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Atletas de Judô, Boxe, Taekwondo e Luta Olímpica receberão até 15 mil reais






Projetado para contemplar atletas de elite com reais condições de disputar finais, títulos e medalhas, a bolsa Atleta Pódio atenderá esportistas que estejam nas primeiras 20 posições do ranking mundial em modalidades individuais do programa dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, tais como atletas de Judô, Boxe, Taekwondo e Luta Olímpica.

Os benefícios, que podem chegar até R$ 15 mil, serão válidos por quatro anos ou enquanto o atleta permanecer bem posicionado no ranking. A Lei nº 12.395, que criou novas ações para reforçar o apoio aos atletas brasileiros, entre elas a bolsa Atleta Pódio, foi publicada no Diário Oficial da União de 17 de março.

A intenção é evitar interrupções no treinamento e na participação em competições, seja pelo encerramento de um patrocínio ou por falta de recursos do clube ou da confederação. Em contrapartida, o programa passa a exigir que parte dos recursos seja investida na formação educacional do atleta, inclusive preparando-o para o período pós-carreira esportiva.

Para que o atleta aperfeiçoe seu desempenho de forma a atingir um patamar acima em sua preparação, haverá suporte à estrutura que ele necessita para ter estabilidade no treinamento.

O programa permitirá contratação de técnico e/ou de equipe de profissionais (fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, entre outros), ajudará na aquisição de materiais e equipamentos de primeira linha para treinamento e garantirá apoio a intercâmbio internacional para a participação do atleta nas principais competições.

Ações - Novas ações para reforçar o apoio aos atletas brasileiros foram publicadas no Diário Oficial da União de 17 de março. Entre as medidas da Lei nº 12.395, está a alteração da Lei da Bolsa Atleta, definindo as categorias e seus respectivos benefícios financeiros.

A Lei cria duas novas categorias para o programa Bolsa Atleta: a Atleta Pódio e a Atleta Base. A primeira é dirigida para atletas de elite com reais condições de disputar medalhas. A segunda foi idealizada para esportistas com destaque em categorias iniciantes de todas as modalidades.

A nova legislação vai beneficiar atletas de alto rendimento, como o saltador Hugo Parisi. O atleta foi por duas vezes vice-campeão mundial e diversas vezes campeão sul-americano e brasileiro nos saltos ornamentais. O saltador vai buscar o índice de classificação para sua terceira olimpíada.

Apesar dessa nova perspectiva, promissora para o saltador, que se encontra entre os 15 melhores no mundo em sua categoria, Parisi não se desfaz do apoio financeiro que recebe desde 2005. “Se eu não contasse com o Bolsa-Atleta, teria que trabalhar em outra área e não me dedicaria ao esporte”, afirma.


Fonte: http://www.esporte.gov.br
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Testes genéticos e talento para lutas?





Seu filho nasceu para ser um atleta de elite? Vendedores de testes genéticos nos Estados Unidos afirmam que a resposta está em exames feitos pelo correio, por menos de US$ 200 (cerca de 332 reais).

Alguns clientes dizem que os resultados ajudam a conduzir os filhos para os esportes certos. Mas médicos afirmam que os testes colocam os lucros à frente da ciência.

Pesquisadores já identificaram vários genes que podem determinar força, velocidade e outros aspectos da performance atlética, muitos deles correlacionados à lutadores.

Entretanto, é possível que haja mais centenas de genes relacionados, além das experiências que determinam as habilidades atléticas, afirma Alison Brooks, especialista em medicina do esporte na Universidade de Wisconsin.

Brooks escreveu um comentário sobre o assunto na revista "Jama", da Associação Médica Americana.

Bradley Marston, de Bountiful, Utah, comprou um teste pela internet há um ano para sua filha Elizabeth, 10.

Como ela joga futebol "muito bem", Marston queria saber se ela tinha uma variação do gene ACTN3, ligado à produção de uma proteína que atua nos músculos.

