R.; Facchini, A.; Casini, M.; Corradeschi, F. Effect of mental imagery on the development of skilled motor actions. Perceptual and motor skills, v.105, n.3, p.803-826, 2007.

4) Highlen, P, & Bennett, B. (1979). Psychological characteristics of successful and non successful elite wrestlers. Journal of Sport Psychology, (1), 123-137.

5) Kaun, G, & Roy, J. (2007). Journal of sports science and medicine. Goal Profiles, mental toughness and its influence on performance outcomes among Wushu athletes,6, 28-33.

6) Paiva, L. Pronto Pra Guerra: Preparação Física Específica para Luta e Superação. 2a Edição. Amazonas: OMP Editora, 2010.

7) Sternberg, R. (2000) Psicologia Cognitiva. Porto Alegre: Artes Médicas Sul.

8) Trichês, P. & Takase, E. Mentalização e aplicação em atletas. Revista Digital EFDeportes, Buenos Aires, Año 15, Nº 148, Septiembre de 2010.

9) Weiberg & Gould (2001) Fundamentos da Psicologia do Esporte e do Exercício. Porto Alegre: Artmed.

10) Weinberg, R, Seabourne, S, & Jackson, A. (1981). Effects of viso-motor behavior rehersal, relaxation, and imagery on karate performance . Journal of Sport Psychology, 3, 228-238.

11) Weineck, J. Biologia do Esporte. Barueri: Editora Manole, 2000.

12) Wilson, B. Literature Review: The techniques and usage of visualization in Martial Arts and Combat Sports. Group Page - Sport Psychology 2010-03.
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