Uma forma desse gene foi ligada a explosões de força necessárias para atividades como corrida curta, levantamento de peso e lutas.

O teste de Elizabeth mostrou que ela tem o gene para explosão muscular. Seu pai espera que esse resultado a ajude a ganhar uma bolsa de estudos para a faculdade.

Contudo, para o especialista em genética Stephen Roth, da Universidade de Maryland, a ciência de como genes influenciam habilidades atléticas está em fase inicial, e as promessas das fabricantes de testes estão baseadas em "suposições imprecisas".

Lainie Friedman Ross, especialista em ética médica da Universidade de Chicago, alerta que as crianças podem não entender os resultados dos exames. "Isso é genética recreativa, com pontencial para causar danos", diz Ross.

Adaptado do texto original: "Testes genéticos prometem prever talento para esportes."

Fonte: http://www.jornalfloripa.com.br
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Problema étnico-cultural-político atual na Luta





Na gélida Taraz, no sul do Cazaquistão, Marat Garipov só via o sol brilhar três meses no ano. Mas era competindo nos tapetes de uma das potências orientais da luta olímpica que o vice-campeão mundial do estilo greco-romana, até 55kg, tinha mais dificuldades para encontrar luz e calor.

Sentindo-se preterido por questões étnicas e políticas, ele percebeu que o sonho de disputar uma Olimpíada terminaria em frustração e decidiu cruzar o mundo em busca do seu paraíso particular. Desde que chegou ao Rio, em dezembro, para surpresa dos dirigentes da Confederação Brasileira de Lutas Associadas (CBLA), Garipov, de 26 anos, literalmente trocou a sombra pela água fresca.

- O Brasil é paraíso - diz o lutador, num português autodidata arrastado, mas que impressiona. - Aqui, todo ginásio tem água para beber. No Cazaquistão, não. Tinha que comprar fora ou ferver, para não ter dor de barriga.

O bebedouro do Centro de Treinamento da CBLA, na Tijuca, é apenas uma das "maravilhas" que Garipov encontrou por aqui. Ele ganhou um dos cômodos do apartamento alugado pela confederação, no qual moram dois técnicos cubanos, e conta com uma ajuda de custo de R$ 500.

Sua bagagem inteira se resume a uma pequena mochila vermelha, que ele carrega para os treinos, com algumas peças de roupa, um pequeno notebook, para manter contato com a família e traduzir palavras para o português, o passaporte e recortes de jornais do Cazaquistão sobre suas vitórias.

- Aqui não tem neve. As pessoas são boas. Eu vencia todos os asiáticos que lutam o Mundial, mas não podia ir à Olimpíada porque sou do sul, não pareço com eles. Tinha questões políticas. Agora, quero participar de uma Olimpíada pelo Brasil - afirmou.

O processo de naturalização nem é a parte mais complicada, mas, pelas regras da Federação Internacional, Garitov só poderia defender o país depois de ficar dois anos afastado de competições oficiais. A última que disputou foi o Campeonato Asiático, no dia 15 de maio do ano passado.

O problema é que a última seletiva olímpica da greco-romana está marcada para 10 de maio do ano que vem, na Finlândia. Ou seja: mesmo com nova cidadania, por cinco dias ele ficaria impedido de lutar pela vaga em Londres. A única chance seria a improvável hipótese de um outro lutador brasileiro garantir a vaga da categoria e ele assumi-la. Mas, para os Jogos do Rio-2016, ele estaria com 31 anos, uma idade considerada razoável para a modalidade.

- Para nós, o importante não é só ele participar das Olimpíadas, mas ajudar no desenvolvimento da luta. O Garipov já treina com nossa maior esperança para a Rio 2016, o Diego Romanelli (até 60kg) - explica o superintendente da CBLA, Roberto Leitão, explicando a curiosa vinda do cazaque.

- Ele procurou nosso presidente (Pedro Gama Filho), durante o Mundial da Rússia, no ano passado, dizendo que queria vir para o Brasil. O Pedro o convidou para a Copa São Paulo, em dezembro, mas ninguém achava que ele fosse vir. Até que o Garipov apareceu em São Paulo com a mochilinha vermelha.

Feliz com a acolhida dos brasileiros, Garipov já virou alvo de gozações dos companheiros de seleção, seja por seu prato predileto, uma mistura de arroz, leite quente e açúcar, ou pelas aventuras na cidade, como o dia em que decidiu subir a pé da Rua das Laranjeiras até o Cristo Redentor e voltou exausto.

No Natal, convidado para a ceia de um atleta da seleção, na Ilha, foi vestido com boné, camisa e short da Caixa, patrocinadora da CBLA, achando que se tratava de uma grife da moda.

- Com um real, compro banana, abacaxi... No meu país, fruta vem de fora. Brasil é o paraíso - repete Garipov.


Fonte: http://oglobo.globo.com
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Artes marciais podem causar lesões no joelho





Alguns movimentos nas artes marciais podem resultar em situações nas quais o joelho ultrapassa o limite seguro.

Um problema crescente associado com a prática de artes marciais são as lesões no joelho. Com o aumento de praticantes de karatê, kung fu e outras modalidades, muitos não recebem a orientação de um especialista que possa realizar uma primeira avaliação e recomendar os cuidados necessários para o início da atividade.

— Nas atividades esportivas que envolvem as artes marciais ocorrem muitas lesões do tipo entorse do joelho. Estas lesões podem ser relativamente simples, tirando o atleta das atividades por semanas, ou complexas, sendo necessário o procedimento cirúrgico e um longo período de reabilitação, que pode durar meses. Temos constatado uma procura maior de pacientes que se lesionaram ao praticar este tipo de atividade — explica o ortopedista e responsável pelo Instituto do Joelho Hospital do Coração de São Paulo Rene Abdalla.

Segundo o especialista, as lesões de joelho mais comuns em artes marciais são as lesões do ligamento cruzado anterior e posterior, além do trauma direto que atinge qualquer uma de suas faces quando o pé está fixo ao solo sustentando parte ou todo o peso do corpo, bem como as lesões devido à flexão anti-ergonômica — aquela em que a patela se projeta adiante da linha dos dedos do pé — repetida em treinamento e combate.

Alguns movimentos nas artes marciais podem resultar em situações nas quais o joelho ultrapassa o limite seguro. Isso porque quando o joelho se projeta para além do limite da projeção dos dedos do pé, os tendões e músculos da parte anterior da coxa estão superesticados e sujeitos a lesões, enquanto os ligamentos e estruturas tendíneas que sustentam as porções medial e lateral do joelho estão frouxas, aumentando assim a chance de luxações e de lesões dos ligamentos intra-articulares.

— Em caso de lesão é comum o atleta tomar suas próprias medidas podendo comprometer o caso ou até mesmo melhorar a situação de forma provisória, mas que no futuro poderá acarretar algo mais grave, dificultando o trabalho do médico e atrapalhando os resultados do atleta — diz o ortopedista.

Segundo Rene, em casos de praticantes idosos ou com lesões prévias no joelho (em geral vítimas de outras práticas esportivas) é importante cuidar a necessidade de respeitar o limite individual. Também é imprescindível que o instrutor avalie alguns problemas que são visíveis, como pessoas que possuem as pernas abertas ou fechadas em relação à coxa (joelho valgo e joelho varo), por isso a importância de consultar um médico antes do início da prática.

Para evitar lesões o melhor procedimento é a prevenção. Confira dicas do médico para evitar incidentes:

:: Material esportivo adequado, como protetor bucal, caneleiras, joelheiras, protetor de cabeça, luvas;

:: Utilizar a técnica adequada;

:: Reforçar a musculatura;

:: Sempre aquecer antes de começar.


Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br
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Campeão Americano de Luta não possui uma das pernas


Este material audiovisual que segue é para nos lembrar diariamente das dificuldades e a razão de superá-las. A estrela é o campeão norte-americano de Luta Olímpica, Anthony Robles, que "tratorizou" todos os adversários que ousaram enfrentá-lo, com a diferença de que todos tinham as duas pernas e ele apenas uma nos combates.

Inspirador, motivante e, mais que tudo, lição de vida. Parabéns ao campeão!


Leandro Paiva


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Snorkel na preparação física de atletas de MMA e Jiu-Jítsu



Nos últimos anos com intuito de maximizar em curto prazo (se é que isto é possível...) o preparo físico de atletas de MMA e Jiu-Jítsu, alguns preparadores adotaram a utilização do Snorkel como implemento complementar ao trabalho.

Não temos condições de afirmar ou interpretar por qual artigo, pesquisa ou fundamento da ciência já concebido ou em trâmite se basearam para utilizar tal objeto.

Contudo, podemos tentar entender empiricamente o objetivo que lançaram mão deste implemento e, principalmente, por quais motivos não recomendaríamos de forma alguma o uso para o alto nível na preparação de atletas de MMA e Jiu-Jítsu.

Boa parte de nossas afirmações, calcadas nos alicerces da Ciência do Treinamento Desportivo e da Medicina Desportiva, podem não se sustentar se um dia cientificamente conseguirem provar a real função do uso do Snorkel comparando antes e depois da utilização do mesmo e com grupo de atletas que não utilizasse este objeto.

Desse modo, reforçamos o que ocorre até a presente data: não há nenhuma pesquisa séria e/ou respaldada já realizada ou em andamento que fundamentariam a decisão de utilizar este implemento.

Observamos, entretanto, uma ou outra resposta positiva em função do treinamento de alguns atletas que utilizaram o Snorkel. No entanto, há de salientarmos que, em nossa humilde opinião, o sucesso com relação ao preparo físico seria alcançado dentre esses indivíduos independentemente de utilizarem ou não este implemento.

Isso se deve pois, em primeiro lugar, o preparador físico (apesar de utilizar o snorkel...) soube selecionar com eficiência os melhores exercícios para o atleta em questão e conseguiu distribuir racionalmente a intensidade da carga nos dias, semanas e meses de treinamento.

Em segundo lugar, contavam com atletas de alto rendimento cujas características volitivas ("força de vontade" do lutador) costumam ser reconhecidamente destacadas no âmbito desportivo pela alta tolerância à dor e por suportar pesadas cargas de treinamento. Popularmente esta capacidade em lutadores é denominada de "sangue nos olhos".

Em terceiro lugar, claro, se deve ao talento dos lutadores e a sua dedicação inconteste ao treinamento técnico-tático.

Para facilitar o entendimento às nossas afirmações anteriores, segue fundamentação.

O que é um Snorkel?

Snorkel é um tubo, de aproximadamente 25-30 centímetros de comprimento, diâmetro não muito largo, muito utilizado por mergulhadores para respirar o ar do ambiente pela boca, sem levantar a cabeça da água.




Dentre outros, quais são os principais motivos alegados para a utilização do Snorkel com lutadores de MMA e Jiu-Jítsu?

Alguns preparadores afirmam que a intenção é estimular o atleta em situação de privação parcial de oxigênio e, desse modo, condicionar o atleta a realizar trabalho de alta intensidade com lactato sanguíneo aumentado. Realmente essa situação vai ocorrer mais rapidamente pelo fato de haver privação de oxigênio, apesar de não ser nem de longe a situação que ocorre em um combate real.

Assim, se o atleta for treinado e exigido para realizar exercícios em situação de fadiga decorrente do acúmulo de lactato ele não poderá exercer a máxima potência nos golpes e/ou exercícios, diferentemente da recomendação principal para tirar o máximo proveito do treino de potência muscular, ou seja, o atleta estar bem descansado.

Se os músculos forem treinados e "ensinados" a realizar trabalho de potência mais lentamente em função da fadiga, a tendência será que o atleta reproduza esses estímulos de forma mais lenta, ou seja, em vez de condicionar os músculos a realizar exercícios com potência perto ou superior da situação real de um combate, estará os "ensinando" para repetir os golpes em velocidade mais lenta.

Outro motivo alegado pelos preparadores para utilizar o Snorkel é para gerar hipóxia (falta do suprimento de oxigênio) de modo artificial. Sabe-se que equipes nacionais de modalidades de combate inseridas nos Jogos Olímpicos, como o Boxe e o Judô, introduzem em seu planejamento anual e plurianual a estratégia de realizar treinos físicos e técnico-táticos em região de montanha (média e alta altitude), para aumentar a capacidade física dos atletas quando retornam à planície (nível do mar) para treinos e competições.

O treinamento em regiões de montanha, sob condições naturais de hipóxia (privação parcial de oxigênio), provoca reações mais acentuadas e estimula o organismo mais eficazmente em comparação com o treinamento em condições de hipóxia artificial, também denominado de altitude simulada.

Devo utilizar o Snorkel?

Se depois de ter lido todo o texto, você ainda resolver desnecessariamente utilizar este objeto, siga em frente sem problemas, cabe a cada indivíduo seu discernimento e livre arbítrio. Todavia, concluiremos este artigo destacando quatro argumentos contra-indicando sua utilização:

1.º) Se a principal razão de utilizar o snorkel for a de reproduzir determinadas situações físicas e psicológicas estressantes de um combate de MMA, no qual o atleta tem de se exercitar com grande esforço físico em condições de privação parcial ou total de oxigênio por alguns segundos, nem de longe a utilização do snorkel seria mais adequada para simular essas situações, pelo simples fato de não ser possível reproduzir, sem prejuízo da técnica, situações reais de um combate utilizando o snorkel;

2.º) Assim como a utilização da inspiração de misturas gasosas, o uso do snorkel torna limitado o número de exercícios que poderiam ser realizados sob condição hipóxica, com destaque para a não realização da maioria, senão de todos os exercícios específicos e competitivos da modalidade. Esses exercícios são essenciais no alto rendimento, principalmente para lutadores de elite;

3.º) Se o principal objetivo de realizar treinamento sob hipóxia é estimular a produção de hemácias, hemoglobinas e, conseqüentemente, aumentar a potência aeróbia (VO2 máx.), a utilização do snorkel, intermitentemente, por si só, é insuficiente para o organismo realizar ajustes similares aos observados nos treinamentos em regiões de média e alta altitude, sendo muito provável que não haja nenhum efeito positivo sobre o desempenho;

4.º) Apesar de provavelmente não haver modificações da composição sangüínea – hemácias e hemoglobinas – decorrente da hipóxia artificial pelo uso do snorkel, essa estratégia predispõe o lutador a maior risco de trombose (coagulação sangüínea). Dentre outras, as principais complicações associadas a trombose são: infarto agudo do miocárdio (“ataque cardíaco”) e acidente vascular cerebral (“derrame cerebral”).


Leandro Paiva


Referência: Paiva, L. Pronto Pra Guerra: Preparação Física específica para Luta e Superação. Segunda Edição. Amazonas: OMP Editora, 2010.
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Anatomia no Jiu-Jítsu e MMA





Para um trabalho bem planejado de preparação física conseguir suprir eficientemente as necessidades quanto à preparação técnica (de fato, a parte mais importante para lutadores), antes de qualquer coisa devemos selecionar os exercícios que serão utilizados.

Para isso, o princípio da especificidade deve ser respeitado como um dos principais critérios desta seleção. Afinal, será que lutadores utilizam os mesmos músculos e do mesmo modo que, por exemplo, jogadores de futebol solicitam em seus movimentos? Claro que não.

Assim, apesar de todos os avanços científicos nos meios e métodos utilizados com atletas de modalidades de combate, conceitos básicos como a observação das técnicas em referência à anatomia do movimento às vezes são negligenciados.

Bem devagar, aos poucos, estamos trabalhando em um projeto aprofundado cujo objetivo é trazer luz baseados em conceitos de anatomia aplicados às técnicas de lutas. De toda sorte, a previsão deste lançamento - em livro - será somente para 2012 ou 2013.

No entanto, não custa tentarmos resumir alguns pontos-chave para aplicação de conceitos de anatomia do movimento no Jiu-Jítsu e MMA, em especial sobre os grupos musculares associados às principais técnicas. Para facilitar o entendimento, sugerimos que observem os músculos ilustrados na figura que acompanha este artigo.

Lembramos que nossa análise será sucinta, pelo fato de que, se considerarmos as variações de técnicas e estilo de cada lutador e o fato de que, em muitos golpes, cada segmento corporal realiza movimentos diferentes, a probabilidade de combinações pode ser infinita.

Além disso, em algumas técnicas, existem mais de um músculo primário sendo solicitados; entretanto, para abordagem mais generalizada, nos atemos propositadamente somente aos músculos principais. Desse modo, apesar de se estabelecer que todos os grandes grupos musculares – tórax, costas, coxas e pernas, etc. – devam ser treinados, pois são exigidos durante os combates, procuramos esclarecer quais são as regiões mais solicitadas e, eventualmente, os tipos de ações musculares características dos golpes nessas modalidades.

Jiu-Jítsu

Nos momentos iniciais de um combate o que ocorre, de modo geral, é a possibilidade de o atleta projetar o oponente ou puxá-lo para sua guarda.

Principais músculos solicitados (técnicas de projeção) - Membros inferiores (músculos da cintura pélvica, coxa, perna e pé); região lombar e abdominal (solicitação ligeiramente inferior comparada à região lombar); região das costas (grande dorsal) e do tórax (peitoral maior).

Embora realizem algum trabalho de força máxima ou potência, de modo geral, as musculaturas do antebraço, região lombar, abdominal e pescoço, realizam trabalho de resistência muscular, porém com característica estática ou isométrica (Exemplo: Quando o atleta faz “pegada” no quimono do adversário, ele segura de 1 a 5 segundos – força isométrica – e solta, repetindo constantemente esse procedimento – resistência muscular).

Ainda, embora realizem algumas ações isométricas, as constantes mudanças de direção impõem maior demanda na resistência muscular para as musculaturas anteriores e posteriores do tronco e braços (grande dorsal, peitorais, bíceps e tríceps).

Salienta-se que grande parte dos golpes de projeção envolve rotação e, especialmente, a região lombar e abdominal sofrem grande demanda da capacidade de resistência e aplicação de força rotacional (aplicação de força em movimentos de rotação do corpo no próprio eixo, ou seja, entre a porção superior e inferior).


Principais músculos solicitados ("puxar para guarda") - ações de potência (para o salto de puxada) e/ou resistência muscular de baixa intensidade (nos deslocamentos no tatame) e força isométrica ou estática dos membros inferiores (ao comprimir as pernas ao redor do corpo do adversário – “fechar a guarda”). Além disso, ações de potência da região lombar e abdominal (para se defender de tentativas de projeção por parte do adversário).

Ainda, ações de potência da musculatura das costas e do tórax (respectivamente, no movimento de puxada para a guarda fechada e quando empurra o adversário para evitar ser projetado); ações de força máxima do bíceps (braquial e braquiorradial) e tríceps e, por fim, ações isométricas e de resistência muscular do antebraço, região lombar, abdominal e pescoço.

Principais músculos solicitados (técnicas de solo) - No solo, alternam-se constantemente ações dinâmicas e isométricas (para estabilização de alguma posição). Quanto às ações dinâmicas, há necessidade de força máxima e/ou potência para executar, por exemplo, um golpe de “raspagem”, passagem de guarda ou finalização.

Quando o atleta está por baixo (“fazendo guarda”) observa-se solicitação da região abdominal e lombar nas tentativas de raspagem ou defesa da guarda e dos adutores dos quadris ou “virilha” para manter o adversário na sua guarda (força isométrica). Ainda, das costas e tórax para puxar e empurrar na tentativa de concretizar algum golpe, do pescoço/trapézio e antebraços, respectivamente, para defesa de finalizações e “pegada”. Além disso, observa-se, frequentemente, a solicitação dos membros inferiores na tentativa de “raspar” ou inverter o adversário e também de “repor a guarda”.


Por cima, o atleta que, por exemplo, tenta passar a “guarda alta”, “toreando”, solicita os membros inferiores na tentativa de passar a guarda do adversário, as costas e o peitoral maior para manter sob controle as pernas do adversário e executar a passagem. Ainda, é solicitada a região lombar e abdominal para manutenção do equilíbrio e postura, evitando as tentativas de “raspagem” ou inversão. Além disso, é observada a solicitação do pescoço/trapézio para “fazer postura” para passagem de guarda e na defesa das tentativas de finalização do adversário por estrangulamento. Os antebraços são solicitados para a execução da “pegada”, envolvendo ações que caracterizam o uso da força isométrica, dinâmica e de resistência muscular.

Salienta-se que grande parte das posições de raspagem, reposição de guarda, passagem de guarda, finalização, etc. envolve rotação, solicitando principalmente a região lombar, abdominal, deltóides e membros inferiores. Desse modo, o trabalho de preparo físico e técnico para aplicação e resistência às forças rotacionais é de suma importância para atletas dessa modalidade.

Vale-Tudo ou MMA

Nessa modalidade, são válidas ações técnico-táticas de três estilos de modalidades de combate – luta de projeção, de solo e de contato. Assim, por já tratarmos sobre as ações e regiões musculares mais solicitadas nos dois primeiros estilos, vamos concentrar nossas explicações sobre o terceiro estilo.

Em referência à utilização de golpes traumáticos, os membros inferiores tendem a ter ações de baixa intensidade (deslocamentos no ringue) e de potência: (a) para antecipação, ou seja, execução de golpes antes que haja ação do adversário; (b) nos golpes realizados especificamente pelos membros inferiores – chutes; (c) pela transferência de energia cinética, aumentando a força e velocidade nos golpes com solicitação de membros superiores – socos.

Quando um atleta desfere um chute frontal, “canelada”, joelhada, etc. a perna de ataque perde contato com o solo e uma única perna constitui a base de apoio, implicando manutenção do equilíbrio em apenas um pé. Além disso, quando o atleta realiza uma combinação sequencial de golpes (Ex: “canelada” seguido de socos) e a perna de ataque não retorna ao contato com o solo, é preciso que a musculatura dessa região seja capaz de manter a estabilidade, enquanto o restante dos segmentos efetua ação de grande potência.

Quando o atleta realiza um chute com extensão do joelho (Ex: chute frontal, canelada, etc.), os músculos mais solicitados são os extensores do joelho e flexores do quadril da perna de ataque (musculatura anterior da coxa – quadríceps femoral, iliopsoas, sartório e tensor da fáscia lata), além da região lombar e abdominal (solicitados para manutenção do equilíbrio e postura).

Quando o golpe é realizado somente com flexão do quadril (Ex: joelhada), além da região lombar e abdominal, os músculos mais solicitados são os flexores do quadril (musculatura anterior da coxa – reto femoral, iliopsoas, sartório e tensor da fáscia lata). Na perna que permanece apoiada sobre o solo, os músculos mais solicitados são os extensores do quadril e do joelho (glúteos e musculatura posterior e anterior da coxa), além dos flexores plantares (“panturrilha” - gastrocnêmio e sóleo).

Quanto aos golpes traumáticos com solicitação de membros superiores, observamos a necessidade de grande resistência muscular e potência, especialmente dos deltóides, tríceps e peitoral maior (socos em linha reta – Jab e Direto); bíceps (braquial e braquiorradial), antebraços, deltóides e peitoral maior (socos em ângulo e golpes com antebraço – gancho, upper, cruzado e cotovelada), além de resistência muscular de característica isométrica nos deltóides para manter a guarda alta (braços elevados com as mãos próximas do tórax e da cabeça).

Os músculos abdominais e lombares, além de serem solicitados para manutenção do equilíbrio e postura, transferem a potência iniciada pelos membros inferiores – energia cinética ou do movimento – para as costas e braços, aumentando a força e velocidade dos golpes.

Por fim, os movimentos de esquiva (pêndulo, flexão e extensão do tronco, flexão do tronco lateralmente, etc.) solicitam principalmente a região lombar, abdominal e o grande dorsal. Além deles, os membros inferiores também contribuem, contudo sua solicitação é ligeiramente inferior.



Conclusão

Baseados nessas informações iniciais (resumidas) para reflexão, o(s) treinador(es) em conjunto com o preparador físico do atleta pode auxiliar a direcionar a escolha dos exercícios versados na especificidade e, ir mais longe, ajustando às características individuais do lutador (individualidade biológica) para desse modo conseguir atingir seus objetivos o mais próximo possível da realidade da luta e do atleta em questão.


Leandro Paiva


Referência: Paiva, L. Pronto Pra Guerra: Preparação Física Específica para Luta e Superação. Segunda Edição. Amazonas: OMP Editora, 2010.

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Artes Marciais, Lutas e Operações Especiais





Em diversas vezes neste Blog, apontamos relações entre o trabalho e treinamento policial e o conhecimento de Lutas, Artes Marciais e Modalidades Esportivas de Combate, quer seja referente ao Preparo Físico de policiais do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais - RJ) ou mesmo sobre a ciência amparando os militares de elite.

De fato, nos parece disciplina obrigatória ao curso de formação de policiais de elite o conhecimento de tais práticas. Recentemente, um artigo jornalístico endossou nossas aspirações, ao informar que os policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope - PR) terão novas linhas de atuação e receberão treinamentos intensivos e obrigatórios, com artes marciais.

A estrutura física da unidade já começou a ser reformada para a preparação da equipe e para melhorar o atendimento à população. Destaque para a inclusão de um ringue e um octogono (gaiola) similar ao utilizado no UFC.

Ainda, segundo o delegado-chefe, Alexandre Macorin, a implantação do treinamento mais exigente e constante é essencial para a boa estruturação da equipe: “A frequência nestes cursos e treinamentos é condição para a permanência no grupo”, confirmou o delegado-chefe. Além disso, na academia do Cope, os policiais passarão por Treinamento Tático Defensivo (TTD), com um professor especializado em Jiu-Jítsu e Muay Thai.

COPA – Além de reforçar o trabalho dos policiais, as mudanças prepararam o policiamento para a Copa do Mundo de 2014: “Daqui a três anos, Curitiba será uma das cidades que irá sediar a Copa do Mundo. Por isto, a necessidade imediata da realização de treinamentos táticos e específicos para o evento”, finalizou o delegado Macorin.


Leandro Paiva


Fonte: http://www.aen.pr.gov.br

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Ciência, audiovisual e performance nas Lutas





Com a proximidade dos Jogos Olímpicos e o investimento chegando aos poucos, alguns atletas aproveitam a oportunidade e, juntos de sua equipe, aliam ciência às tradições milenares.

Principal representante brasileira do Taekwondo no cenário internacional, Natália Falavigna, segue em seus treinos sendo corrigida e aperfeiçoada por tecnologia de ponta utilizada pelas equipes mais estruturadas do mundo. Curioso(a)? Veja mais no material audiovisual abaixo.

Leandro Paiva


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